{"id":336,"date":"2014-02-14T18:54:52","date_gmt":"2014-02-14T18:54:52","guid":{"rendered":"http:\/\/sindicatos.cgtp.pt\/uniao-castelo-branco\/?page_id=336"},"modified":"2014-02-14T18:54:52","modified_gmt":"2014-02-14T18:54:52","slug":"intervencao-de-luis-garra","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/sindicatos.cgtp.pt\/uniao-castelo-branco\/intervencao-de-luis-garra\/","title":{"rendered":"Interven\u00e7\u00e3o de Lu\u00eds Garra"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><strong>Interven\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><b>Lu\u00eds Pereira Garra<\/b><\/p>\n<p align=\"center\"><b><\/b>(Coordenador da USCB\/CGTP-IN)<\/p>\n<p>Estimadas convidadas,<\/p>\n<p>Estimados convidados<\/p>\n<p>Camaradas delegados e convidados ao nosso 7\u00ba Congresso<\/p>\n<p>Permitam-me uma sauda\u00e7\u00e3o a todas as entidades e organiza\u00e7\u00f5es que durante este dia intenso nos v\u00e3o dar o prazer da sua presen\u00e7a. Um agradecimento especial \u00e0 presen\u00e7a, \u00e0s palavras e ao apoio do Sr. Presidente da C\u00e2mara Municipal de Castelo Branco, apoio que, estou certo, vai continuar para realizarmos o sonho de termos a nossa Casa Sindical em Castelo Branco.<\/p>\n<p>Aos nossos companheiros das Comiss\u00f5es Obreras de Castilha e Leon uma palavra de apre\u00e7o, de respeito e admira\u00e7\u00e3o pelo trabalho sindical que desenvolvem e a nossa disponibilidade para convosco continuarmos o trabalho de coopera\u00e7\u00e3o transfronteiri\u00e7a e a vontade de aprofundarmos as rela\u00e7\u00f5es bilaterais, rela\u00e7\u00f5es estas que s\u00e3o indispens\u00e1veis para em conjunto encontrarmos caminhos que propiciem o desenvolvimento das nossas regi\u00f5es e o bem estar dos trabalhadores. Caro Secret\u00e1rio Geral a vossa presen\u00e7a \u00e9 para n\u00f3s uma honra e uma prova de uma amizade que se vai solidificando.<\/p>\n<p>Ao Arm\u00e9nio Carlos, o nosso secret\u00e1rio-geral desse not\u00e1vel colectivo que \u00e9 a CGTP-IN, n\u00e3o agrade\u00e7o a sua vinda, ele n\u00e3o mo permitiria, apenas lhe queremos dizer que a sua presen\u00e7a \u00e9 para n\u00f3s uma honra e \u00e9 um reconhecimento e um est\u00edmulo para continuarmos a ser ainda mais proponentes, mais qualificados e a ser um distrito que deixa a sua marca na ac\u00e7\u00e3o e na luta sindical que a CGTP-IN desenvolve com intensidade redobrada contra a explora\u00e7\u00e3o e o empobrecimento e contra a pol\u00edtica de direita.<\/p>\n<p>Agora, tu, Armando Farias! Que tal esta de teres o nosso 7\u00ba Congresso na terra que te viu nascer? \u00c9 o retorno \u00e0s origens e \u00e0s mem\u00f3rias, mas tamb\u00e9m \u00e0 realidade porque n\u00f3s sabemos que, embora longe, \u00e9s um eterno atento ao que aqui se passa. Sabes o quanto te estimamos e o quanto apreciamos a forma de falsa dist\u00e2ncia como fazes o acompanhamento ao nosso distrito. \u00c9 a tua forma de manifestares a confian\u00e7a nesta uni\u00e3o de sindicatos que \u00e9 como o algod\u00e3o: N\u00e3o engana!<\/p>\n<p>Escolhemos Alcains, terra de canteiros, mas tamb\u00e9m dos trabalhadores das confec\u00e7\u00f5es que levam Portugal longe, das farinhas, das moagens e de tantas e tantas actividades. Mas Alcains \u00e9 tamb\u00e9m terra de arte e cultura de que este audit\u00f3rio e este museu onde nos encontramos s\u00e3o apenas, e n\u00e3o \u00e9 pouco, um exemplo. \u00c0 Sr\u00aa Dr\u00aa Cristina Granada, ilustre Presidente da Junta de Freguesia de Alcains, \u00e0 C\u00e2mara de Castelo Branco, ao Centro Cultura de Alcains e \u00e0 ALBIGEC e aos seus profissionais queremos agradecer todo o apoio e a possibilidade de aqui realizarmos o nosso congresso.<\/p>\n<p>A v\u00f3s, camaradas delegados e convidados, apenas posso dizer que o 7\u00ba Congresso ser\u00e1 aquilo que voc\u00eas quiserem. O Congresso \u00e9 vosso e a partir de v\u00f3s este vai ser o congresso dos trabalhadores do distrito de Castelo Branco. Alguns de v\u00f3s s\u00e3o delegados e convidados a um congresso sindical pela primeira vez. Acreditai que \u00e9 uma honra representar os trabalhadores, e acreditai que apesar de ser uma responsabilidade imensa e de ser um dia intenso e cansativo o esfor\u00e7o vai valer a pena. \u00c9 que ser sindicalista n\u00e3o \u00e9 um fardo, nem \u00e9 um castigo. Ser sindicalista \u00e9 uma honra, \u00e9 uma forma altru\u00edsta de servir os outros, \u00e9 uma forma de realiza\u00e7\u00e3o pessoal e de forma muito nobre e honrada de participar na transforma\u00e7\u00e3o da sociedade desumana, belicista e exploradora que caracteriza a sociedade capitalista.<\/p>\n<p>Para aqueles que passam o tempo a denegrir os dirigentes e os delegados sindicais queremos dizer que estamos neste congresso de forma militante, tirando um dia ao nosso merecido descanso, n\u00e3o para nos autopromovermos ou tirarmos qualquer proveito ou benesse pessoal, mas para servir aqueles que representamos.<\/p>\n<p>Muito obrigado pela vossa presen\u00e7a e o desejo que este dia, atrav\u00e9s das interven\u00e7\u00f5es, contributos, propostas e compromissos de ac\u00e7\u00e3o, se constitua como um momento de afirma\u00e7\u00e3o do movimento sindical que transmita esperan\u00e7a e confian\u00e7a aos trabalhadores do nosso distrito.<\/p>\n<p>Esperan\u00e7a e confian\u00e7a, que n\u00e3o assentam em qualquer f\u00e9 cega, mas que se consolidam e fortificam na luta intensa, na abnega\u00e7\u00e3o, no espirito de resist\u00eancia e de sacrif\u00edcio dos trabalhadores. A todos eles um abra\u00e7o fraterno e uma mensagem de apoio e solidariedade de todos n\u00f3s que aqui estamos olhando o futuro de frente e acreditando que mais cedo que tarde a nossa luta obrigar\u00e1 \u00e0 demiss\u00e3o do governo e \u00e0 convoca\u00e7\u00e3o de elei\u00e7\u00f5es antecipadas e com elas ao rompimento com a pol\u00edtica de direita.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Caras e caros camaradas,<\/p>\n<p>Estimadas e estimados convidados,<\/p>\n<p>A USCB\/CGTP-IN \u00e9 a maior organiza\u00e7\u00e3o social do distrito de Castelo Branco, \u00e9 reconhecida e prestigiada entre os trabalhadores e \u00e9 respeitada na nossa sociedade. Da\u00ed que os seus congressos sejam acompanhados com aten\u00e7\u00e3o e respeito por todos. \u00c9 tamb\u00e9m isto que acontece com o 7\u00ba Congresso.