{"id":320,"date":"2014-02-14T18:39:04","date_gmt":"2014-02-14T18:39:04","guid":{"rendered":"http:\/\/sindicatos.cgtp.pt\/uniao-castelo-branco\/?page_id=320"},"modified":"2014-02-14T18:41:53","modified_gmt":"2014-02-14T18:41:53","slug":"resolucao-sobre-a-luta","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/sindicatos.cgtp.pt\/uniao-castelo-branco\/resolucao-sobre-a-luta\/","title":{"rendered":"Luta dos Trabalhadores"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><b>Resolu\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p align=\"center\"><b>REFOR\u00c7AR A LUTA DOS TRABALHADORES CONTRA A EXPLORA\u00c7\u00c3O E O EMPOBRECIMENTO!<\/b><\/p>\n<p align=\"center\"><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p>Portugal e os portugueses est\u00e3o confrontados com uma das maiores ofensivas contra os direitos conquistados com a Revolu\u00e7\u00e3o de Abril de 1974 e uma das mais graves crises econ\u00f3micas e sociais decorrente da pol\u00edtica de recupera\u00e7\u00e3o capitalista, levada a cabo pelos sucessivos governos do PS, PSD e CDS-PP, sozinhos ou coligados, nas \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas e meia.<\/p>\n<p>A destrui\u00e7\u00e3o de sectores produtivos, o desaproveitamento dos recursos nacionais e a aliena\u00e7\u00e3o de empresas e sectores estrat\u00e9gicos, consubstanciam a ofensiva que foi prosseguida no dom\u00ednio da economia, com total desprezo pelos interesses nacionais e que deu origem aos grav\u00edssimos problemas que o pa\u00eds hoje enfrenta, designadamente a estagna\u00e7\u00e3o e recess\u00e3o econ\u00f3mica, os d\u00e9fices estruturais, a depend\u00eancia externa e o d\u00e9fice p\u00fablico.<\/p>\n<p>Neste sentido, o \u201cMemorando de entendimento\u201d, constituindo mais um passo na escalada de agress\u00e3o contra os trabalhadores e o povo, conduziu Portugal a uma das maiores crises da sua hist\u00f3ria. Tal como a CGTP-IN previu e denunciou, o aprofundamento da pol\u00edtica de direita, assente em sucessivos pacotes de medidas ditas de \u201causteridade\u201d, sempre apresentados em nome da consolida\u00e7\u00e3o das contas p\u00fablicas e da competitividade, n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o tiveram os resultados anunciados, como intensificaram a explora\u00e7\u00e3o dos trabalhadores e das trabalhadoras, agravando o empobrecimento das fam\u00edlias e deteriorando, ainda mais, a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Passados dois anos de aplica\u00e7\u00e3o do \u201cMemorando\u201d e de perman\u00eancia da coliga\u00e7\u00e3o do PSD\/CDS-PP no Governo, Portugal est\u00e1, hoje, muito pior.<\/p>\n<p>Os trabalhadores, os pensionistas e reformados e os desempregados foram os mais sacrificados ao sofrerem: a forte redu\u00e7\u00e3o da parte dos sal\u00e1rios na distribui\u00e7\u00e3o do rendimento nacional; a diminui\u00e7\u00e3o dos sal\u00e1rios da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica; o congelamento do sal\u00e1rio m\u00ednimo nacional; a redu\u00e7\u00e3o do poder de compra das pens\u00f5es; a redu\u00e7\u00e3o dos direitos dos desempregados e o corte das presta\u00e7\u00f5es de desemprego; a continua\u00e7\u00e3o da redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de benefici\u00e1rios de presta\u00e7\u00f5es sociais n\u00e3o contributivas.<\/p>\n<p><b>Por sua vez, o Distrito de Castelo Branco<\/b>, tal como outros do interior, \u00e9 um Distrito deprimido, envelhecido, discriminado e esquecido nas pol\u00edticas econ\u00f3micas, no investimento p\u00fablico, nos Or\u00e7amentos de Estado, no acesso aos Fundos Estruturais e de Coes\u00e3o, etc..