{"id":4095,"date":"2023-09-28T07:30:22","date_gmt":"2023-09-28T07:30:22","guid":{"rendered":"http:\/\/sindicatos.cgtp.pt\/uniao-evora\/?p=4095"},"modified":"2023-11-17T08:40:25","modified_gmt":"2023-11-17T08:40:25","slug":"os-patroes-nunca-deram-nada-a-nao-ser-exploracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindicatos.cgtp.pt\/uniao-evora\/2023\/09\/28\/os-patroes-nunca-deram-nada-a-nao-ser-exploracao\/","title":{"rendered":"Os patr\u00f5es nunca deram nada, a n\u00e3o ser explora\u00e7\u00e3o!"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/sindicatos.cgtp.pt\/uniao-evora\/2023\/03\/21\/unidade-e-luta-encheram-o-centro-de-lisboa\/cabeca-manif\/\" rel=\"attachment wp-att-4072\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-large wp-image-4072\" alt=\"cabeca-manif\" src=\"https:\/\/sindicatos.cgtp.pt\/uniao-evora\/wp-content\/blogs.dir\/44\/files\/sites\/44\/2023\/03\/cabeca-manif-800x445.jpg\" width=\"480\" height=\"267\" srcset=\"https:\/\/sindicatos.cgtp.pt\/uniao-evora\/wp-content\/blogs.dir\/44\/files\/sites\/44\/2023\/03\/cabeca-manif-800x445.jpg 800w, https:\/\/sindicatos.cgtp.pt\/uniao-evora\/wp-content\/blogs.dir\/44\/files\/sites\/44\/2023\/03\/cabeca-manif-240x133.jpg 240w, https:\/\/sindicatos.cgtp.pt\/uniao-evora\/wp-content\/blogs.dir\/44\/files\/sites\/44\/2023\/03\/cabeca-manif.jpg 970w\" sizes=\"auto, (max-width: 480px) 100vw, 480px\" \/><\/a>A CGTP-IN aprovou recentemente as Prioridades da Pol\u00edtica Reivindicativa para 2024. S\u00e3o reivindica\u00e7\u00f5es que colocam o aumento geral e significativo dos sal\u00e1rios como elemento central para a eleva\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de trabalho e de vida e para o desenvolvimento do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Nas propostas avan\u00e7adas, a CGTP-IN entende que \u00e9 fundamental uma altera\u00e7\u00e3o da op\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do actual governo maiorit\u00e1rio do PS, vertidas no Or\u00e7amento do Estado para 2024, mas tamb\u00e9m no conjunto da ac\u00e7\u00e3o governativa.<!--more--><\/p>\n<p>O aumento de 15% com um m\u00ednimo de 150\u20ac \u00e9 poss\u00edvel, urgente e necess\u00e1rio, n\u00e3o s\u00f3 face ao contexto de aumento de pre\u00e7os de bens e servi\u00e7os, mas como elemento para uma ruptura com o modelo assente em baixos sal\u00e1rios e precariedade que, alicer\u00e7ado no aumento da explora\u00e7\u00e3o, gera intoler\u00e1veis n\u00edveis de desigualdade no nosso pa\u00eds.Num contexto em os trabalhadores se debatem com os sal\u00e1rios que faltam \u00e0s necessidades de todos os dias, os grandes grupos econ\u00f3micos acumulam lucros colossais.<\/p>\n<p>Uma situa\u00e7\u00e3o insustent\u00e1vel que as medidas recentemente avan\u00e7adas pelo patronato n\u00e3o s\u00f3 mant\u00e9m, como aprofunda. Fazendo crer que o dinheiro que falta aos trabalhadores, est\u00e1 no Estado, a campanha de intoxica\u00e7\u00e3o medi\u00e1tica procura branquear os n\u00edveis de acumula\u00e7\u00e3o do grande capital no nosso pa\u00eds. Isto, quando nos primeiros seis meses deste ano, um reduzido n\u00famero de grandes empresas (20 grandes grupos econ\u00f3micos) teve mais de 25 milh\u00f5es de euros de lucros l\u00edquidos por dia (o equivalente a 159\u20ac de aumento dos sal\u00e1rios em 12 meses para os 4,7 milh\u00f5es de assalariados no nosso pa\u00eds).<\/p>\n<p>\u00c9 este o contraponto que tem de estar presente nas op\u00e7\u00f5es do Governo: os grandes grupos econ\u00f3micos de um lado e 4,7 milh\u00f5es de trabalhadores do outro, sendo certo que o patronato e as suas organiza\u00e7\u00f5es representativas apostam em manobras de divers\u00e3o e c\u00ednicas preocupa\u00e7\u00f5es com os trabalhadores, para ampliar as desigualdades e os lucros, pondo o Estado a subsidiar sal\u00e1rios, ao mesmo tempo que avan\u00e7am com mais medidas de borlas fiscais que, em \u00faltima inst\u00e2ncia, beneficiam estas grandes empresas.