{"id":152,"date":"2013-05-13T16:33:03","date_gmt":"2013-05-13T16:33:03","guid":{"rendered":"http:\/\/sindicatos.cgtp.pt\/site-centro-norte\/?page_id=152"},"modified":"2013-05-13T16:41:41","modified_gmt":"2013-05-13T16:41:41","slug":"profissionais-de-informacao-medica","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/sindicatos.cgtp.pt\/site-centro-norte\/profissionais-de-informacao-medica\/","title":{"rendered":"Profissionais de Informa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica"},"content":{"rendered":"<h1>EDITORIAL PIM<\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Duas cabe\u00e7as pensam melhor do que uma\u2026e contudo, duas cabe\u00e7as n\u00e3o s\u00e3o duas vezes melhores que uma. S\u00e3o muitas, mas muitas vezes melhores. M\u00faltiplas mentes a trabalhar em un\u00edssono ampliam exponencialmente o efeito de um pensamento e de uma a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A ideia da consci\u00eancia universal \u00e9 uma realidade cient\u00edfica fundamental.<\/p>\n<p>A tecnologia ligou-nos uns aos outros de formas que nunca antes imagin\u00e1mos: o twitter, o Google, a wikip\u00e9dia e todas as outras redes socias interagem para criar uma rede de mentes interligadas.<\/p>\n<p>Assistimos aos efeitos deste poder nos notici\u00e1rios da televis\u00e3o.<\/p>\n<p>Antes disso, a nossa hist\u00f3ria estava j\u00e1 carregada de exemplos semelhantes, retratos da uni\u00e3o fazendo a for\u00e7a.<\/p>\n<p>Quando formos capazes de transpor este poder mais do que provado para os nossos n\u00facleos mais restritos (Delegados de Informa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica de cada empresa, a n\u00edvel nacional ou apenas nas sua equipa, etc.), quando finalmente se largar o EU para onde fomos habilmente empurrados, e nos apercebemos da for\u00e7a que temos quando unidos pelos mesmos interesses, caminhando no mesmo sentido, a\u00ed sim, ser\u00e1 conseguido o bem comum a todos, nas condi\u00e7\u00f5es laborais e na felicidade no trabalho.<\/p>\n<p>E n\u00e3o se trata de nenhum milagre ou interven\u00e7\u00e3o extraterrestre, \u00e9 apenas a coragem de cada elemento de um povo a lutar coletivamente pelos seus interesses, dizendo que basta!<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m somos gente &#8211; somos importantes &#8211; somos o garante das nossas empresas \u2013 sem sermos escravos.<\/p>\n<p>Sandra Barata<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<\/p>\n<h1>GPS<\/h1>\n<p>Foi j\u00e1 not\u00edcia no jornal DN de1 de abril de 2012, que esta estrutura sindical que representa os DIM\u2019s apresentou v\u00e1rias queixas junto da Comiss\u00e3o Nacional de Prote\u00e7\u00e3o de Dados em virtude da utiliza\u00e7\u00e3o de GPS para vigiar trabalhadores.<\/p>\n<p>As firmas que vendem estes equipamentos, que custam entre 54 e 180 euros, argumentam sobre a mais-valia do controle do trabalhador que este aparelho possibilita, sendo mais \u201cfi\u00e1vel\u201d e econ\u00f3mico do que perguntar ao condutor por onde andou.<\/p>\n<p>J\u00e1 as empresas, gastam alegremente os montantes envolvidos, e nenhuma assume que quer controlar o trabalhador.<\/p>\n<p>Depois do telem\u00f3vel, os sistemas de geo-localiza\u00e7\u00e3o s\u00e3o agora uma f\u00f3rmula encontrada para efetuar vigil\u00e2ncia \u00e0 dist\u00e2ncia, intrometendo-se na vida particular do DIM e violando o seu direito \u00e0 privacidade.<\/p>\n<p>A Comiss\u00e3o Nacional de Prote\u00e7\u00e3o de Dados (CNPD) recebe todas as semanas pedidos de autoriza\u00e7\u00e3o de empresas farmac\u00eauticas para instalarem dispositivos de localiza\u00e7\u00e3o de GPS nas viaturas que entrega aos seus DIM para uso total.