<\/p>\n<p>Esta situa\u00e7\u00e3o, que \u00e9 necess\u00e1rio e urgente alterar, tem originado o aumento do desemprego, da injusti\u00e7a social e dos entraves ao desenvolvimento e ao progresso social e \u00e9 respons\u00e1vel pela exclus\u00e3o social e pela cada vez maior dist\u00e2ncia entre Portugal e os restantes pa\u00edses da UE, entre o litoral e o interior, com reflexos intensos e at\u00e9 dram\u00e1ticos no nosso distrito. Um recente estudo sobre a demografia e as tend\u00eancias da sua evolu\u00e7\u00e3o s\u00e3o demonstrativas do crime econ\u00f3mico e social praticado pelos executores de mais de 30 anos de pol\u00edtica de direita.<\/p>\n<p>Neste quadro \u00e9 escandalosa e criminosa \u00e9 a inten\u00e7\u00e3o do governo de excluir do plano de investimentos nacionais a conclus\u00e3o da moderniza\u00e7\u00e3o da linha ferrovi\u00e1ria da Beira Baixa e a conclus\u00e3o das acessibilidades rodovi\u00e1rias como os Itiner\u00e1rios Complementares (IC6; IC 7 e IC31).<\/p>\n<p>Em suma: o estado de definhamento econ\u00f3mico em que a pol\u00edtica de direita mergulhou Portugal exigem uma mudan\u00e7a de pol\u00edtica, em que o aumento da produ\u00e7\u00e3o nacional, apoiado por um forte e din\u00e2mico sector p\u00fablico, a par da melhoria dos sal\u00e1rios e dos rendimentos das fam\u00edlias, constituem elementos fundamentais para promover o crescimento econ\u00f3mico sustentado e a cria\u00e7\u00e3o de emprego com direitos.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso parar a ofensiva do Governo PSD\/CDS-PP, completamente comprometido com os interesses do capital e respons\u00e1vel directo pelo aprofundamento e prosseguimento das pol\u00edticas que arru\u00ednam o pa\u00eds e violam direitos fundamentais da dignidade humana. \u00c8 necess\u00e1rio p\u00f4r fim ao terrorismo social da pol\u00edtica de direita e construir uma alternativa pol\u00edtica, de Esquerda e Soberana. <b>\u00c8 urgente derrotar este Governo, romper com o programa de agress\u00e3o e convocar elei\u00e7\u00f5es antecipadas. <\/b><\/p>\n<p>No momento em que o capital e o Governo que est\u00e1 ao seu servi\u00e7o j\u00e1 assumem explicitamente inten\u00e7\u00e3o de passarem ao assalto declarado sobre a Constitui\u00e7\u00e3o e os direitos fundamentais que nela est\u00e3o inscritos, as comemora\u00e7\u00f5es dos 40 anos do 25 de Abril e do 1\u00ba de Maio em Liberdade assumem-se, neste contexto, como acontecimentos de extraordin\u00e1ria e determinante import\u00e2ncia para reafirmar o projecto de sociedade de progresso e de paz, soberana e solid\u00e1ria que queremos construir para Portugal, inspirada nos valores e conquistas de Abril e assente na valoriza\u00e7\u00e3o do trabalho e no direito inalien\u00e1vel de ser o povo a decidir do seu pr\u00f3prio destino.<b><\/b><\/p>\n<p>Por isso, o<b>s participantes no 7\u00ba Congresso da USCB\/CGTP-IN, que se realiza no dia 8 de Fevereiro de 2014, na Vila de Alcains\/Castelo Branco, decidem:<\/b><\/p>\n<ul>\n<li><b>\u00a0Saudar a luta dos trabalhadores e das trabalhadoras dos sectores privado, p\u00fablico e empresarial do Estado,<\/b> que com muita coragem e determina\u00e7\u00e3o t\u00eam enfrentado a ofensiva do patronato e do Governo, realizando milhares de lutas nos locais de trabalho e grandiosas ac\u00e7\u00f5es de rua, como manifesta\u00e7\u00f5es, concentra\u00e7\u00f5es, desfiles, entre outras, e dessa forma, em diversos casos, alcan\u00e7aram vit\u00f3rias importantes relativamente aos sal\u00e1rios, \u00e0 defesa dos direitos e da contrata\u00e7\u00e3o colectiva, mas tamb\u00e9m sustiveram muitas medidas gravosas, impedindo com a sua luta que as consequ\u00eancias da pol\u00edtica de direita n\u00e3o fossem ainda mais graves;<\/li>\n<li><b>\u00a0Exortar os trabalhadores de todos os sectores de actividade para que intensifiquem durante o m\u00eas de Fevereiro a luta nos locais de trabalho e nas ruas, <\/b>pela exig\u00eancia de resposta \u00e0s suas reivindica\u00e7\u00f5es laborais e sociais, com prioridade para o aumento dos sal\u00e1rios, incluindo o sal\u00e1rio m\u00ednimo nacional; pelo exerc\u00edcio efectivo do direito de negocia\u00e7\u00e3o colectiva; pela defesa do emprego e o combate \u00e0 precariedade; pelo