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Trabalhadores reivindicam e Marktel cede colocando maioria em teletrabalho

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Na actual situação de pandemia, os centros de contacto são locais de elevado risco de contágio devido à elevada concentração e rotatividade de trabalhadores.

Há várias semanas que os trabalhadores da Marktel, maioria espanhóis, têm-se organizado junto do seu sindicato de classe, o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio e Serviços de Portugal – CESP, e pressionado para que fossem tomadas medidas de contenção em relação ao novo Coronavirus.

Uma das medidas requeridas pelos trabalhadores à empresa foi o teletrabalho, possibilidade garantida à partida para alguns trabalhadores de alguns departamentos mas para outros não.

Esta semana, os trabalhadores da Marktel viram finalmente o resultado da sua pressão e resistência. Embora ainda se encontrem trabalhadores a trabalhar presencialmente o teletrabalho foi finalmente e como determina a lei, concedido a todos aqueles que o requereram e cujas funções se verificaram compatíveis com este sistema de trabalho.

O CESP tem desenvolvido todas as formas de luta ao seu alcance, incluindo denúncias à Autoridade para as Condições de Trabalho acerca da ausência de um plano de contenção nesta empresa.

 

ITAÚ, empresa concessionária do serviço de refeições dos Hospitais do Distrito de Portalegre, continua a não respeitar os direitos dos trabalhadores, colocando em risco a sua vida e a dos utentes

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Os trabalhadores do sector da saúde têm um papel fundamental no combate à pandemia pelo novo Coronavirus.

Estão na linha da frente do tratamento dos infectados e constituem, por isso mesmo, um potencial foco de propagação do contágio, devendo existir com eles, redobrados cuidados de protecção.

São disso exemplo, apesar de não pertencerem ao sector da saúde, os trabalhadores das cantinas e refeitórios dos hospitais.

Este serviço essencial ao funcionamento dos Hospitais em Portalegre e em Elvas, entregue por concessão à empresa ITAU, há muito que vem desrespeitando os direitos dos trabalhadores.

Neste momento crítico da saúde pública mundial, esta empresa insiste em manter a sua ofensiva apesar de todas as orientações nacionais no sentido de dar prioridade à implementação de planos de contingência que ajudem a travar o contágio pelo Covid-19.

Há muito que os trabalhadores reclamam por mais equipamento de protecção individual (EPI).

Ainda que as chefias tenham dado instruções para substituir a farda diariamente e proceder à sua desinfecção, as trabalhadoras continuam a não ter fardas em número suficiente para que estas medidas sejam salvaguardadas, tendo havido trabalhadoras que compraram elas próprias mais calças e camisolas para que os possam substituir mais amiúde.

Um nível de consciência, profissionalismo e de sentido de responsabilidade visivel também na disponibilidade imediata que alguns trabalhadores manifestaram para desempenhar funções fora do seu conteúdo funcional, a titulo excepcional, para suprir a falta do pessoal que se viu forçado a ficar em casa com os filhos menores de 12 anos.

A contrastar com esta consciência está a atitude de desresponsabilização da empresa em relação à saúde e à segurança dos seus trabalhadores já que nem mesmo aos que contactam com doentes diariamente é dado equipamento de protecção adequado como máscaras, luvas, e outros EPI’s.

Uma das principais reivindicações dos trabalhadores do serviço de refeições dos Hospitais de Portalegre e Elvas é a falta de pessoal, também devido aos baixos salários ou aos ritmos de trabalho intensivo.

Acresce agora a esta situação, o facto várias trabalhadoras que estão ausentes dos serviços e de outras que exercem funções que não lhes compete, alegando o facto de o bar estar fechado como medida de contenção, a ITAU pressiona agora estas trabalhadoras, que estão ao serviço cansadas e deprimidas, são confrontadas com a possibilidade de despedimento, porque pasme-se, afirmam existir trabalhadoras em excesso.

