Aquivo do autor: pedrojorge

COMEMORAÇÕES do 85º ANIVERSÁRIO do 18 de Janeiro na MARINHA GRANDE

O STIV-Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Vidreira, realizará diversas iniciativas comemorativas, integradas no 85º aniversário do 18 de Janeiro-DIA DO VIDREIRO, data na qual se celebra a revolta dos operários vidreiros da Marinha Grande contra a ditadura, a miséria, a fome e a falta de liberdade. Durante algumas horas no dia 18 de JANEIRO DE 1934, a classe operária bem organizada e consciente tomou o poder e respirou-se liberdade.
A FEVICCOM convida todos os trabalhadores, dirigentes e activistas sindicais dos vários sectores a participar nas diversas iniciativas comemorativas do 18 de Janeiro.

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UM MÊS DEPOIS DE BORBA – O QUE MUDOU?

UM MÊS DEPOIS DE BORBA, O QUE MUDOU?

Faz precisamente hoje um mês do trágico acidente que vitimou cinco pessoas em Borba, entre elas, dois trabalhadores do sector dos Mármores que se encontravam a trabalhar, para além das três pessoas que circulavam na Estrada Municipal 255 que atravessava duas pedreiras, onde a pedra foi explorada até para lá do limite do razoável, fruto da ânsia do lucro por parte de algumas empresas, relegando para último plano, a segurança e saúde de trabalhadores e terceiros.
 Este sempre foi um sector de enorme penosidade e de elevado risco, para quem dele retira os seus rendimentos do trabalho e dele depende para viver. A realidade com que fomos confrontados pôs a nu a enorme falta que existe de investimento em matéria de prevenção de riscos e acidentes de trabalho.
A variada legislação existente neste sector, refere variadíssimas vezes, nos seus preâmbulos, a importância que este sector tem para a economia, para as exportações, para as regiões onde desenvolve a actividade.
Mas em que peso e em que medida, é que no terreno, são implementadas todas as medidas de avaliação e de gestão de riscos, de forma a uma melhor prevenção de acidentes de trabalho?
Com este acidente, tornou-se evidente o forte desmantelamento que tem existido ao nível de serviços e funções do Estado e a realidade curta que existe em meios humanos e materiais, de quem tem como função fiscalizar e regular este importante sector de actividade com a importância que ele tem para o país e para a região.
 Em conferência de imprensa, então realizada pela FEVICCOM/CGTP-IN foi questionado, face ao anúncio pelo Governo de ordenar “uma inspecção ao licenciamento, exploração, fiscalização e suspensão de operação das pedreiras situadas na zona onde ocorreu o acidente”, quais as entidades com competências e que vertentes estariam a ser fiscalizadas, uma vez que são várias as entidades com competências de fiscalização nestas matérias (ASAE, IGAOT, ACT).
Face ao anúncio do Ministério do Ambiente, nessa mesma tarde, de várias medidas, entre elas, a de alargar esse levantamento da situação em que se encontram as pedreiras, a nível nacional até final do ano e disponibilizar valores para a recuperação de pedreiras abandonadas.
Apesar de ser um passo, que importa concretizar, constatamos que o conhecimento da realidade deste sector de actividade é fraco, incipiente e pouco fidedigno, por parte da DGEG e pelo Ministério que tutela.
É necessário que esse levantamento seja efectivamente realizado a nível nacional e abranja todo o universo das pedreiras, independentemente da sua situação e que sejam tornados públicos esses resultados.
 Lamentamos e achamos insuficiente que, um mês depois do acidente e das medidas anunciadas, tenha apenas sido dado destaque às pedreiras abandonadas, com um levantamento pouco visível na região, para além da introdução de sinalização e circulação alternada em algumas vias.
O que se exige é uma fiscalização concreta e eficaz às pedreiras activas e uma análise aos Planos de Lavra e aos Planos de Segurança e Saúde (cuja responsabilidade de elaboração e actualização cabe às empresas detentoras das licenças de exploração), como instrumento para a prevenção e promoção de medidas em matéria de Segurança e Saúde no Trabalho para os trabalhadores.
 A Direcção Nacional da FEVICCOM, reunida hoje, face às insuficientes medidas conhecidas no terreno, reitera que é de extrema importância a assunção de intervenções específicas pelos vários serviços centrais do Governo com responsabilidades neste sector e que desenvolverá todas as diligências necessárias no sentido da realização das reuniões já solicitadas pela Federação, com carácter de urgência, ao Ministério do Ambiente (que tutela a DGEG) e ao Ministério do Trabalho (que tutela a ACT), até hoje sem resposta.
 Lisboa, 19.12.2018

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4 de Dezembro – Concentração de Trabalhadores da PIETEC junto ao Ministério do Trabalho

Os trabalhadores da PIETEC, de Fiães em Santa Maria da Feira, deslocam-se a Lisboa, amanhã dia 4 de Dezembro, para realizar uma Concentração junto ao Ministério do Trabalho na Praça de Londres pelas 15 horas.
Participará também o Secretário Geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, bem como Dirigentes Sindicais da FEVICCOM e do Sindicato dos Operários Corticeiros do Norte.