<\/p>\n<p>Mesmo que o objetivo fosse fazer \u00abgest\u00e3o de frotas\u00bb com a montagem destes aparelhos nas viaturas, as principais a justificar esse investimento seriam as de alta cilindrada, que s\u00e3o entregues \u00e0s patentes mais elevadas destas empresas, a quem curiosamente este meio de \u00abgest\u00e3o de frota\u00bb n\u00e3o se aplica. Porque ser\u00e1?&#8230;<\/p>\n<p>Note-se que a Comiss\u00e3o de Dados n\u00e3o aprovou qualquer pedido por considerar que se trata de um meio de vigil\u00e2ncia \u00e0 dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Assim, os laborat\u00f3rios que usam este sistema agem de forma ilegal.<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-<\/p>\n<h1>CONGRESSO DA CGTP<\/h1>\n<p>RENOVA COMPROMISSO DE DEFESA dos TRABALHADORES<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Como sabem, houve mudan\u00e7a de secret\u00e1rio-geral da CGTP e o \u00faltimo foi um congresso de renova\u00e7\u00e3o, com mais de 40 novos membros.<\/p>\n<p>A CGTP continua empenhada num sindicalismo que luta por um Portugal democr\u00e1tico, desenvolvido, solid\u00e1rio e soberano, reafirmando ser<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>uma central sindical que alicer\u00e7a a sua a\u00e7\u00e3o na defesa dos leg\u00edtimos interesses direitos e aspira\u00e7\u00f5es coletivas e individuais das trabalhadoras e trabalhadores portugueses, nas suas m\u00faltiplas dimens\u00f5es de cidad\u00e3os e criadores de riqueza material e espiritual, e visa promover a sua emancipa\u00e7\u00e3o c\u00edvica, econ\u00f3mica, social e cultural, combatendo as injusti\u00e7as, as desigualdades, as discrimina\u00e7\u00f5es, as exclus\u00f5es, o ego\u00edsmo, o racismo, a xenofobia, a aliena\u00e7\u00e3o cultural e a explora\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica do sistema capitalista, na perspetiva hist\u00f3rica da edifica\u00e7\u00e3o de uma sociedade sem classes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na comunica\u00e7\u00e3o aos delegados do congresso em janeiro de 2012, foi exaltada a natureza dos princ\u00edpios do sindicalismo, bem como a determina\u00e7\u00e3o na concretiza\u00e7\u00e3o do projeto humanista, animado pela convic\u00e7\u00e3o de ser a Central Sindical das trabalhadoras e trabalhadores portugueses, a lutar por um \u201cPortugal desenvolvido e soberano \u2013 trabalho com direitos\u201d.<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-<\/p>\n<h1>DISCRIMINA\u00c7\u00c3O DAS GR\u00c1VIDAS<\/h1>\n<p>Todos os DIM sabem \u2013 n\u00e3o precisam ser mulheres \u2013 sabem que ao engravidar, uma Delegada tem mais probabilidade de ter \u201cproblemas\u201d na empresa.<\/p>\n<p>A realidade, expressas nos n\u00fameros do despedimento coletivo, \u00e9 que muitas gr\u00e1vidas, lactantes e pu\u00e9rperas s\u00e3o inclu\u00eddas em processos deste tipo com a finalidade de serem descartadas das suas empresas.<\/p>\n<p>Podem ser excelentes trabalhadoras, dedicadas e cheias de sucessos no seu palmar\u00e9s, por\u00e9m, ao assumir ter um filho, a empresa assume que a trabalhadora cessou de dar lucro.<\/p>\n<p>Se os DIM usassem o tempo de licen\u00e7a de parentalidade que a lei concede tamb\u00e9m ao pai, sentiriam tamb\u00e9m decerto essa probabilidade acrescida \u2013 ou n\u00e3o\u2026<\/p>\n<p>E talvez n\u00e3o porque a realidade \u00e9 que em pa\u00edses onde os homens partilham com as mulheres das licen\u00e7as parentais, a prote\u00e7\u00e3o \u00e0 maternidade resulta.<\/p>\n<p>\u00c9 por ser a mulher quem tem a cargo a maioria das tarefas dedicadas \u00e0 crian\u00e7a que \u00e9 a mulher a prejudicada laboralmente pela crian\u00e7a que \u00e9 for\u00e7osamente dos dois \u2013 do homem e da mulher.<\/p>\n<p>Enquanto os gestores e gestoras da empresa n\u00e3o entenderem que c\u00e1 est\u00e3o porque algu\u00e9m se arriscou a ser prejudicada laboralmente, presenciaremos situa\u00e7\u00f5es de discrimina\u00e7\u00e3o de gr\u00e1vidas, lactantes e pu\u00e9rperas.