<\/p>\n<p>Alguns pensar\u00e3o: \u00e9 o costume! O congresso da USCB\/CGTP-IN \u00e9 sempre muito importante. Claro! Todos s\u00e3o importantes no contexto em que se realizam. Mas, de facto, este assume uma import\u00e2ncia muito especial face ao momento hist\u00f3rico que vivemos em que, diga-se, a realidade tem vindo a ultrapassar a fic\u00e7\u00e3o, tal \u00e9 a dimens\u00e3o da ofensiva que o governo PSD\/CDS-PP\/Cavaco Silva decidiu desferir sobre a vida concreta das pessoas, sobre os direitos dos trabalhadores, dos reformados, dos jovens, das mulheres, dos desempregados, sobre os micro, pequenos e m\u00e9dios empres\u00e1rios, sobre a economia, as Fun\u00e7\u00f5es Sociais do Estado e os servi\u00e7os p\u00fablicos e sobre um distrito que se j\u00e1 era abandonado est\u00e1 agora deserdado e se j\u00e1 era envelhecido est\u00e1 agora anquilosado.<\/p>\n<p>Os dados do desemprego, das insolv\u00eancias e dissolu\u00e7\u00f5es de empresas, dos indicadores sociais e da demografia s\u00e3o suficientemente graves e dram\u00e1ticos para serem lidos com desd\u00e9m ou serem desvalorizados. \u00c9 que para n\u00f3s os n\u00fameros n\u00e3o podem ser indiferentes porque por detr\u00e1s desses n\u00fameros est\u00e3o pessoas que sofrem.<\/p>\n<h2>Temos Baixos sal\u00e1rios e com eles veio o aumento das desigualdades e do empobrecimento. Os sal\u00e1rios t\u00eam vindo a ser desvalorizados, mas o governo ainda est\u00e1 insatisfeito e insiste em mais redu\u00e7\u00e3o dos sal\u00e1rios.<\/h2>\n<p>Note-se que no distrito, a remunera\u00e7\u00e3o base m\u00e9dia mensal bruta dos trabalhadores por conta de outrem \u00e9 a segunda mais baixa do continente e inferior em 22% \u00e0 m\u00e9dia nacional e uma larga percentagem de trabalhadores, e em especial as mulheres, auferem o sal\u00e1rio m\u00ednimo nacional que ap\u00f3s os descontos d\u00e1 uma remunera\u00e7\u00e3o l\u00edquida de apenas 432\u20ac, valor abaixo do limiar da pobreza &#8211; estes trabalhadores empobrecem a trabalhar. Neste particular n\u00e3o posso deixar de denunciar o brutal aumento dos passes dos transportes p\u00fablicos que chegaram a atingir os 34% de aumento, sem que o IMTT se digne responder ao pedido de interven\u00e7\u00e3o e correc\u00e7\u00e3o que lhe foi solicitado.<\/p>\n<p>N\u00e3o admira pois que o poder de compra per capita no distrito se situe abaixo da m\u00e9dia nacional em qualquer um dos concelhos.<\/p>\n<p><b>Temos Hor\u00e1rios longos e aumentou da flexibilidade e a precariedade.<\/b>\u00a0Um elevado n\u00famero de trabalhadores tem hor\u00e1rios de 40 horas semanais e mesmo superiores, situa\u00e7\u00e3o agora agravada com o inconstitucional aumento do hor\u00e1rio de trabalho dos trabalhadores da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica para as 40 horas semanais. Saudamos por isso a luta dos trabalhadores das autarquias locais que est\u00e3o a conseguir manter as 35 horas semanais, contribuindo assim para que a curto prazo este retrocesso civilizacional seja travado.<\/p>\n<p><b>A\u00a0<\/b><b>precariedade do emprego \u00e9 elevada e est\u00e1 em crescimento<\/b>, abrangendo pelo menos 23% dos trabalhadores em 2011, tendo o seu n\u00famero aumentado 12,5% em rela\u00e7\u00e3o a 2010 quando atingia 21% dos trabalhadores.<\/p>\n<p>A instabilidade dos v\u00ednculos laborais atinge em particular os jovens com menos de 35 anos (cerca de 35% em 2011, tendo aumentado face aos 30% de 2010), que representavam 52% dos trabalhadores prec\u00e1rios. Entre os 18 e os 24 anos chegava a atingir 57% dos jovens, tendo portanto aumentado face aos 49% de 2010.<\/p>\n<p><b>Aumentaram as discrimina\u00e7\u00f5es no trabalho<\/b>, provocando um retrocesso no que at\u00e9 hoje foi conseguido quanto \u00e0 igualdade de oportunidades e tratamento, entre homens e mulheres, nos direitos da parentalidade e da concilia\u00e7\u00e3o entre o trabalho e a vida familiar, bem como ao n\u00edvel das empresas e locais de trabalho.<\/p>\n<p><b>A Viola\u00e7\u00e3o dos Direitos dos Trabalhadores \u00e9 uma constante<\/b>\u00a0e<b>,\u00a0<\/b>numa altura em que a Constitui\u00e7\u00e3o Portuguesa \u00e9 atacada, nunca \u00e9 de mais lembrar alguns artigos da Constitui\u00e7\u00e3o, que\u00a0<b>oportunamente vos ser\u00e1 distribu\u00edda.<\/b><\/p>\n<p><b>H\u00e1 Menos Seguran\u00e7a, Higiene e Sa\u00fade no Trabalho, maior sinistralidade laboral e mais doen\u00e7as<\/b><b>\u00a0profissionais.<\/b><b><\/b><b><\/b><\/p>\n<p><b>H\u00e1 Menos futuro para a juventude<\/b>. Hoje, assiste-se a um agravamento, cada vez mais acentuado, dos problemas econ\u00f3mico-sociais e ao incremento das desigualdades, principalmente nesta camada da popula\u00e7\u00e3o. Por isso os jovens est\u00e3o a abandonar o pa\u00eds \u00e0 procura de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida e no espa\u00e7o de um ano mais de 100 mil sa\u00edram de Portugal.<b><\/b><\/p>\n<p>Como se n\u00e3o bastasse estarmos \u201ca perder\u201d os nossos jovens estamos tamb\u00e9m a perder os jovens mais qualificados. A sa\u00edda de jovens qualificados \u00e9 um crime e representa um desperd\u00edcio de fundos p\u00fablicos e das fam\u00edlias.<\/p>\n<p><b>A situa\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica \u00e9 grav\u00edssima<\/b>:<\/p>\n<p>As insolv\u00eancias e dissolu\u00e7\u00f5es de empresas s\u00e3o uma constante. Todos os anos, desde 2010, as\u00a0<b>constitui\u00e7\u00f5es de novas empresas\u00a0<\/b>s\u00e3o sempre menos que as dissolu\u00e7\u00f5es e dissolu\u00e7\u00f5es e o emprego continua a diminuir.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do que diz a propaganda do governo e dos seus papagaios de servi\u00e7o, o ano de\u00a0<b>2013<\/b>, foi o pior, chegou-se ao\u00a0<b>final do ano com 230 insolv\u00eancias e com 435 dissolu\u00e7\u00f5es, perfazendo um total de 665 empresas eliminadas.\u00a0<\/b>Relativamente \u00e0s constitui\u00e7\u00f5es, tamb\u00e9m 2013 foi o pior desde 2010<b>. Em 2010 foram constitu\u00eddas 346; em 2011 constitu\u00edram-se 430; em 2012 foram 436; e em 2013 apenas 394<\/b>.