<\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o de um 15\u00ba m\u00eas, dependente da bondade de cada patr\u00e3o, quando o sal\u00e1rio \u00e9 insuficiente todos os meses, ou o an\u00fancio de aumento de 14,75% nos sal\u00e1rios que no bolso dos trabalhadores se traduziria em 4,75% com os restantes 10% a financiar a destrui\u00e7\u00e3o do sistema solid\u00e1rio da Seguran\u00e7a Social, s\u00e3o algumas das medidas avan\u00e7adas que t\u00eam como denominador comum escamotear uma pol\u00edtica fiscal que penaliza os rendimentos de quem trabalha e trabalhou mas deixa intoc\u00e1veis os rendimentos de capital, para al\u00e9m do ataque \u00e0 Seguran\u00e7a Social pondo em risco n\u00e3o s\u00f3 as reformas e pens\u00f5es, mas tamb\u00e9m a protec\u00e7\u00e3o na doen\u00e7a e, entre outros no desemprego.<\/p>\n<p>Assim, a mentira que est\u00e1 presente num hipot\u00e9tico aumento de 20% dos sal\u00e1rios, serve essencialmente para dar cobertura a uma real redu\u00e7\u00e3o de contribui\u00e7\u00f5es para a Seguran\u00e7a Social e para por o IRS a substituir o patr\u00e3o no necess\u00e1rio aumento do sal\u00e1rio, a par de mais benef\u00edcios fiscais e apoios para todas as empresas que, como a realidade o demonstra, s\u00e3o absorvidos pelos grandes grupos econ\u00f3micos.<\/p>\n<p>O \u201cpacto\u201d avan\u00e7ado pelo patronato \u00e9 um tratado para a perpetua\u00e7\u00e3o e agravamento das condi\u00e7\u00f5es de trabalho; \u00e9 um ataque \u00e0s fun\u00e7\u00f5es sociais do Estado e aos servi\u00e7os p\u00fablicos &#8211; ao avan\u00e7ar com a redu\u00e7\u00e3o dos meios financeiros para o Estado responder \u00e0s suas obriga\u00e7\u00f5es (abrindo assim espa\u00e7o para transformar os direitos de todos em neg\u00f3cio para alguns); \u00e9 uma agress\u00e3o que visa a descapitaliza\u00e7\u00e3o da Seguran\u00e7a Social e a quebra do regime solid\u00e1rio e para introduzir os mecanismos individuais de capitaliza\u00e7\u00e3o que, ainda que apresentados nesta fase como geridos pela parte p\u00fablica, s\u00e3o a base de uma futura privatiza\u00e7\u00e3o da Seguran\u00e7a Social.<\/p>\n<p>Este n\u00e3o \u00e9 o caminho. Ao inv\u00e9s, o que \u00e9 urgente, poss\u00edvel e necess\u00e1rio \u00e9 darem-se os passos para uma subida geral e significativa dos sal\u00e1rios. H\u00e1 riqueza suficiente, est\u00e1 e \u00e9 muito mal distribu\u00edda!<\/p>\n<p>A CGTP-IN reitera ainda as propostas que h\u00e1 muito vem fazendo de defesa e melhoria dos servi\u00e7os p\u00fablicos e fun\u00e7\u00f5es sociais do Estado, o que exige mais financiamento e investimento, logo meios que t\u00eam de ter como origem a tributa\u00e7\u00e3o do grande capital, aliviando a receita que tem por base a taxa\u00e7\u00e3o dos rendimentos de quem trabalha e trabalhou, ou seja, que passam por uma nova pol\u00edtica fiscal, mais justa.<\/p>\n<p>Certos que a for\u00e7a organizada dos trabalhadores \u00e9 o elemento central para a mudan\u00e7a, conscientes da necessidade de levar o esclarecimento aos locais de trabalho num tempo de ru\u00eddo e mistifica\u00e7\u00f5es, a CGTP-IN continuar\u00e1 e intensificar\u00e1 a sua ac\u00e7\u00e3o e luta pelo aumento geral e significativo dos sal\u00e1rios, bem como pelas restantes reivindica\u00e7\u00f5es que s\u00e3o condi\u00e7\u00e3o para eleva\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de vida e de trabalho e o desenvolvimento do pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A CGTP-IN aprovou recentemente as Prioridades da Pol\u00edtica Reivindicativa para 2024. 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