<\/p>\n<p>Enquanto n\u00e3o existirem sistemas de vigil\u00e2ncia apertada a estas formas abusivas de discrimina\u00e7\u00e3o laboral, persistir\u00e3o os desvarios das empresas.<\/p>\n<p>\u00c9 importante que mulheres e homens pensem nisto, sob o risco de persistir a diminui\u00e7\u00e3o da natalidade e o envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-<\/p>\n<h1>GREVE GERAL<\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Estava em vota\u00e7\u00e3o a Lei 46\/2012. Para quem n\u00e3o sabe, \u00e9 uma lei que entre outras coisas vem facilitar os despedimentos, porque o governo e a UGT ainda acham que \u00e9 \u201cdif\u00edcil\u201d despedir, que \u00e9 preciso facilitar e embaratecer os despedimentos para uma maior competitividade das empresas.<\/p>\n<p>Depois h\u00e1 admira\u00e7\u00e3o com os n\u00fameros crescentes do desemprego \u2013 como se as pessoas despedidas fossem de imediato \u201ccompetir\u201d para outra empresa.<\/p>\n<p>Houve quem dissesse que a greve n\u00e3o vinha em boa altura. Que era melhor ignorar o que se estava a passar e n\u00e3o fazer barulho.<\/p>\n<p>Para alguns seria, claramente. A ignor\u00e2ncia de uns \u00e9 sempre lucrativa para outros\u2026e a desinforma\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m. Mais uma vez, a comunica\u00e7\u00e3o social divulga as estat\u00edsticas d\u00edspares de ades\u00e3o \u00e0 greve geral de 22 de mar\u00e7o de 2012. Diz-se que \u2018a ades\u00e3o foi fraca\u2019, que os jornalistas deviam estar identificados, que os turistas foram envolvidos em cenas policiais, que houve feridos.<\/p>\n<p>Convidamos os nossos leitores a pesquisar nas redes sociais os v\u00eddeos sobre o assunto. N\u00e3o aceitem sem pensar no que aqui \u00e9 dito, ou noutro qualquer meio de difus\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o. Se os policiais agiram, e se a for\u00e7a que empregaram foi proporcional e medida \u2013 retirem por v\u00f3s as vossas conclus\u00f5es. Se os jornalistas e turistas devem ser preservados mas os grevistas n\u00e3o \u2013 aju\u00edzem por v\u00f3s e pelos vossos amigos, familiares e conhecidos que l\u00e1 estiveram.<\/p>\n<p>Eu estive l\u00e1. Pelo que vivi, foram momentos de conv\u00edvio e de partilha. em alegria e em consci\u00eancia de que estava a cumprir o meu dever de cidadania ativa \u2013 para lutar pelos meus direitos, pelos direitos dos meus colegas, pelos direitos dos meus filhos.<\/p>\n<p>Coletivamente, ou manifestamos o que queremos e n\u00e3o queremos nas urnas &#8211; ou manifestamos o que queremos \u2013 e n\u00e3o queremos \u2013 na rua \u2013 a casa do povo.<\/p>\n<p>Temos que ir estudar a hist\u00f3ria da luta e perceber que o que ela nos diz \u00e9 muito importante. Algo para recordarmos neste momento quando h\u00e1 tanto em jogo. Ensina-nos que se quisermos respostas para esta \u201ccrise econ\u00f3mica&#8221; que nos levem a um mundo mais saud\u00e1vel e justo temos de ir \u00e0s ruas e obrigar quem foi eleito a cumprir o que prometeu.<\/p>\n<p>Quando as manifesta\u00e7\u00f5es ocorrem no Egito ou na L\u00edbia estamos prontos a aceitar que quem se manifesta tem uma causa justa. Ao contr\u00e1rio, quando \u00e9 nas ruas de Castelo Branco ou do Cac\u00e9m, sentimos de modo diferente.<\/p>\n<p>E tu? Como te manifestas?<\/p>\n<p>Citando Saramago: \u00abEstou convencido de que \u00e9 preciso continuar a dizer n\u00e3o, mesmo que se trate de uma voz pregando no deserto.\u00bb<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-<\/p>\n<h1>STRESS NO TRABALHO<\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition e divulgado recentemente pelo jornal P\u00daBLICO, estar saturado no trabalho relaciona-se com a tend\u00eancia para se refugiar na comida.