 

Oportunismo patronal elimina pausas para comer na Hutchinson Portalegre

caderno reiv hutchinson 29jan19-minOs trabalhadores da Hutchinson Borrachas, em Portalegre, organizados no SITE
Sul, contestam a alteração dos horários de trabalho que os mantém cinco horas
seguidas a trabalhar sem poderem comer.
A pandemia de COVID-19 não pode servir de pretexto para aumentar a exploração, num trabalho que já de si é susceptível de doenças profissionais e outras circunstânciaS prejudiciais para a saúde dos trabalhadores.
A Hutchinson decidiu alterar na segunda-feira, dia 16, os horários das pausas, sendo que esta alteração obriga os trabalhadores a estarem a prestar serviço cinco horas seguidas.
Consideramos necessário tomar medidas de contenção do vírus. No entanto, não só numa situação destas, mas sempre, é necessária a existência de pausas, garantindo que estes trabalhadores não prestam serviço mais de 2h30 e que, nomeadamente, aqueles que desempenham tarefas repetitivas, têm pausas intermédias não só para comer, mas para descanso, necessário por forma a evitar as lesões músculo-esqueléticas, causadas pelo trabalho desempenhado.
Recentemente esta empresa do sector químico tem também despedido trabalhadores, maioritariamente mulheres, ao mesmo tempo que impõe a outros o trabalho ao fim-de-semana como dias normais de trabalho, objectivo antigo de empresas multinacionais, como a Hutchinson.
O Sindicato considera inaceitáveis as medidas que têm vindo a ser tomadas e solicitou à empresa uma reunião para apresentar as suas preocupações e discutir a exigência do aumento dos salários de todos os trabalhadores em 90 euros, entre outras reivindicações, decididas em reunião com os trabalhadores realizada fora das instalações, uma vez que a empresa se opõe a reuniões do Sindicato com os trabalhadores dentro das suas instalações.
A LUTA CONTINUA!

(fonte: SITE-SUL)

Semana da Igualdade no distrito de Portalegre

cartaz semana igualdade 20Emprego de qualidade, viver e lutar pela igualdade – foi este o lema da Semana da Igualdade, levada a cabo pelos sindicatos da CGTP-IN na semana em que se comemora o dia Internacional da Mulher Trabalhadora, dia 8 de Março.

No ano em que se comemoram 50 anos de existência da CGTP-IN, o movimento sindical unitário do distrito de Portalegre levou a semana da igualdade que terminou ontem, a dezenas de empresas e locais de trabalho, lembrando que a luta dos trabalhadores só será bem sucedida se mulheres e homens lutarem lado a lado pela igualdade e por melhores condições de vida e de trabalho.

Trabalhadores da grande distribuição, hotelaria, sector eléctrico, sector corticeiro, sector da alimentação, centros de contacto, administração local, sector social e educação foram contactados e informados dos direitos que a luta pela igualdade conquistou em matérias da parentalidade e da maternidade e do caminho que falta percorrer em relação aos salários, à estabilidade no emprego e à conciliação entre a vida profissional e pessoal.

 

 