<\/p>\n<p>Estes n\u00fameros d\u00e3o-nos uma imagem da realidade em que o distrito se encontra. Estes s\u00e3o n\u00fameros reais, oficiais e confirm\u00e1veis, e n\u00e3o temos d\u00favidas de que para este aumento de insolv\u00eancias e dissolu\u00e7\u00f5es e a fraca resposta das novas constitui\u00e7\u00f5es de empresas contribuiu a pol\u00edtica de austeridade, explora\u00e7\u00e3o e empobrecimento e tamb\u00e9m, entre outros factores, a introdu\u00e7\u00e3o de portagens na A23, na A24 e na A25. Da\u00ed a nossa disponibilidade para continuarmos e intensificarmos a luta contra este atentado \u00e0 nossa regi\u00e3o.<\/p>\n<p>A USCB\/CGTP-IN, sempre alertou para esta situa\u00e7\u00e3o e, em parte, explica a raz\u00e3o porque:<\/p>\n<ol>\n<li><b>I.\u00a0\u00a0<\/b>O distrito tem vindo a perder popula\u00e7\u00e3o continuamente, ao contr\u00e1rio do que acontece no pa\u00eds.<\/li>\n<li><b>II.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/b>O\u00a0<b><i>PIB no distrito est\u00e1 a diminuir<\/i><\/b>.<\/li>\n<li><b>III.\u00a0\u00a0<\/b>O\u00a0<b><i>PIB per capita<\/i><\/b>\u00a0\u00e9 inferior \u00e0 m\u00e9dia nacional.<\/li>\n<\/ol>\n<p><b>IV.\u00a0<\/b><b><i>H\u00e1 Menos emprego.\u00a0<\/i><\/b>O emprego do distrito de Castelo Branco, que era de 114,5 mil pessoas em 2011, est\u00e1 em queda cont\u00ednua desde 2008, tendo diminu\u00eddo 3,7 mil postos de trabalho face a 2007 (- 3,1%).<\/p>\n<ol>\n<li><b>V.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/b><b><i>H\u00e1 mais desemprego.<\/i><\/b>\u00a0Juntando os desempregados ocupados em programas de emprego e forma\u00e7\u00e3o, incluindo os contratos emprego-inser\u00e7\u00e3o<b>\u00a0o n\u00famero j\u00e1 ultrapassa as 15 mil pessoas\u00a0<\/b>a que se tem de acrescentar os desempregados que n\u00e3o se inscrevem, outros que deixaram de comparecer \u00e0s apresenta\u00e7\u00f5es por n\u00e3o receberem o subs\u00eddio de desemprego e outros ainda que emigraram. \u00c9 uma vergonha: entre janeiro de 2013 e Dezembro de 2013 os CEIs passaram de 2028 para 3527, ou seja mais 1500. Os CEIS j\u00e1 representam 23,3% dos desempregados. \u00c9 tamb\u00e9m assim que o governo diz que est\u00e1 a diminuir o n\u00famero de desempregados.<\/li>\n<\/ol>\n<p>\u00c9 claro que os promotores dos amanh\u00e3s que cantam a\u00ed vir\u00e3o dizer que j\u00e1 se veem os sinais da retoma e dir\u00e3o que os postos de trabalho est\u00e3o a nascer como cogumelos. Nada de mais enganador: Primeiro porque o que est\u00e1 a ser criado \u00e9 muito menos que o que foi destru\u00eddo e do que est\u00e1 a ser propagandeado; Depois porque est\u00e3o a confundir emprego com forma\u00e7\u00e3o com a promessa de emprego e por \u00faltimos porque at\u00e9 quando se cria emprego atribuem os m\u00e9ritos a quem n\u00e3o os tem e omitem o papel das trabalhadoras e do seu sindicato, como aconteceu com a reabertura das instala\u00e7\u00f5es da ex. Cilvet.<\/p>\n<p>Mas o ataque \u00e0s Fun\u00e7\u00f5es Sociais do Estado, que se funda em motiva\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas e nada em quest\u00f5es financeiras, est\u00e1 a deixar o distrito numa situa\u00e7\u00e3o insustent\u00e1vel e as popula\u00e7\u00f5es sem servi\u00e7os p\u00fablicos e \u00e0 beira de um ataque de revolta que s\u00f3 perde por estar a tardar. Vejamos:<\/p>\n<ul>\n<li><b>Popula\u00e7\u00e3o cada vez mais afastada dos servi\u00e7os de sa\u00fade,\u00a0<\/b>com menos centros de sa\u00fade, menos m\u00e9dicos, menos enfermeiros, menos administrativos e auxiliares e com mais custos para os utentes.<\/li>\n<li><b>Encerramento de muitas escolas p\u00fablicas,\u00a0<\/b>despedimento de professores e pessoal n\u00e3o docente e aprofundamento da desertifica\u00e7\u00e3o do distrito. A pol\u00edtica de terra queimada tem tido efeitos devastadores, particularmente neste distrito, onde o encerramento de escolas e a cria\u00e7\u00e3o de Mega Agrupamentos t\u00eam contribu\u00eddo gravemente para o esvaziamento das aldeias e para o agravamento das assimetrias, da interioridade e das cada vez mais penalizadoras condi\u00e7\u00f5es de vida das fam\u00edlias, dos trabalhadores e dos cidad\u00e3os do interior.<\/li>\n<li><b>Baixo n\u00edvel de Protec\u00e7\u00e3o Social.\u00a0<\/b>Os baixos sal\u00e1rios, o desemprego prolongado e a nega\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o do subs\u00eddio de desemprego e do subs\u00eddio social de desemprego levaram a que milhares de trabalhadores fossem obrigados a requerer o rendimento social de inser\u00e7\u00e3o (RSI) e o rendimento m\u00ednimo garantido (RMG) de forma a garantir algum sustento \u00e0s suas fam\u00edlias, como ali\u00e1s confirmou o director distrital da seguran\u00e7a social.<\/li>\n<li><b>Encerramento de esta\u00e7\u00f5es de correio.\u00a0<\/b>A popula\u00e7\u00e3o de Castelo Branco tem hoje menos acesso ao servi\u00e7o p\u00fablico de correio que em 2005.<\/li>\n<li>Menos cultura, desporto e tempos livres.<\/li>\n<li>Maior Degrada\u00e7\u00e3o do meio ambiente.<\/li>\n<li><b>Empobrecimento do Poder Local Democr\u00e1tico c<\/b>om a agrega\u00e7\u00e3o e extin\u00e7\u00e3o de freguesias, visando n\u00e3o s\u00f3 objectivos de \u00edndole economicista, mas tamb\u00e9m para justificar o encerramento de um vasto conjunto de servi\u00e7os p\u00fablicos.<\/li>\n<\/ul>\n<p>As Comunidades Intermunicipais (CIMs) n\u00e3o s\u00e3o a solu\u00e7\u00e3o. \u00c9 lament\u00e1vel que os pol\u00edticos, inimigos confessos da regionaliza\u00e7\u00e3o e entrincheirados nos seus egos e jogos de poder pessoal, dividissem o que as mulheres, os homens e as organiza\u00e7\u00f5es do distrito andaram a unir, rompendo barreiras f\u00edsicas e psicol\u00f3gicas, combatendo bairrismos bacocos e procurando dar coes\u00e3o econ\u00f3mica, social e territorial ao distrito.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 esta: A cria\u00e7\u00e3o de mais um patamar da administra\u00e7\u00e3o central, n\u00e3o descentraliza compet\u00eancias, n\u00e3o promove o desenvolvimento regional, nem a qualidade de vida nas regi\u00f5es como \u00e9 o distrito de Castelo Branco pelo que, as CIMs n\u00e3o sendo a solu\u00e7\u00e3o, s\u00e3o mais um problema. \u00c9 por isso que n\u00f3s, ao contr\u00e1rio de algumas pessoas que s\u00f3 funcionam nos blogues e no face a partir do sof\u00e1 ou em apatia tertuliana, continuamos a defender e a pugnar pela regionaliza\u00e7\u00e3o e por ela vamos continuara a agir e a lutar.