<\/p>\n<p>A degrada\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de trabalho, incluindo a sujei\u00e7\u00e3o ao stress, \u00e0 burocracia gratuita, e ao rebaixamento dos profissionais \u2018porque sim\u2019, faz com que as refei\u00e7\u00f5es sejam um amparo.<\/p>\n<p>Estar sujeito a demasiado stress \u00e9 meio caminho para procurar consolo na comida e fazer piores escolhas alimentares, com mais propens\u00e3o para op\u00e7\u00f5es alimentares \u201cemocionais\u201d. Assim, acabamos por comer mais (e pior) quando estamos sujeitos a ansiedade. As mulheres, com mais problemas no trabalho, foram as que mais sentiram este efeito.<\/p>\n<p>Os investigadores referem como alimenta\u00e7\u00e3o emocional e descontrolada o n\u00e3o parar de comer enquanto o prato ou o pacote n\u00e3o estiver vazio, estando relacionado com sintomas de esgotamento, o que torna os trabalhadores e trabalhadoras ainda mais vulner\u00e1veis por limitar a pr\u00f3pria capacidade de mudar o comportamento alimentar.<\/p>\n<p>Assim, na hora de escolher o que comer \u2013 pensem se o est\u00e3o a fazer emocionalmente ou se \u00e9 mesmo isso que querem comer \u2013 e se na base dessa escolha n\u00e3o estar\u00e1 mais a ansiedade que o vosso chefe vos faz sentir \u2013 e se n\u00e3o haver\u00e1 uma maneira melhor de lidarem com esse stress e esse chefe do que \u2018batata frita de pacote\u2019\u2026<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<\/p>\n<h1>S\u00cdNDROME DE BURNOUT<\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Burnout \u00e9 uma forma de esgotamento causado pelo desgaste com a atividade profissional, resultando de uma exposi\u00e7\u00e3o prolongada a n\u00edveis de stress elevados, para os quais n\u00e3o se tem estrat\u00e9gias de confronto adequadas.<\/p>\n<p>Cada vez mais comum, caracteriza-se por exaust\u00e3o emocional, avalia\u00e7\u00e3o negativa de si mesmo, depress\u00e3o e isolamento.<\/p>\n<p>O Burnout vai al\u00e9m do stress, chegando \u00e0 sensa\u00e7\u00e3o de exaust\u00e3o f\u00edsica e ps\u00edquica, geralmente resultado de per\u00edodos de esfor\u00e7o excessivo no trabalho, com intervalos demasiado pequenos para recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Determinados tra\u00e7os de personalidade podem tornar as pessoas mais suscet\u00edveis, bem como determinadas atividades profissionais, como os profissionais das \u00e1reas relacionadas com a medicina.<\/p>\n<p>Os aspetos do ambiente profissional podem muitas vezes ser alterados com uma postura mais assertiva, e podem-se alterar h\u00e1bitos e rotinas pessoais.<\/p>\n<p>Tira f\u00e9rias sempre que poss\u00edvel. Usa esse tempo para recarregar baterias \u2013 desligua do que te incomoda \u2013 muda de cen\u00e1rio \u2013 pratica atividades ao ar livre. Se n\u00e3o for \u00e9poca de ir para a praia ou n\u00e3o puderes viajar, simplesmente dedica-te a atividades de que gostas e n\u00e3o podes fazer devido ao hor\u00e1rio de trabalho a que te sujeitas ou \u00e0s preocupa\u00e7\u00f5es que te ocupam.<\/p>\n<p>Faz um balan\u00e7o das tuas atividades: numa folha de papel, coloca numa coluna as tarefas que gostas de fazer e noutra as que n\u00e3o gostas, ou que te parecem in\u00fateis.<\/p>\n<p>Pensa um pouco sobre o saldo resultante e tenta alterar o equil\u00edbrio da tua distribui\u00e7\u00e3o de tempo em favor das tarefas \u201cpositivas\u201d.<\/p>\n<p>Reduz o tempo que dedicas a tarefas \u201cnegativas\u201d. Se n\u00e3o as podes evitar, podes pelo menos diminuir o tempo que lhes d\u00e1s.<\/p>\n<p>Pensa na tua carreira sem deixar de pensar na tua sa\u00fade e na tua fam\u00edlia &#8211; RELAXA!