cumprimento dos direitos consagrados na contrata\u00e7\u00e3o colectiva e a defesa dos direitos sociais;<\/li>\n<li><b>Comemorar o 8 de Mar\u00e7o<\/b>, Dia Internacional da Mulher, com iniciativas a realizar em Castelo Branco e na Covilh\u00e3 e outras direccionadas para as empresas e locais de trabalho;<\/li>\n<li><b>Dar um novo impulso \u00e0 luta contra as portagens na A23; A24 e A25<\/b> atrav\u00e9s de iniciativas e ac\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias e nas que venham a ser convocadas pelas comiss\u00f5es de utentes;<\/li>\n<li><b>\u00a0Comemorar o Dia Nacional da Juventude, em 28 de Mar\u00e7o, participando na ac\u00e7\u00e3o de <i>Luta pelo Trabalho Digno e com Direitos<\/i><\/b>;<\/li>\n<li><b>\u00a0Apelar \u00e0 participa\u00e7\u00e3o activa dos trabalhadores e do povo portugu\u00eas nas comemora\u00e7\u00f5es populares do 40.\u00ba Anivers\u00e1rio do 25 de Abril e nas comemora\u00e7\u00f5es do 1.\u00ba de Maio<\/b>;<\/li>\n<li><b>\u00a0Apoiar e participar na Semana Nacional de Protesto e Luta, com in\u00edcio em 8 de Mar\u00e7o, Dia internacional da Mulher, at\u00e9 15 de Mar\u00e7o, envolvendo todos os trabalhadores dos sectores privado, p\u00fablico e empresarial do Estado, <\/b>assente na ac\u00e7\u00e3o nos locais de trabalho pela resolu\u00e7\u00e3o dos problemas que afectam a vida dos trabalhadores (greves, paralisa\u00e7\u00f5es e outras formas de luta), articuladas com ac\u00e7\u00f5es de protesto e de luta com express\u00e3o de rua, tendo como objectivo central a demiss\u00e3o do Governo e a convoca\u00e7\u00e3o de elei\u00e7\u00f5es antecipadas, quest\u00e3o decisiva e inadi\u00e1vel para parar a ofensiva contra as Fun\u00e7\u00f5es Sociais do Estado, o Poder Local Democr\u00e1tico e os servi\u00e7os p\u00fablicos e para defender as conquistas da Revolu\u00e7\u00e3o de Abril, a Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica e o Regime Democr\u00e1tico.<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"center\"><b>ACABAR COM A POL\u00cdTICA DE TERRORISMO SOCIAL<\/b><\/p>\n<p align=\"center\"><b>LUTAR POR UMA POL\u00cdTICA DE ESQUERDA E SOBERANA<\/b><\/p>\n<p align=\"center\"><b><i>CUMPRIR ABRIL!<\/i><\/b><\/p>\n<p align=\"right\">Alcains, 8 de Fevereiro de 2014<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resolu\u00e7\u00e3o REFOR\u00c7AR A LUTA DOS TRABALHADORES CONTRA A EXPLORA\u00c7\u00c3O E O EMPOBRECIMENTO! \u00a0 Portugal e os portugueses est\u00e3o confrontados com uma das maiores ofensivas contra os direitos conquistados com a Revolu\u00e7\u00e3o de Abril de 1974 e uma das mais graves crises econ\u00f3micas e sociais decorrente<\/p>\n","protected":false},"author":38,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-320","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sindicatos.cgtp.pt\/uniao-castelo-branco\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/320","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sindicatos.cgtp.pt\/uniao-castelo-branco\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/sindicatos.cgtp.pt\/uniao-castelo-branco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sindicatos.cgtp.pt\/uniao-castelo-branco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/38"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sindicatos.cgtp.pt\/uniao-castelo-branco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=320"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/sindicatos.cgtp.pt\/uniao-castelo-branco\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/320\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":325,"href":"https:\/\/sindicatos.cgtp.pt\/uniao-castelo-branco\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/320\/revisions\/325"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sindicatos.cgtp.pt\/uniao-castelo-branco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=320"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}