<\/p>\n<p>Foi isso que afirm\u00e1mos na Confer\u00eancia \u201cProdu\u00e7\u00e3o e Emprego- o Futuro do distrito der Castelo Branco\u201d e por isso, mantendo a nossa posi\u00e7\u00e3o quanto \u00e0s CIMs, queremos saudar os presidentes das CIM da Beira Baixa e Beiras\/Serra da Estrela por terem acolhido a nossa sugest\u00e3o de estabelecerem uma parceria com vista a projectos e programas comuns.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso dizer que este quadro dram\u00e1tico \u00e9 resultado da pol\u00edtica de direita e que a ofensiva do governo nada tem a ver com crise. Esta ofensiva \u00e9 um ajuste de contas com o 25 de Abril, com a democracia e com os direitos pol\u00edticos, econ\u00f3micos, sociais e laborais que a Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Portuguesa consagra.<\/p>\n<p>Caras e caros camaradas,<\/p>\n<p>Estimadas e estimados convidados,<\/p>\n<p>Quando realiz\u00e1mos o 6\u00ba Congresso, est\u00e1vamos no in\u00edcio do mandato de um novo ciclo governativo e diz\u00edamos n\u00f3s que as elei\u00e7\u00f5es, realizadas em Setembro de 2009, ditaram que as solu\u00e7\u00f5es deviam ser \u00e0 Esquerda j\u00e1 que, com a Direita e\/ou com pol\u00edticas de direita, n\u00e3o haveria sa\u00eddas para os bloqueios com que o pa\u00eds e o distrito se deparavam.<\/p>\n<p>Consider\u00e1mos igualmente que a nova situa\u00e7\u00e3o comportava em si mesmo a necessidade imperiosa de colocar o trabalho e os trabalhadores no centro das pol\u00edticas econ\u00f3micas, sociais e laborais como meio e condi\u00e7\u00e3o para superar os obst\u00e1culos e os estrangulamentos que impedem o desenvolvimento sustent\u00e1vel do distrito.<\/p>\n<p><b>Est\u00e1vamos a ser premonit\u00f3rios!\u00a0<\/b>De facto<b>\u00a0<\/b>o tempo veio confirmar as nossas preocupa\u00e7\u00f5es quanto ao rumo e \u00e0s op\u00e7\u00f5es pol\u00edticas do governo PS e a situa\u00e7\u00e3o tornou-se insustent\u00e1vel e obrigou-nos a uma luta intensa a todos n\u00edveis e em todos os sectores de actividade.<\/p>\n<p>N\u00e3o t\u00ednhamos ainda respirado e j\u00e1 est\u00e1vamos com os PECs em cima e em 2011 j\u00e1 n\u00f3s diz\u00edamos:\u00a0<i>\u201cO quadro pol\u00edtico, econ\u00f3mico, social e laboral que vivemos vai ser muito exigente e vai ser fortemente marcado pelo aprofundamento dos ataques aos direitos dos trabalhadores que j\u00e1 s\u00e3o vis\u00edveis no incumprimento do acordo sobre o Sal\u00e1rio M\u00ednimo Nacional e pelas v\u00e1rias medidas previstas na chamada \u201ciniciativa para a competitividade e o emprego\u201d j\u00e1 acordadas entre governo\/patr\u00f5es e UGT\u201d<\/i>.<\/p>\n<p>Antev\u00edamos tamb\u00e9m uma dif\u00edcil situa\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica do pa\u00eds, com graves consequ\u00eancias para os distritos do interior, um empobrecimento geral da popula\u00e7\u00e3o, o previs\u00edvel aumento do desemprego, o ataque aos sal\u00e1rios e aos direitos dos trabalhadores que poderia ser mais acentuado por tentativas de revis\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o laboral.<\/p>\n<p>Isto diz\u00edamos n\u00f3s em 2011 e lembro-me que na altura alguns mais c\u00e9pticos, ou melhor, mais optimistas nos diziam que n\u00e3o devia ser tanto assim. Pois n\u00e3o! Foi ainda pior porque em 2011 acontece que a uma profunda crise econ\u00f3mica e social se veio juntar uma crise politica que havia de levar \u00e0 demiss\u00e3o do governo do PS\/S\u00f3crates, \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o do pacto de agress\u00e3o, atrav\u00e9s da assinatura pelo PS, PSD e CDS\/PP do memorando da tr\u00f3ica e \u00e0 convoca\u00e7\u00e3o de elei\u00e7\u00f5es antecipadas que deram uma maioria de deputados, mas n\u00e3o de votos, ao PSD e ao CDS\/PP e que tiveram como consequ\u00eancia o aprofundamento do processo de ataque aos direitos laborais, sociais, ao impressionante desmantelamento de in\u00fameros micro, pequenas e m\u00e9dias empresas e \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o de milhares de postos de trabalho com o consequente aumento do desemprego.<\/p>\n<p>Passados dois anos de aplica\u00e7\u00e3o do \u201cMemorando\u201d e de perman\u00eancia da coliga\u00e7\u00e3o do PSD\/CDS-PP no Governo, Portugal est\u00e1, hoje, muito pior. E Cavaco silva tem particulares responsabilidades porque ele e o governo elegeram os trabalhadores, todos eles e de forma particular os da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, os pensionistas e reformados e os desempregados como alvos preferenciais.<\/p>\n<p>Dizer isto \u00e9 necess\u00e1rio porque no decorrer deste mandato tiveram lugar as elei\u00e7\u00f5es presidenciais e nelas coloc\u00e1mos todo o nosso empenho para impedir a elei\u00e7\u00e3o Cavaco Silva, candidato da direita e da extrema-direita. N\u00e3o conseguimos o nosso objectivo e a elei\u00e7\u00e3o de Cavaco Silva representou um duro golpe na nossa ac\u00e7\u00e3o porque \u00e9 ele quem, a partir de Bel\u00e9m, comanda a tr\u00edade antidemocr\u00e1tica e neofascista que governa Portugal. Ainda assim, \u00e9 preciso dizer que Cavaco Silva \u00e9 um presidente fr\u00e1gil j\u00e1 que foi eleito numas elei\u00e7\u00f5es marcadas pela absten\u00e7\u00e3o, em que mais de 50% dos eleitores n\u00e3o votaram e em que teve o pior resultado de sempre obtido por qualquer outro presidente, incluindo a sua primeira elei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><b>E ent\u00e3o? Qual foi a nossa resposta?<\/b><\/p>\n<p>Duas certezas nos orientaram: Por um lado a ofensiva governamental e patronal seriam intensas e por outro lado a necessidade da resposta dos trabalhadores, atrav\u00e9s da luta.<\/p>\n<p>Assim, a USCB\/CGTP-IN, no plano do distrito, manteve e refor\u00e7ou o seu papel de contesta\u00e7\u00e3o aos programas de austeridade e do pacto de agress\u00e3o, associado \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o de propostas alternativas. Neste particular elabor\u00e1mos e apresent\u00e1mos um Plano de Desenvolvimento e Progresso do Distrito de Castelo Branco (PDP).