{"id":1593,"date":"2021-02-25T20:22:30","date_gmt":"2021-02-25T20:22:30","guid":{"rendered":"http:\/\/sindicatos.cgtp.pt\/sintab\/?p=1593"},"modified":"2021-02-25T20:22:30","modified_gmt":"2021-02-25T20:22:30","slug":"liberdade-e-direitos-para-as-criancas-da-palestina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindicatos.cgtp.pt\/sintab\/liberdade-e-direitos-para-as-criancas-da-palestina\/","title":{"rendered":"Liberdade e direitos para as crian\u00e7as da Palestina!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Amal Nakhleh, Mustafa Salameh, Mohammad Zalloum, Hani Rmeilat\u2026 S\u00e3o alguns dos nomes de crian\u00e7as palestinas que est\u00e3o ou estiveram presas em pris\u00f5es israelitas (mais de 12 000 desde o ano 2000).<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.cgtp.pt\/cgtp-in\/areas-de-accao\/internacional\/solidariedade-e-paz\/15570-liberdade-e-direitos-para-as-criancas-da-palestina\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-1594\" alt=\"criancas palestina\" src=\"https:\/\/sindicatos.cgtp.pt\/sintab\/wp-content\/blogs.dir\/39\/files\/sites\/39\/2021\/02\/criancas-palestina-800x449.jpg\" width=\"584\" height=\"327\" srcset=\"https:\/\/sindicatos.cgtp.pt\/sintab\/wp-content\/blogs.dir\/39\/files\/sites\/39\/2021\/02\/criancas-palestina-800x449.jpg 800w, https:\/\/sindicatos.cgtp.pt\/sintab\/wp-content\/blogs.dir\/39\/files\/sites\/39\/2021\/02\/criancas-palestina-240x134.jpg 240w, https:\/\/sindicatos.cgtp.pt\/sintab\/wp-content\/blogs.dir\/39\/files\/sites\/39\/2021\/02\/criancas-palestina-500x281.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 584px) 100vw, 584px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em vez de fazerem o que todas as crian\u00e7as t\u00eam direito a fazer, alimentar-se de forma nutritiva e brincar, brincar e ir \u00e0 escola, brincar e socializar em ambiente s\u00e3o, muitas crian\u00e7as palestinas s\u00e3o v\u00edtimas dos crimes mais odiosos e assistem diariamente a tantos outros contra as suas fam\u00edlias, amigos e comunidade, \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o das suas casas, de infraestruturas e culturas. Muitas crian\u00e7as s\u00e3o arrancadas de casa dos pais na calada da noite, levadas para as pris\u00f5es sem os pais e sem advogado, sem conhecerem os seus direitos; s\u00e3o agredidos verbalmente, pisados e pontapeados, espancados, torturados e muitas vezes mantidos em encarceramento sem acusa\u00e7\u00f5es formais nem julgamento; s\u00e3o v\u00edtimas de uma pr\u00e1tica generalizada de obsessiva crueldade e sadismo das autoridades israelitas, que n\u00e3o olham a meios para submeter o povo palestino e manter ocupado o seu pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Israel \u00e9 o \u00fanico pa\u00eds no mundo que processa centenas de menores por ano, sem direitos na deten\u00e7\u00e3o, julgamento e encarceramento, pr\u00e1tica que aumentou no contexto da pandemia. A COVID-19 constitui um factor de risco acrescido para as crian\u00e7as detidas, amea\u00e7adas de cont\u00e1gio e de consequ\u00eancias para a sua integridade f\u00edsica. Uma situa\u00e7\u00e3o que \u00e9 ainda mais grave em Gaza, onde o bloqueio israelita restringe de forma significativa o acesso \u00e0 ajuda m\u00e9dica e humanit\u00e1ria, fragilizando um sistema de sa\u00fade profundamente d\u00e9bil e incapaz de prevenir devidamente a epidemia e tratar as suas v\u00edtimas \u2013 a que acrescem as restri\u00e7\u00f5es impostas pelas autoridades israelitas \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o dos palestinos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A CGTP-IN junta-se \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es que um pouco por todo o mundo exigem que os respectivos governos e as organiza\u00e7\u00f5es internacionais cumpram com as suas obriga\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e humanit\u00e1rias, intensificando a exig\u00eancia de que o governo de Israel: respeite os direitos das crian\u00e7as palestinas detidas e ponha termo \u00e0s deten\u00e7\u00f5es arbitr\u00e1rias; que liberte de forma imediata e incondicional todas as crian\u00e7as encarceradas; que pare com as restri\u00e7\u00f5es ao acesso de aux\u00edlio m\u00e9dico e humanit\u00e1rio, bem como \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o, a Gaza e \u00e0 Cisjord\u00e2nia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Com este objectivo, a CGTP-IN sa\u00fada particularmente a ac\u00e7\u00e3o de solidariedade dos trabalhadores e a campanha internacional desenvolvida pela Federa\u00e7\u00e3o Sindical Mundial (FSM) em defesa da liberta\u00e7\u00e3o imediata das crian\u00e7as presas por Israel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ao mesmo tempo, a CGTP-IN denuncia as responsabilidades dos EUA por esta situa\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m da Uni\u00e3o Europeia (UE), os quais mant\u00eam inaceit\u00e1veis acordos e um quadro de rela\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, econ\u00f3micas e militares que permitem a perpetua\u00e7\u00e3o destas pr\u00e1ticas violadoras dos direitos fundamentais das crian\u00e7as palestinas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A CGTP-IN exige uma ac\u00e7\u00e3o do governo portugu\u00eas que seja consent\u00e2nea com as suas obriga\u00e7\u00f5es constitucionais. O governo deve avan\u00e7ar com o reconhecimento do Estado da Palestina, nas fronteiras de 1967, com capital em Jerusal\u00e9m-Oriental, e tomar a iniciativa de, no exerc\u00edcio da Presid\u00eancia do Conselho da UE, procurar mobilizar os demais Estados-Membros da UE para id\u00eantico reconhecimento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Amal Nakhleh, Mustafa Salameh, Mohammad Zalloum, Hani Rmeilat\u2026 S\u00e3o alguns dos nomes de crian\u00e7as palestinas que est\u00e3o ou estiveram presas em pris\u00f5es israelitas (mais de 12 000 desde o ano 2000). 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