Empresa ITAU do Refeitório do Hospital de Portalegre ameaça as trabalhadoras

cantinas_29112019-minAs trabalhadoras da ITAU que prestam o serviço de refeições (refeitório, bar e doentes) em todo o Hospital de Portalegre (Hospital José Mª Grande), estão a ser ameaçadas de processos disciplinares, porque a ITAU não cumpre a Lei e as normas do Contrato Colectivo de Trabalho do sector.
Trabalhadores foram confrontados, de forma unilateral, da alteração aos seus horários de trabalho, acordado individualmente entre a empresa e a trabalhadora e em uso há muitos anos.
O horário de trabalho irregular agora imposto pelas chefias superiores e ITAU, não cumpre com as normas legais e regulamentares (art.24º do CCT Cantinas e Refeitórios AHRESP/FESAHT), nomeadamente quanto ao aviso prévio e consulta aos representantes dos trabalhadores (artº 217 do CT), assim como não facilita a conciliação da atividade profissional à atividade familiar de cada trabalhador, art. 212º do Código do Trabalho (CT), causando sério prejuízo;
Acresce, colocada a questão à empresa ITAU e aos responsáveis superiores da unidade, até à presente data a situação se mantem, acrescido esta semana, da ameaça aos trabalhadores de quem não cumprir o novo horário, empresa marcará falta injustificada e consequentemente o processo disciplinar.
De salientar o facto de esta ser a semana onde se comemora o Dia Internacional da Mulher trabalhadora a 08 de Março e integrada na Semana da Igualdade promovida pela CGTP-IN, da igualdade entre homens e mulheres, igual salário e o respeito pela mulher trabalhadora e mãe, tudo aquilo que a ITAU recusa cumprir.
Acresce que esta situação é o mais recente episódio de confronto e irresponsabilidade praticada pela empresa ITAU e suas chefias superiores, do constante assédio laboral no último ano, permanentemente a estar fora da lei e ao não cumprimento das leis e normas de um estado democrático:
• Marcou falta injustificada a trabalhadoras que aderiram à greve nos dias 28 de Março e 11 de Abril, ambos do ano de 2019, inclusive descontou 2 e 3 dias no salário, só pelo facto da empresa não concordar com os serviços mínimos indicados, 48 horas antes à empresa e ao Ministério nos termos legais, por parte da associação sindical; • Em Novembro/2019, a empresa ITAU que tem ao seu serviço uma empresa de trabalho temporário, para recorrer a trabalhadores com vínculo temporário a ocuparem postos de trabalho permanentes, pretendeu despedir ilegalmente uma trabalhadora efectiva e foi “obrigada” a compensar monetariamente a trabalhadora num valor dez vezes superior a que tinha direito, para que esta não recorre-se aos tribunais; • Ou ainda o facto de as trabalhadoras deste refeitório em Dezembro/2019 ter apresentado à empresa ITAU um Caderno Reivindicativo para 2020, para a melhoria das condições de vida e trabalho, área da higiene, segurança e saúde no local de trabalho, a valorização dos salários ou fim das
descriminações promovidas pelas chefias, tendo até à data recusado reunir com os representantes
das trabalhadoras, inclusive em sede de prevenção de conflitos na própria DGERT/Ministério do
Trabalho.
Esta estratégia da ITAU é uma vingança por estas trabalhadoras serem trabalhadoras, reivindicativas e estarem organizadas neste sindicato, que representa mais de 90% das trabalhadoras, num total aproximado de 45 trabalhadoras.
Trata-se uma violência e de uma pressão enorme sobre as trabalhadoras pois, estas estão com muitas dificuldades económicas e o cumprimento deste novo horário irregular imposto pela ITAU, causa prejuízos e coloca em causa o futuro dos seus postos de trabalho e a qualidade do serviço prestado aos doentes e utentes.

(Fonte: Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Sul)

Greve no sector da saúde com impacto no distrito de Portalegre

img_Saude_EPE_20Dez_site-minOs trabalhadores do sector da saúde estão hoje em greve. Uma greve convocada pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Estado em defesa do Serviço Nacional de Saúde, pela contratação de mais trabalhadores, pela contagem do tempo de serviço e pela aplicação do Acordo Colectivo de Trabalho assinado em Junho de 2018 a todos os Hospitais E.P.E.

A adesão dos trabalhadores a esta jornada de luta tem sido visivel em todo o país, tanto em Hospitais como em Centros de Saúde. No distrito de Portalegre a greve conduziu ao encerramento dos Centros de Saúde de Crato, Campo Maior e Castelo de Vide e ainda das consultas externas, laboratório e exames complementares de diagnóstico do Hospital de Portalegre. A greve foi ainda visivel a partir dos constrangimentos que se fizeram notar nos serviços do Hospital de Elvas bem como de vários Centros de Saúde do distrito.

Prémio Pior Empresa do Ano de 2019 atribuido à Hutchinson em Portalegre

6-minÀ semelhança do que aconteceu em 2018, em 2019, o Movimento Sindical Unitário do Distrito de Portalegre distinguiu mais uma empresa como a pior do ano.

Numa acção conjunta com o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Sul – SITE-SUL, a União dos Sindicatos do Norte Alentejano – USNA/CGTP-IN, informou os trabalhadores das razões para atribuição desta distinção à Hutchinson de Portalegre:

- lucros de milhões que não se repercutem nos salários (Grupo económico presente em dezenas de países com 3.700 biliões de Euros de lucros declarados em 2018);

- elevada taxa de precariedade com trabalhadores a ocuparem postos de trabalho permanentes contratados através de Empresas de Trabalho Temporário;

- condições de trabalho que não asseguram a segurança dos trabalhadores.

Além da denúncia, o SITE-SUL e a USNA/CGTP-IN pretendiam com esta acção transmitir confiança aos trabalhadores na sua capacidade de organização e luta já que, em consequência das sucessivas campanhas da CGTP-IN contra a precariedade, como a que decorre esta semana em todo o país, foi possível passar os vínculos precários de 100 trabalhadores da Hutchinson no Porto a efectivos. Com a luta é ainda possível o aumento de todos os salários, a melhoria das condições de trabalho, a valorização das funções e categorias e combater o banco de horas.