<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o foi f\u00e1cil, por v\u00e1rios quatro factores:<\/p>\n<ol>\n<li>Primeiro: a dif\u00edcil situa\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica e financeira do pa\u00eds, e em particular do nosso distrito, o empobrecimento geral da popula\u00e7\u00e3o, o aumento do desemprego, o ataque aos sal\u00e1rios e aos direitos dos trabalhadores.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<li>Segundo: a degrada\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o com a introdu\u00e7\u00e3o de portagens na A23, na A24 e na A25, com a degrada\u00e7\u00e3o e desvaloriza\u00e7\u00e3o do transporte ferrovi\u00e1rio e com as pol\u00edticas de destrui\u00e7\u00e3o do aparelho produtivo e da economia em geral, que acentuaram o processo de destrui\u00e7\u00e3o de postos de trabalho.<\/li>\n<li>Terceiro: o desemprego elevado, a diminui\u00e7\u00e3o do tempo e do valor das presta\u00e7\u00f5es de desemprego e o aumento da pobreza e da exclus\u00e3o de vastas camadas da popula\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Quarto o ataque \u00e0s Fun\u00e7\u00f5es Sociais do Estado com a degrada\u00e7\u00e3o e destrui\u00e7\u00e3o do Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade, da Escola P\u00fablica e do direito ao Ensino, da Seguran\u00e7a Social P\u00fablica, da Justi\u00e7a, do Poder Local Democr\u00e1tico e dos servi\u00e7os p\u00fablicos em geral.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Houve um quinto factor, este mais doloroso, que nos deixou tristes e nos deixou mais pobres, sindical e humanamente. O movimento sindical do distrito e a direc\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o dos Sindicatos de Castelo Branco perderam dois extraordin\u00e1rios dirigentes, uma amiga e um amigo dos trabalhadores, dois lutadores incans\u00e1veis. Estou a falar-vos do falecimento da Maria de Jesus Matos e do Jos\u00e9 Fevereiro para quem pe\u00e7o uma merecida salva de palmas.<\/p>\n<p>Camaradas,<\/p>\n<p>Os infort\u00fanios acontecem e a intensidade e diversidade da ofensiva governamental e patronal obrigaram-nos a respostas constantes em v\u00e1rias frentes com evidente desgaste f\u00edsico e financeiro para a nossa organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ainda assim nenhuma resposta ficou por dar e nenhum trabalhador deixou de ser apoiado fosse na defesa do seu posto de trabalho, na protec\u00e7\u00e3o no desemprego, ou na defesa dos seus direitos laborais e sociais (sa\u00fade, seguran\u00e7a social, educa\u00e7\u00e3o, justi\u00e7a). Em todas as frentes houve ac\u00e7\u00e3o, interven\u00e7\u00e3o e luta.<\/p>\n<p>Pensar em movimento foi o nosso lema. Para isso, foi essencial manter e refor\u00e7ar a orienta\u00e7\u00e3o congressual de associarmos a reflex\u00e3o \u00e0 ac\u00e7\u00e3o e vice-versa.<\/p>\n<p>O mandato que agora termina foi assim fortemente marcado pela luta de resist\u00eancia dos trabalhadores e do seu movimento sindical contra as decis\u00f5es e medidas tomadas e ou anunciadas pelo governo PSD\/CDS-PP e que constitu\u00edram um fort\u00edssimo ataque aos direitos dos trabalhadores, ao pa\u00eds e ao regime democr\u00e1tico consagrado na Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Portuguesa.<\/p>\n<p>LUT\u00c1MOS CONTRA O PACTO DE AGRESS\u00c3O AO POVO E AO PA\u00cdS E AGIMOS PARA A MUDAN\u00c7A DE RUMO QUE O PA\u00cdS E O DISTRITO PRECISAM. Por isso, lut\u00e1mos contra a pol\u00edtica de direita e pugn\u00e1mos por uma alternativa de esquerda a esta pol\u00edtica, participando nas a\u00e7\u00f5es e lutas espec\u00edficas e gerais do conjunto do movimento sindical, das comiss\u00f5es de utentes e de outras organiza\u00e7\u00f5es unit\u00e1rias e abrangentes e intensificando o esclarecimento e a mobiliza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores.<\/p>\n<p>Foi neste sentido que realiz\u00e1mos iniciativas e debates, inseridas no processo de consciencializa\u00e7\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o para a luta, n\u00e3o como um fim em si mesmo, mas correspondendo a respostas sindicais \u00e0 ofensiva em curso, numa linha de afirma\u00e7\u00e3o da nossa componente de protesto, proposta e de luta de que salientamos a realiza\u00e7\u00e3o de Cinco (5) Greves Gerais em:<\/p>\n<ul>\n<li>24 de Novembro de 2010;<\/li>\n<li>24 de Novembro de 2011;<\/li>\n<li>22 de Mar\u00e7o de 2012;<\/li>\n<li>14 de Novembro de 2012;<\/li>\n<li>27 de Junho de 2013.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A par das greves gerais e de in\u00fameras ac\u00e7\u00f5es de rua (manifesta\u00e7\u00f5es, concentra\u00e7\u00f5es, cord\u00f5es humanos, desfiles, marchas, etc.), tamb\u00e9m as comemora\u00e7\u00f5es do 1\u00ba de Maio, dos anivers\u00e1rios da CGTP-IN, do 8 de Mar\u00e7o, Dia internacional da Mulher e Do 28 de Mar\u00e7o, Dia Nacional da Juventude constitu\u00edram momentos importantes de afirma\u00e7\u00e3o da import\u00e2ncia da ac\u00e7\u00e3o colectiva dos trabalhadores na resist\u00eancia \u00e0s pol\u00edticas do governo.<\/p>\n<p>Isto \u00e9 trabalho de todos v\u00f3s. Isto s\u00f3 foi poss\u00edvel porque tivemos os trabalhadores connosco. A todos eles sa\u00fado com emo\u00e7\u00e3o. Isto mostra a nossa capacidade de organiza\u00e7\u00e3o, interven\u00e7\u00e3o e luta. Estamos de consci\u00eancia tranquila e acima de tudo estamos animados e confiantes no futuro.<\/p>\n<p>Caras e caros camaradas,<\/p>\n<p>Estimadas e estimados convidados,<\/p>\n<p>Foi a realidade descrita que nos influenciou para que o 7\u00ba Congresso da USCB\/CGTP-IN tenha como lema \u201cOrganizar \u2013 Unir \u2013 Agir \u2013 Lutar \u2013 Construir o Futuro. Este lema reafirma a USCB\/CGTP-IN como a for\u00e7a da proposta e da luta para vencer.<\/p>\n<p>Porqu\u00ea, Organizar? porque sem organiza\u00e7\u00e3o sindical pode haver ac\u00e7\u00e3o mas esta \u00e9 inconsequente, ef\u00e9mera e n\u00e3o consegue as altera\u00e7\u00f5es politicas, econ\u00f3micas, sociais e culturais que levem ao desenvolvimento sustent\u00e1vel do distrito. A vida mostra que o movimento sindical d\u00e1 consist\u00eancia e coer\u00eancia \u00e0 ac\u00e7\u00e3o e \u00e0 luta dos trabalhadores, pois o movimento informal e a agita\u00e7\u00e3o s\u00e3o importantes mas n\u00e3o s\u00e3o tudo e n\u00e3o podem ser o princ\u00edpio e o fim da luta social e politica.