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27 de NOVEMBRO pelas 14:30h – CONCENTRAÇÃO SOCN junto da ACT em São João da Madeira

Nota de imprensa do SOCN-Sindicato dos Operários Corticeiros do Norte referente à acção a realizar no dia 27 de Novembro de 2018 pelas 14,30h à porta da ACT – Autoridade para as Condições de Trabalho em S. João da Madeira:

A empresa PIETEC — CORTIÇAS, S.A., com sede em Fiães, concelho de Santa Maria da Feira, foi adquirida pelo grupo estrangeiro DIAM.
Nessa sequência, em 2016/2017, a referida empresa iniciou um processo de implementação de funcionamento em regime de laboração contínua junto das entidades administrativas e ministeriais, solicitando, ainda, parecer (obrigatório) à Comissão Sindical após lhe ter fornecido as razões e o mapa do horário de trabalho a implementar.
O parecer da Comissão Sindical foi necessariamente do conhecimento da Autoridade para as Condições do Trabalho e dos Ministérios do Trabalho e da Economia, e já aí foram denunciadas várias ilegalidades (inobservância do Contrato Coletivo aplicável e dos contratos individuais de trabalho cujos horários foram em grande número individualmente acordados entre trabalhadores e empresas), bem como denunciadas as artificiais e falsas razões para a implementação do regime de laboração contínua.
A verdade é que os Ministérios do Trabalho e da Economia viriam a autorizar aquela empresa a implementar o regime de laboração contínua, 24 horas, 7 dias da semana.
Através de premissas, fundamentos falsos e inobservâncias legais / contratuais, a empresa “convenceu” a ACT e os Ministérios do Trabalho e da Economia.
A dita empresa transmite, sem qualquer pudor, que trabalhar neste regime de laboração contínua (turnos rotativos, 24 horas, 7 dias) dará mais condições e qualidade de vida aos trabalhadores, contrariando todos os estudos científicos que salientam os efeitos nocivos para a saúde, vida familiar e social, levando até muitos trabalhadores ao suicídio.
Como recompensa das violações legais / contratuais, das inverdades, da falta de responsabilidade social e de ética empresarial da empresa em causa, as entidades públicas atribuem e negoceiam benesses como projetos de interesse nacional.
Neste contexto de “recompensas” mútuas a empresa diz às entidades públicas que vai criar mais postos de trabalho e posteriormente, na verdade, em meados deste ano inicia um processo de despedimento coletivo de 41 trabalhadores (!).
Promete emprego e posteriormente despede 41 trabalhadores.
Mais, a empresa durante todo este processo e aos “olhos” do poder público chantageia os trabalhadores, isto é, promete-lhes que não os despede se aceitarem trabalhar em regime de laboração contínua.
Ainda, e tudo com o conhecimento do poder público ao mais alto nível (nomeadamente, do Ministério do Trabalho e do próprio Ministro) a dita empresa alterou e comunicou aos trabalhadores outros horários de trabalho para o regime de laboração contínua totalmente diferentes do que esteve na base da aprovação ministerial (!).
Até ao momento o interesse nacional negociado com as entidades públicas foi despedir mais de 30% dos trabalhadores e fabricar rolhas 24 horas / dia, 365 dias por ano, através da redução dos custos do trabalho e da saúde e vida dos trabalhadores.
O Sr. Ministro do Trabalho recebeu delegações da CGTP e deste Sindicato, prometendo uma resposta que nunca chegou ….
Ficamos, contudo a saber, o conceito de interesse nacional para o Estado Português: um grupo estrangeiro que adquire uma empresa nacional entendendo que é fulcral produzir rolhas ao domingo, despede 41 trabalhadores quando prometeu criar emprego, negoceia projetos com o Estado que os aplaude e aprova, adultera os fundamentos e os pressupostos da laboração contínua sem que os trabalhadores possam sindicar o que lhes espera, viola normas legais e contratuais sem qualquer responsabilidade social e, enfim, continua-se a aguardar a resposta prometida do Estado.
Não podemos aceitar este terrorismo empresarial perante os trabalhadores e sob o olhar do Estado.
Por isto tudo, no próximo dia 27, pelas 14:30 horas, junto à ACT de São João da Madeira, realizar-se-á uma concentração dos trabalhadores, da Comissão Sindical, do Sindicato dos Operários Corticeiros do Norte e com a presença do Secretário Geral da CGTP, Arménio Carlos, onde uma vez mais se denunciará e vincará a posição dos trabalhadores e os atropelos ocorridos em todos estes processos.

Pel’A Direção

SOCN

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26 de Novembro – GREVE na GEBERIT Produção,SA no CARREGADO

Os trabalhadores da GEBERIT Produção, SA , fábrica de artigos cerâmicos para usos sanitários em Carregado irão realizar uma Greve de 24 horas a partir das 00 horas do próximo dia 26 de Novembro(2a feira).
Os objectivos da greve são:
Pela melhoria de condições de trabalho e valorização dos trabalhadores:
- Pelo efectivo aumento dos salários;
- Pela defesa do direito de negociação e contratação colectiva.

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