<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<\/p>\n<h1>ASSS\u00c9DIO MORAL<\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O C\u00f3digo do Trabalho no seu artigo 29.\u00ba, define o ass\u00e9dio como o \u201ccomportamento indesejado, nomeadamente o baseado em fator de discrimina\u00e7\u00e3o, praticado aquando do acesso ao emprego ou no pr\u00f3prio emprego, trabalho ou forma\u00e7\u00e3o profissional, com o objetivo o efeito de perturbar ou constranger a pessoa, afetar a sua dignidade, ou de lhe criar um ambiente intimidativo, hostil, degradante, humilhante ou desestabilizador\u201d.<\/p>\n<p>O ass\u00e9dio moral \u00e9 cada vez mais usado pelas entidades patronais para discriminar e\/ou perseguir os trabalhadores, com a finalidade de facilitar o seu despedimento ou simplesmente n\u00e3o aumentar o seu ordenado.<\/p>\n<p>Consiste em atos ofensivos da dignidade dos trabalhadores, repetidos e mantidos, visando diminuir a autoestima, disfar\u00e7ados sob uma aparente legitimidade.<\/p>\n<p>Muitas vezes s\u00e3o praticados sem a presen\u00e7a de outros trabalhadores que os testemunhem, como o caso do trabalhador a quem o chefe repetiu v\u00e1rias vezes n\u00e3o lhe dar aumento por causa da cor da sua pele, associando ao ass\u00e9dio uma clara discrimina\u00e7\u00e3o racial.<\/p>\n<p>Mas muitas vezes ocorrem durante reuni\u00f5es a que todos assistem, sendo esta forma de \u2018bullying\u2019 muito comum na nossa profiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Ass\u00e9dio moral \u00e9 o que acontece quando no dia da reuni\u00e3o um \u2018cristo\u2019 \u00e9 visado como culpado de todos os males da equipa porque por exemplo n\u00e3o fez um relat\u00f3rio \u2013 e que essa grande falha quase pode por em risco a sobreviv\u00eancia de toda a empresa &#8211; quando esse relat\u00f3rio foi \u2018encomendado\u2019 de v\u00e9spera, obviamente para servir de engodo para um discurso de ass\u00e9dio previamente conjeturado.<\/p>\n<p>Ass\u00e9dio moral \u00e9 o que acontece quando numa reuni\u00e3o de ciclo um DIM \u00e9 chamado \u00e0 pedra para servir de exemplo de m\u00e1s vendas, quando na realidade a responsabilidade das vendas nem \u00e9 dele porque acaba de receber um produto ou uma zona.<\/p>\n<p>Os colegas presentes tendem a acreditar inclusivamente nas palavras das chefias, e olhar de soslaio para o colega, enxovalhado publicamente e sem qualquer culpa ou sequer responsabilidade dos factos que lhe s\u00e3o imputados num teatro que visa apenas envergonhar e diminuir. Por vezes esses mesmos colegas telefonam passado algum tempo a prestar solidariedade em segredo. Por\u00e9m, o momento de atuar \u00e9 aquele em que ocorre o ass\u00e9dio. Desmontando o enredo criado e n\u00e3o deixando passar em branco a injusti\u00e7a feita ao trabalho do colega.<\/p>\n<p>Contudo, provar o ass\u00e9dio moral costuma ser dif\u00edcil \u2013 quer porque os restantes colegas n\u00e3o s\u00e3o solid\u00e1rios e n\u00e3o se prestam a testemunhar a favor do seu colega, quer porque o pr\u00f3prio visado n\u00e3o valoriza o que aconteceu e s\u00f3 mais tarde cai em si e d\u00e1 conta de que foi v\u00edtima de ass\u00e9dio.<\/p>\n<p>A prova torna-se mais f\u00e1cil quando se baseia em conduta discriminat\u00f3ria porque nestes casos a lei inverte o \u00f3nus da prova.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 mais complexo quando o ass\u00e9dio moral \u00e9 uma viol\u00eancia psicol\u00f3gica continuada \u2013 o que gera alguma \u2018naturalidade\u2019 em tudo o que acontece e um deixar andar\u2019 at\u00e9 ser demasiado tarde.<\/p>\n<p>Assim, para lidar com estas situa\u00e7\u00f5es, o melhor \u00e9 estar atento, e falar na devida altura. Sinalizar sempre que algo desviante acontece e relatar de imediato o caso ao delegado sindical \u2013 ou na falta deste \u2013 ao sindicato.