{"id":2164,"date":"2026-02-12T22:45:05","date_gmt":"2026-02-12T22:45:05","guid":{"rendered":"https:\/\/sindicatos.cgtp.pt\/sintab\/?p=2164"},"modified":"2026-02-12T22:45:05","modified_gmt":"2026-02-12T22:45:05","slug":"desinformacao-ameacas-de-despedimento-coletivo-e-horarios-desregulados-para-despedir-trabalhadoras-na-varandas-de-sousa-nota-a-imprensa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindicatos.cgtp.pt\/sintab\/desinformacao-ameacas-de-despedimento-coletivo-e-horarios-desregulados-para-despedir-trabalhadoras-na-varandas-de-sousa-nota-a-imprensa\/","title":{"rendered":"Desinforma\u00e7\u00e3o, amea\u00e7as de despedimento coletivo e hor\u00e1rios desregulados para despedir Trabalhadoras na Varandas de Sousa &#8211; NOTA \u00c0 IMPRENSA."},"content":{"rendered":"\n<p>A Varandas de Sousa, maior produtor nacional de cogumelos frescos, adquiriu recentemente, para a sua unidade em Paredes, uma nova m\u00e1quina. N\u00e3o para produzir mais ou melhor, mas para poder despedir trabalhadoras. \u00c9 isso mesmo que assume na proposta que fez, esta semana, a cerca de 30 Trabalhadoras da unidade, para rescis\u00e3o de contrato amig\u00e1vel, sob previsibilidade de despedimento coletivo, fruto da moderniza\u00e7\u00e3o recente.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"427\" src=\"https:\/\/sindicatos.cgtp.pt\/sintab\/wp-content\/blogs.dir\/39\/files\/sites\/39\/2026\/02\/cogumelos.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2165\" srcset=\"https:\/\/sindicatos.cgtp.pt\/sintab\/wp-content\/blogs.dir\/39\/files\/sites\/39\/2026\/02\/cogumelos.jpg 640w, https:\/\/sindicatos.cgtp.pt\/sintab\/wp-content\/blogs.dir\/39\/files\/sites\/39\/2026\/02\/cogumelos-240x160.jpg 240w, https:\/\/sindicatos.cgtp.pt\/sintab\/wp-content\/blogs.dir\/39\/files\/sites\/39\/2026\/02\/cogumelos-450x300.jpg 450w, https:\/\/sindicatos.cgtp.pt\/sintab\/wp-content\/blogs.dir\/39\/files\/sites\/39\/2026\/02\/cogumelos-120x80.jpg 120w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Isto j\u00e1 de si seria inaceit\u00e1vel e conden\u00e1vel, mas assumiu car\u00e1ter de malfeitoria quando recusaram o mesmo acordo \u00e0s Trabalhadoras que, por via da sua vida pessoal, at\u00e9 estariam na disposi\u00e7\u00e3o de o aceitar, mas n\u00e3o foram \u201cchamadas\u201d, o que demonstra clara inten\u00e7\u00e3o da empresa em \u201cdesfazer-se\u201d de determinadas Trabalhadoras, e nunca o de fazer uma reestrutura\u00e7\u00e3o transparente.<\/p>\n\n\n\n<p>Na abordagem individual \u00e0s Trabalhadoras, durante esta semana, eram apresentados c\u00e1lculos, em forma de tabela, que tentavam seduzir as Trabalhadoras com o engano de que a empresa estaria a \u201coferecer\u201d valores acima da m\u00e9dia, mas que o simples recurso ao simulador da ACT comprovava ser exatamente o valor a que teriam direito no caso de despedimento sem justa causa. Despedimento coletivo esse que era apresentado como amea\u00e7a a quem n\u00e3o aceitasse o acordo, aventando informa\u00e7\u00f5es erradas de que o direito seria equivalente \u00e0 metade ali apresentado, em claro intuito de amedrontar as Trabalhadoras, levando-as a assinar o acordo.<\/p>\n\n\n\n<p>Como a maioria das Trabalhadoras, informadas, estavam a negar a proposta, a empresa informou que quem n\u00e3o aceitasse teria de passar a cumprir a nova organiza\u00e7\u00e3o de tempos de trabalho, assente em turnos rotativos, com trabalho noturno, sabendo que tal situa\u00e7\u00e3o desassossegaria a maioria das Trabalhadoras, mulheres, com filhos. N\u00e3o contentes, e de forma a espalhar o medo, espalhou-se o boato, entre as Trabalhadoras, de que a Lei j\u00e1 n\u00e3o protege as m\u00e3es com filhos menores por via do direito ao hor\u00e1rio flex\u00edvel, tendo at\u00e9 aparecido, a preceito, um contacto a uma advogada que o confirmou, numa ousada antecipa\u00e7\u00e3o das inten\u00e7\u00f5es do pacote laboral, apesar de claramente desmentida pelas Delegadas Sindicais.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, este clima de p\u00e2nico generalizado levou v\u00e1rias trabalhadoras a acorrer ao escrit\u00f3rio da empresa para assinar rescis\u00f5es sob coa\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p>Importa ainda denunciar que, em simult\u00e2neo com estes despedimentos encapotados, a empresa tem vindo a recorrer a um n\u00famero significativo de trabalhadores subcontratados, numa utiliza\u00e7\u00e3o abusiva e ilegal de m\u00e3o de obra externa para suprir necessidades permanentes da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Estamos perante uma estrat\u00e9gia clara: substituir trabalhadoras com direitos por m\u00e3o de obra mais prec\u00e1ria, enfraquecer a organiza\u00e7\u00e3o coletiva e impor o medo como instrumento de gest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O SINTAB exigir\u00e1 a interven\u00e7\u00e3o da ACT no sentido de averiguar as circunst\u00e2ncias em que foram obtidas as rescis\u00f5es ditas \u201camig\u00e1veis\u201d, a legalidade do recurso a subcontrata\u00e7\u00e3o em simult\u00e2neo com despedimentos e o respeito integral pelos direitos das trabalhadoras, nomeadamente das m\u00e3es trabalhadoras.<\/p>\n\n\n\n<p>Reafirmamos ainda que nenhum direito foi retirado \u00e0s m\u00e3es trabalhadoras no que respeita ao hor\u00e1rio flex\u00edvel e que qualquer tentativa de desinforma\u00e7\u00e3o constitui uma forma inaceit\u00e1vel de manipula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nenhum Trabalhador deve ceder ao medo, mas antes contactar o SINTAB, porque s\u00f3 a unidade, a organiza\u00e7\u00e3o e a luta coletiva podem travar estas pr\u00e1ticas e defender o emprego com direitos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Varandas de Sousa, maior produtor nacional de cogumelos frescos, adquiriu recentemente, para a sua unidade em Paredes, uma nova m\u00e1quina. 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