<\/p>\n<p>Porqu\u00ea, Unir? porque a unidade de todos os trabalhadores \u00e9 um princ\u00edpio fundamental e uma condi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica indispens\u00e1vel para a sua emancipa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Porqu\u00ea, Agir? porque sem ac\u00e7\u00e3o a organiza\u00e7\u00e3o e a unidade n\u00e3o passar\u00e3o de um fim em si mesmo.<\/p>\n<p>Porqu\u00ea, Lutar? porque consideramos a luta dos trabalhadores como o factor determinante para a obten\u00e7\u00e3o dos objectivos mais imediatos, para defender o regime democr\u00e1tico, tal como \u00e9 consagrado pela Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica e para construirmos uma sociedade mais justa e solid\u00e1ria libertando o ser humano de todas as formas de explora\u00e7\u00e3o e opress\u00e3o, desde logo da explora\u00e7\u00e3o do homem pelo homem.<\/p>\n<p>Sendo estes princ\u00edpios fundamentais, o 7\u00ba Congresso coloca em relevo a necessidade de reflectir e agir sobre quest\u00f5es t\u00e3o sens\u00edveis como, entre outros, o Emprego, o Sal\u00e1rio, a Sa\u00fade, a Seguran\u00e7a Social, a Educa\u00e7\u00e3o, a Justi\u00e7a e para a qual ser\u00e3o chamados a participar os trabalhadores e a popula\u00e7\u00e3o em geral, pois s\u00f3 com eles poderemos defender e melhorar as condi\u00e7\u00f5es de vida dos trabalhadores, as Fun\u00e7\u00f5es Sociais do Estado e o regime democr\u00e1tico.<\/p>\n<p>Den\u00fancia, proposta e revindica\u00e7\u00e3o para:<\/p>\n<ul>\n<li>Travar a destrui\u00e7\u00e3o do aparelho produtivo e recoloca-lo como factor determinante para a cria\u00e7\u00e3o de riqueza e bem-estar, para o emprego e para o combate ao desemprego, ao despovoamento e \u00e0 desertifica\u00e7\u00e3o do distrito;<\/li>\n<li>Afirmar o direito ao trabalho, ao emprego seguro e com direitos, o combate \u00e0 precariedade e ao desemprego e o refor\u00e7o do direito \u00e0 forma\u00e7\u00e3o profissional inicial e cont\u00ednua dos trabalhadores;<\/li>\n<li>Valorizar os sal\u00e1rios, desde logo com o aumento do sal\u00e1rio m\u00ednimo nacional e promover a redu\u00e7\u00e3o da dura\u00e7\u00e3o efectiva do tempo de trabalho;<\/li>\n<li>Melhorar as condi\u00e7\u00f5es de vida, combater as desigualdades sociais e por termo ao ataque aos direitos dos trabalhadores;<\/li>\n<li>Garantir e promover o direito \u00e0 Sa\u00fade, \u00e0 Seguran\u00e7a Social, \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o e ao Ensino, \u00e0 Cultura e \u00e0 Justi\u00e7a e colocar a protec\u00e7\u00e3o do Ambiente e a melhoria da Qualidade de Vida como quest\u00f5es nucleares para as actuais e as novas gera\u00e7\u00f5es;<\/li>\n<li>Valorizar a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica Central e Local e as Fun\u00e7\u00f5es Sociais do Estado, melhorar o acesso e a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os \u00e0 popula\u00e7\u00e3o e empresas e diminuir as assimetrias regionais.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Para que estes objectivos sejam atingidos \u00e9 indispens\u00e1vel desenvolver uma arrojada, criativa\u00a0<strong>ac\u00e7\u00e3o colectiva dos trabalhadores e\u00a0<\/strong>uma persistente\u00a0<strong>a luta de massas<\/strong>. Assim, a negocia\u00e7\u00e3o colectiva em articula\u00e7\u00e3o com a ac\u00e7\u00e3o reivindicativa de empresa e associada a um intenso trabalho de base e de organiza\u00e7\u00e3o, constitui o maior desafio que est\u00e1 colocado ao movimento sindical.<\/p>\n<p>Sim! J\u00e1 sei. Alguns\u00a0<b>malevolamente,\u00a0<\/b>v\u00e3o dizer: l\u00e1 est\u00e3o eles sempre a falar da luta e v\u00e3o<b>\u00a0apelidar-nos de sermos do contra.<\/b><\/p>\n<p>A esses n\u00f3s dizemos: Abram os olhos, tirem as vendas, dispam-se de preconceitos, encarem a realidade. N\u00e3o! N\u00f3s n\u00e3o somos como alguns que se caracterizam pelas \u201centradas de le\u00e3o e sa\u00eddas de sendeiro\u201d, que fazem muito alarido medi\u00e1tico no in\u00edcio para depois no conforto dos gabinetes e nos corredores do poder capitularem e venderem os direitos que n\u00e3o lhes pertencem porque nada fizeram para os conquistar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sim! N\u00f3s protestamos, n\u00f3s denunciamos, n\u00f3s lutamos e assim vai continuar a ser. Mas n\u00f3s somos tamb\u00e9m uma for\u00e7a de proposta que sabe que proposta sem luta n\u00e3o d\u00e1 para vencer. Isso traduz-se na nossa capacidade de abertura a todos os que se preocupam e reflectem sobre as quest\u00f5es do trabalho e dos trabalhadores e sobre a economia, as pol\u00edticas sociais, a cultura, o ambiente e o saber, procurando incorporar a reflex\u00e3o e os contributos de todos sem abdicarmos dos nossos valores, dos nossos princ\u00edpios program\u00e1ticos e da nossa matriz ideol\u00f3gica. Foi isso que fizemos na Confer\u00eancia Sindical \u201cProdu\u00e7\u00e3o e Emprego, o Futuro do Distrito de Castelo Branco\u201d e \u00e9 isso que vamos fazer no futuro.<\/p>\n<p>E \u00e9 por isso que mais uma vez, repetidamente at\u00e9 que se consiga, vamos propor a congresso que aprove as linhas gerais de um Plano de Desenvolvimento e Progresso\/Opera\u00e7\u00e3o Integrada de Desenvolvimento para exigirmos ao poder central que se deixe de discursos piedosos e bafientos e de uma vez por todas olhe pra o Interior como parte do territ\u00f3rio nacional e assim corrigir as assimetrias, travar o despovoamento, desenvolver a economia, criar emprego e assim fixar as popula\u00e7\u00f5es e dar futuro \u00e1 nossa juventude.<\/p>\n<p>Mas, a vida e os anteriores congressos j\u00e1 nos ensinaram que nem tudo \u00e9 linear e nem tudo depende apenas e s\u00f3 da nossa vontade e querer &#8211; o distrito n\u00e3o \u00e9 uma ilha isolada de todo resto. O quadro internacional, europeu e nacional diz-nos que vivemos num tempo marcado pelo retrocesso econ\u00f3mico e social, pelo empobrecimento dos pa\u00edses e dos povos, e em particular dos trabalhadores, e por reais amea\u00e7as sobre os direitos laborais, sindicais, sociais e de cidadania que poem em causa os pilares essenciais do estado social e do regime democr\u00e1tico.