<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1>ENGOLIR SAPOS<\/h1>\n<p>Selecionar a tarefa mais importante em cada momento, e depois executar essa tarefa &#8211; r\u00e1pido e bem \u2013 \u00e9 das qualidades ou capacidades que provavelmente tem mais impacto no nosso sucesso.<\/p>\n<p>Se desenvolvermos o h\u00e1bito de estabelecer prioridades claras e concluir rapidamente as tarefas mais importantes, podemos superar g\u00e9nios que fazem planos fant\u00e1sticos mas que pouco executam.<\/p>\n<p>Podemos adiar muitas coisas desagrad\u00e1veis, mas se temos de as fazer, pode ter um impacto positivo no resto do dia \u2018despachar\u2019 essa tarefa.<\/p>\n<p>A gest\u00e3o do tempo \u00e9 realmente a gest\u00e3o da vida ou gest\u00e3o pessoal. \u00c9 realmente assumir o controlo da sequ\u00eancia de acontecimentos da nossa vida. Somos sempre livres para escolher a tarefa que vamos fazer a seguir \u2013 e a nossa capacidade de escolha entre o importante e o acess\u00f3rio pode ser determinante no nosso sucesso.<\/p>\n<p>Assim, se despacharmos rapidamente aquele relat\u00f3rio di\u00e1rio ou aquele mapa de despesas que nos anda a aborrecer \u2013 o dia vai parecer muito mais leve.<\/p>\n<p>H\u00e1 sapos que temos mesmo de engolir \u2013 ent\u00e3o que seja r\u00e1pido e que se sigam coisas melhores\u2026<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-<\/p>\n<h1>VENTOS DE MUDAN\u00c7A<\/h1>\n<p>Na Alemanha, pa\u00eds que se reergueu da primeira e segunda guerras \u00e0 custa de muito trabalho \u2013 e que valoriza o trabalho &#8211; milhares de trabalhadores t\u00eam levado a cabo greves durante o ano de 2012, apesar de n\u00e3o ser grandemente noticiado na comunica\u00e7\u00e3o social nacional.<\/p>\n<p>As paralisa\u00e7\u00f5es nos diversos estados federados da Alemanha visam entre outras reivindica\u00e7\u00f5es, aumentos salariais.<\/p>\n<p>Uma das greves afetou particularmente os transportes p\u00fablicos em Frankfurt, obrigando \u00e0 paralisa\u00e7\u00e3o do metropolitano, comboios e autocarros.<\/p>\n<p>Na primeira ronda de negocia\u00e7\u00f5es, as reivindica\u00e7\u00f5es foram consideradas &#8220;irrealistas&#8221; e n\u00e3o foi apresentada qualquer contraproposta.<\/p>\n<p>A luta dos trabalhadores alem\u00e3es conduziu a um aumento de 2.6 % nos sal\u00e1rios, com retroativos a janeiro.<\/p>\n<p>Isto exemplifica como a greve valoriza o trabalho, defendendo o seu valor e a sua respetiva retribui\u00e7\u00e3o quando as entidades respons\u00e1veis procuram obter lucro \u00e0 custa de condi\u00e7\u00f5es de trabalho menos boas para quem proporciona o lucro: os trabalhadores.<\/p>\n<p>Exemplifica a distor\u00e7\u00e3o da realidade que se opera na comunica\u00e7\u00e3o social, que seleciona os conte\u00fados \u2018politicamente corretos\u2019 e relega para o esquecimento os temas que podem incomodar os poderes institu\u00eddos e os lucros de poucos \u00e0 custa de muitos mal pagos.<\/p>\n<p>Demonstra-se assim que sempre sopram ventos de mudan\u00e7a \u2013 mesmo quando n\u00e3o temos consci\u00eancia deles.<\/p>\n<p>E \u00e9 bom que se tenha consci\u00eancia de que quando h\u00e1 conquistas \u2013 elas n\u00e3o acontecem por gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea \u2013 \u201caparecem\u201d porque foram conseguidas pelo esfor\u00e7o e trabalho de quem se dedica a lutar por elas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>EDITORIAL PIM &nbsp; Duas cabe\u00e7as pensam melhor do que uma\u2026e contudo, duas cabe\u00e7as n\u00e3o s\u00e3o duas vezes melhores que uma. S\u00e3o muitas, mas muitas vezes melhores. M\u00faltiplas mentes a trabalhar em un\u00edssono ampliam exponencialmente o efeito de um pensamento e de uma a\u00e7\u00e3o. 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