Semana de Combate à Precariedade no Distrito de Portalegre – Acção frente à Amorim Florestal, Unidade de Salteiros

amorim salteiros 05122019-minEm mais uma etapa da Campanha contra a Precariedade, os sindicatos da CGTP-IN organizam entre 2 e 6 de Dezembro uma Semana de Combate à Precariedade com o objectivo de trazer para a rua a luta que trabalhadores e organizações sindicais de classe têm travado, dando expressão pública ao combate, aos resultados obtidos e às propostas da CGTP-IN.

No distrito de Portalegre, União dos Sindicatos do Norte Alentejano – USNA/CGTP-IN e Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Cerâmica, Cimentos e Similares, Construção, Madeiras, Mármores e Cortiças do Sul e Regiões Autónomas – STCCMCS , organizaram hoje, dia 5 de Dezembro, junto à Amorim Florestal, Unidade de Salteiros, uma acção de contacto com os trabalhadores.

Nesta unidade, mais de 25% dos trabalhadores, sobretudo jovens, está contratado através de uma empresa de trabalho temporário, a Synergie. No entanto, os postos de trabalho que ocupam são permanentes.

Combater a precariedade é urgente e possível e foi sobretudo esta a mensagem desta acção de contacto.

Semana de Combate à Precariedade no Distrito de Portalegre – Acção de denúncia frente à Marktel

accao marktel 03122019Em mais uma etapa da Campanha contra a Precariedade, os sindicatos da CGTP-IN organizam entre 2 e 6 de Dezembro uma Semana de Combate à Precariedade com o objectivo de trazer para a rua a luta que trabalhadores e organizações sindicais de classe têm travado, dando expressão pública ao combate, aos resultados obtidos e às propostas da CGTP-IN.

No distrito de Portalegre, União dos Sindicatos do Norte Alentejano – USNA/CGTP-IN e Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal – CESP, organizaram hoje, dia 3 de Dezembro, junto às duas delegações da Marktel em Elvas, uma acção de denúncia e mobilização dos trabalhadores contra o recurso abusivo à contratação a termo incerto.

Os contratos a termo incerto são um tipo de contratação de duração imprevisível que deixa os trabalhadores que abrange numa situação diária de incerteza em relação ao seu futuro. Tratam-se de contratos de trabalho que se aplicam a actividades de duração incerta o que, no caso de uma empresa como a Marktel não corresponde à realidade já que, os seus trabalhadores estão colocados em postos de trabalho cujo conteúdo funcional é único e permanente – venda de serviços de telecomunicações ou apoio técnico.

Durante a acção foi disponibilizada aos trabalhadores informação em português e castelhano, pois uma grande parte deles são espanhóis. A tradução resultou da cooperação da CGTP-IN com a estrutura sindical espanhola Comissiones Obreras – CCOO.

Semana de Combate à Precariedade no Distrito de Portalegre – Acção de denúncia frente ao Hospital de Portalegre

accao hosp ptlg 03122019Em mais uma etapa da Campanha contra a Precariedade os sindicatos da CGTP-IN organizam entre 2 e 6 de Dezembro uma Semana de Combate à Precariedade com o objectivo de trazer para a rua a luta que trabalhadores e organizações sindicais de classe têm travado, dando expressão pública ao combate, aos resultados obtidos e às propostas da CGTP-IN.

No distrito de Portalegre, União dos Sindicatos do Norte Alentejano e Sindicato da Hotelaria do Sul, organizaram hoje, dia 3 de Dezembro, junto ao Hospital de Portalegre, uma acção de denúncia do recurso ilegal a Empresas de Trabalho Temporário, pela Itaú, empresa concessionária da cantina, bar e refeitório, para suprir necessidades permanentes de serviço.

A precariedade dos vínculos laborais afecta a vida dos trabalhadores que os detêm mas também o serviço prestado. Como tal, utentes do Hospital de Portalegre deverão estar conscientes de que a causa da eventual degradação do serviço de alimentação está associada às opções de gestão de um serviço cujo objectivo não pode ser o lucro mas a dignidade das pessoas que dele dependem.