<\/p>\n<p>Da\u00ed que a realiza\u00e7\u00e3o das elei\u00e7\u00f5es para o Parlamento Europeu em 2014 devam constituir um cart\u00e3o vermelho ao governo e serem um momento importante da luta pela exig\u00eancia de um novo rumo para a Europa, assente numa pol\u00edtica que aposte na converg\u00eancia real, na coes\u00e3o econ\u00f3mica e social e no desenvolvimento sustent\u00e1vel. O Voto \u00e9 a nossa arma. N\u00e3o votar \u00e9 beneficiar o infrator, \u00e9 votar nos que l\u00e1 est\u00e3o e ser c\u00famplice com a politica que nos destr\u00f3i as vida e nos mata a esperan\u00e7a.<\/p>\n<p><b>Os resultados destas elei\u00e7\u00f5es s\u00e3o muito importantes para travar a degrada\u00e7\u00e3o do pa\u00eds mas tamb\u00e9m a degrada\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o do Distrito de Castelo Branco<\/b>, e s\u00e3o sumamente importantes para acelerarmos a demiss\u00e3o do governo e a convoca\u00e7\u00e3o de elei\u00e7\u00f5es antecipadas porque o distrito n\u00e3o tolera, n\u00e3o suporta mais a pol\u00edtica de direita que ao longo de mais e 30 anos nos atira para o precip\u00edcio.<\/p>\n<p>J\u00e1 o disse e repito! O Distrito est\u00e1 deprimido, envelhecido, discriminado e \u00e9 esquecido nas pol\u00edticas econ\u00f3micas, no investimento p\u00fablico, nos Or\u00e7amentos de Estado, no acesso aos Fundos Estruturais e de Coes\u00e3o, etc. O que se passa com a reforma do mapa judici\u00e1rio com o fecho de tribunais e com a inten\u00e7\u00e3o de afastar o interior dos investimentos nacionais a conclus\u00e3o da moderniza\u00e7\u00e3o da linha ferrovi\u00e1ria da Beira Baixa e a conclus\u00e3o das acessibilidades rodovi\u00e1rias como os Itiner\u00e1rios Complementares (IC6; IC 7 e IC31) \u00e9 mais um crime contra o Interior do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Caros camaradas e vizinhos da Uni\u00e3o dos Sindicatos da Guarda vamos ter que nos juntar e unir esfor\u00e7os para mais esta batalha. Senhores Presidentes de C\u00e2mara, Senhores Presidentes das Comunidades Intermunicipais da Beira Baixa e das Beiras e Serra da Estrela, este \u00e9 um combate de todos. por isso mais uma vez lhes dizemos esclare\u00e7am e mobilizem as popula\u00e7\u00f5es e se assim fizerem podem contar connosco.<\/p>\n<p>Camaradas,<\/p>\n<p>Aos branqueadores da hist\u00f3ria, aos que insistem que essa coisa da explora\u00e7\u00e3o \u00e9 um conceito fora de moda, queremos dizer que no plano laboral, social e pol\u00edtico se mant\u00eam e aprofundam as contradi\u00e7\u00f5es entre o capital e o trabalho, que se alarga o fosso entre ricos e pobres, que se aprofunda a explora\u00e7\u00e3o e o empobrecimento de vastas camadas da popula\u00e7\u00e3o, e queremos reafirmar que a luta de classes existe e os interesses dos trabalhadores continuam a ser antag\u00f3nicos aos do capital.<\/p>\n<p>Por isso, no ano em que se comemora o 40.\u00ba Anivers\u00e1rio do 25 de Abril e do 1\u00ba de Maio em liberdade, assumimos que estas comemora\u00e7\u00f5es dever\u00e3o contar com a participa\u00e7\u00e3o activa dos trabalhadores e do povo do distrito. O 25 de Abril restituiu a liberdade e a democracia ao povo portugu\u00eas e no primeiro 1\u00ba de Maio em liberdade foi dado um impulso irrevers\u00edvel \u00e0 legaliza\u00e7\u00e3o e constitui\u00e7\u00e3o de partidos e \u00e0 consagra\u00e7\u00e3o da liberdade sindical. \u00c9 isso que a constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica consagra e \u00e9 por isso que\u00a0<b>os sindicatos s\u00e3o parte integrante do regime democr\u00e1tico. Sem eles a democracia n\u00e3o seria plena e sem eles os trabalhadores n\u00e3o teriam a possibilidade de se organizar e lutar como o t\u00eam vindo a fazer<\/b>.<\/p>\n<p>Por isso, e como imperativo democr\u00e1tico, as comemora\u00e7\u00f5es t\u00eam que necessariamente contar com a USCB\/CGTP-IN e os sindicatos nela filiados e, por consequ\u00eancia, com a participa\u00e7\u00e3o activa dos trabalhadores em todos os momentos de comemora\u00e7\u00e3o e, por maioria de raz\u00e3o, nas ac\u00e7\u00f5es de luta que, necess\u00e1ria e obrigatoriamente, ser\u00e3o realizadas.<\/p>\n<p>Estas comemora\u00e7\u00f5es ser\u00e3o assim mais um contributo na luta pela demiss\u00e3o do Governo e a convoca\u00e7\u00e3o de elei\u00e7\u00f5es para devolver ao povo o poder de decidir sobre o seu presente e futuro j\u00e1 que estas, mostram-se, na actual situa\u00e7\u00e3o, imprescind\u00edveis para viabilizar uma verdadeira pol\u00edtica alternativa que valorize o trabalho e dignifique os trabalhadores, uma pol\u00edtica de Esquerda e Soberana, rumo a um Portugal Solid\u00e1rio e de Progresso.<\/p>\n<p>E para que tudo seja muito claro e fique clarificado e n\u00e3o fiquem quaisquer equ\u00edvocos queremos recordar que nos anos de chumbo em que a direita governou na C\u00e2mara da Covilh\u00e3 e tentou apagar, ou deturpar, o espirito do 25 de Abril foi o movimento sindical, com juntas de freguesia e colectividades que organizaram e promoveram as comemora\u00e7\u00f5es populares. Nessa altura n\u00e3o vimos os que, arvorados em arautos de Abril, organizados em comiss\u00f5es de personalidades que apenas se representam a si pr\u00f3prios, exclu\u00edram os sindicatos da estrutura organizadora e os confrontaram com factos consumados, mas que agora, que j\u00e1 decidiram tudo a seu bel-prazer, querem o movimento sindical para este lhes fornecer a m\u00e3o-de-obra.<\/p>\n<p><b>Por isso n\u00f3s vamos realizar iniciativas pr\u00f3prias e vamos integrar e ou promover comiss\u00f5es unit\u00e1rias\u00a0<\/b>que sejam previamente consensualizadas com a USCB\/CGTP-IN e que respeitem os pilares em que assenta o regime democr\u00e1tico e que se identifiquem com a necessidade de interromper um processo de degrada\u00e7\u00e3o do regime democr\u00e1tico e do tecido econ\u00f3mico e social que o governo PSD\/CDS-PP levam \u00e0 pr\u00e1tica e que causam o empobrecimento do pa\u00eds e dos portugueses<\/p>\n<p>Camaradas,<\/p>\n<p>Os tempos que vivemos exigem de n\u00f3s orgulho no que somos e no que fizemos, mas tamb\u00e9m nos exigem sentido cr\u00edtico e autocr\u00edtico e, acima de tudo, a capacidade e criatividade para interpretar a realidade de forma a transform\u00e1-la no sentido do progresso econ\u00f3mico e social, da defesa dos direitos dos trabalhadores e do desenvolvimento sustent\u00e1vel e integrado do nosso distrito.<\/p>\n<p>Para isso temos de ser mais fortes, mais organizados, ainda mais unidos, com mais ac\u00e7\u00e3o e mais capacidade de luta. A recente Confer\u00eancia Distrital Sindical sobre \u201cOrganiza\u00e7\u00e3o, Sindicaliza\u00e7\u00e3o e Reestrutura\u00e7\u00e3o Administrativa e Financeira\u201d deu-nos instrumentos de orienta\u00e7\u00e3o e dotou-nos de decis\u00f5es sobre as medidas que temos de implementar para garantirmos um movimento sindical, implantado e activo em todo o territ\u00f3rio nacional e tamb\u00e9m no Distrito de Castelo Branco, com propostas capazes de inverter os tempos conturbados que vivemos.<\/p>\n<p>A reflex\u00e3o e a ac\u00e7\u00e3o andam de m\u00e3os dadas e n\u00f3s estamos condenados a pensar em movimento. Mas este princ\u00edpio n\u00e3o nos pode transformar num clube de permanente discuss\u00e3o. Em mat\u00e9ria de organiza\u00e7\u00e3o temos reflex\u00f5es feitas e decis\u00f5es tomadas. Por isso, seria dram\u00e1tico que pass\u00e1ssemos o tempo a discutir sobre o j\u00e1 discutido e aprovado. N\u00e3o pode haver hesita\u00e7\u00f5es: sem preju\u00edzo da sempre necess\u00e1ria actualiza\u00e7\u00e3o, os tempos que se seguem s\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o. A sindicaliza\u00e7\u00e3o, a elei\u00e7\u00e3o de delegados, o rejuvenescimento, a reestrutura\u00e7\u00e3o sindical e as medidas de reestrutura\u00e7\u00e3o e inova\u00e7\u00e3o administrativa e financeira n\u00e3o podem esperar.<\/p>\n<p>H\u00e1 coisas que s\u00e3o inelud\u00edveis:<\/p>\n<p>Para desgosto dos nossos advers\u00e1rios o Sindicalismo e os Sindicatos continuam e v\u00e3o continuar actuais.<\/p>\n<p>No distrito o Movimento Sindical est\u00e1 estruturado na USCB\/CGTP-IN que de forma clara se assume e \u00e9 a estrutura de direc\u00e7\u00e3o e coordena\u00e7\u00e3o do movimento sindical.<\/p>\n<p>O sindicalismo assenta na Participa\u00e7\u00e3o dos Trabalhadores e a ac\u00e7\u00e3o sindical come\u00e7a e desenvolve-se nos locais de trabalho.<\/p>\n<p>A Unidade de todos os Trabalhadores \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica indispens\u00e1vel para a sua emancipa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por isso, neste congresso reafirmamos a natureza de classe e os princ\u00edpios da unidade, da democracia, da independ\u00eancia e da solidariedade e prosseguiremos o sindicalismo de massas. A fidelidade, n\u00e3o apenas verbal mas pr\u00e1tica, a estes princ\u00edpios \u00e9 uma obriga\u00e7\u00e3o de todos e de cada um.<\/p>\n<p>Por isso, neste congresso voltamos a considerar a luta dos trabalhadores como o factor determinante quer para a obten\u00e7\u00e3o dos objectivos mais imediatos quer para a transforma\u00e7\u00e3o social e politica.<\/p>\n<p><b>Por isso saudamos a luta dos trabalhadores e das trabalhadoras dos sectores privado, p\u00fablico e empresarial do Estado.<\/b><\/p>\n<p><b>Por isso, exortamos os trabalhadores de todos os sectores de actividade para que intensifiquem durante o m\u00eas de Fevereiro a luta nos locais de trabalho e nas ruas.<\/b><\/p>\n<p><b>Por isso vamos comemorar o 8 de Mar\u00e7o, dia internacional da mulher.<\/b><\/p>\n<p><b>Por isso vamos dar um novo impulso \u00e0 luta contra as portagens na A23; A24 e A25<\/b>\u00a0atrav\u00e9s de iniciativas e ac\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias e nas que venham a ser convocadas pelas comiss\u00f5es de utentes e vamos mobilizar a popula\u00e7\u00e3o para lutar pelo PDP\/OID;<\/p>\n<p>Por isso vamos c<b>omemorar o Dia Nacional da Juventude, em 28 de Mar\u00e7o, participando na ac\u00e7\u00e3o de\u00a0<i>Luta pelo Trabalho Digno e com Direitos<\/i><\/b>;<\/p>\n<p><b>Por isso apelamos \u00e0 participa\u00e7\u00e3o activa dos trabalhadores e do povo portugu\u00eas nas comemora\u00e7\u00f5es populares do 40.\u00ba Anivers\u00e1rio do 25 de Abril e nas comemora\u00e7\u00f5es do 1.\u00ba de Maio<\/b>;<\/p>\n<p>E por isso,\u00a0<b>apoiaremos e participaremos na Semana Nacional de Protesto e Luta, com in\u00edcio em 8 de Mar\u00e7o, Dia internacional da Mulher, at\u00e9 15 de Mar\u00e7o.<\/b><\/p>\n<p><b>Uma Nota final<\/b><b><\/b><\/p>\n<p>O pr\u00f3ximo quadri\u00e9nio vai ser muito exigente mas os quadros sindicais que o Movimento Sindical Unit\u00e1rio tem no distrito, o apoio e o respeito que recebemos dos tabalhadores d\u00e3o-nos o alento e a confian\u00e7a para vencermos obst\u00e1culos, rompermos resist\u00eancias e contribuirmos para a derrota da politica de direita e a constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade nova, mais justa, mais solid\u00e1ria que diginifique o trabalho e valorize os trabalhadores.<\/p>\n<p>Estou certo que quando os trabalhos do congresso terminaram vamos dotados da an\u00e1lise e das orienta\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias a uma interven\u00e7\u00e3o sindical proponente, reivindicativa e afirmativa, reafirmando que a luta dos trabalhadores vai ser determinante para se alcan\u00e7arem as transforma\u00e7\u00f5es politicas, econ\u00f3micas e sociais que tirem o distrito do subdesenvolvimento e lancem o pa\u00eds nos caminhos do progresso e se concretize uma pol\u00edtica de Esquerda e Soberana, rumo a um Portugal Solid\u00e1rio e Desenvolvido.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"center\">Viva o 7\u00ba Congresso da USCB\/CGTP-IN<\/p>\n<p align=\"center\">Vivam os trabalhadores<\/p>\n<p align=\"center\">Viva a Uni\u00e3o dos Sindicatos de Castelo Branco<\/p>\n<p align=\"center\">Viva a CGTP-IN<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Interven\u00e7\u00e3o Lu\u00eds Pereira Garra (Coordenador da USCB\/CGTP-IN) Estimadas convidadas, Estimados convidados Camaradas delegados e convidados ao nosso 7\u00ba Congresso Permitam-me uma sauda\u00e7\u00e3o a todas as entidades e organiza\u00e7\u00f5es que durante este dia intenso nos v\u00e3o dar o prazer da sua presen\u00e7a. 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