Os trabalhadores dos bares e do serviço de bordo dos comboios de longo curso da CP realizaram esta terça-feira (01/09) o segundo dia de greve por tempo indeterminado, voltando a registar-se uma fortíssima adesão, demonstrando a sua união e determinação na defesa dos seus direitos.
Fica, mais uma vez, demonstrado que a grande maioria dos trabalhadores se mantém unida e determinada na luta pelos direitos conquistados ao longo de muitos anos, mas também em defesa de uma solução para o conflito em curso com o ITAU. Está cada vez mais claro que o único caminho é o da negociação; caso contrário, não será possível alcançar a paz social.
Esta terça-feira, os trabalhadores estiveram também concentrados junto ao Ministério das Infraestruturas, onde foram recebidos pelo Chefe de Gabinete da Secretária de Estado da Mobilidade e dos Transportes, tendo sido transmitida a disponibilidade da Senhora Secretária de Estado para reunir com os representantes dos trabalhadores durante o mês de Setembro e inteirar-se da situação para intervir junto da CP. Mais uma vez, ficou provado que vale a pena lutar e bater a todas as portas!
Na passada sexta-feira, 21 de Agosto, os trabalhadores da Estoril Sol III concentraram-se junto à Assembleia-Geral de Accionistas, no Casino do Estoril, e entregaram uma carta aos accionistas da empresa. A acção de denúncia pública foi promovida pelo Sindicato de Hotelaria do Sul e pela Comissão Unitária de Trabalhadores da empresa.
Através das suas Organizações Representativas, exigem ser ouvidos e participar nas decisões sobre o futuro da empresa, defendendo a manutenção de todos os postos de trabalho, dos direitos e dos rendimentos dos trabalhadores.
Defendem a continuidade da concessão e soluções que garantam a viabilidade da empresa sem sacrificar os trabalhadores.
Ao mesmo tempo, os trabalhadores têm vindo a sofrer uma forte e continuada perda de rendimentos, agravada pela ausência, este ano, de qualquer aumento salarial ou actualização das restantes cláusulas de expressão pecuniária. Perante esta situação, exigem aumentos salariais com efeitos imediatos, que permitam recuperar, ainda que parcialmente, o poder de compra perdido ao longo dos últimos anos.
Os trabalhadores do Hotel Cascais Miragem, em Cascais, reuniram-se, a 19 de Agosto, em plenário e numa acção de denúncia pública à porta do hotel contra a intenção da empresa de despedir perto de 180 trabalhadores.
O Hotel e o grupo apresentam uma situação financeira saudável e anunciam um investimento de 80 milhões de euros em obras de luxo. O encerramento para obras não pode ser usado como justificação para destruir postos de trabalho.
Para o Sindicato, este despedimento não encontra respaldo na lei, designadamente no artigo 359.º do Código do Trabalho, que estabelece a noção de despedimento colectivo, pelo que deverá ser considerado ilegal.
Os trabalhadores não aceitam esta decisão e vão continuar a lutar pelos seus postos de trabalho e pelos seus direitos.
A adesão total dos trabalhadores do refeitório da Sociedade Central de Cervejas, concessionado pela empresa Elior, levou ao encerramento completo do estabelecimento que assegura diariamente as refeições de milhares de trabalhadores daquela unidade fabril.
Ao longo da sua história, os trabalhadores desta unidade têm demonstrado uma grande unidade e determinação na defesa dos seus direitos, facto que voltou a ficar claramente demonstrado neste dia de Greve Geral.
Os trabalhadores do SUCH afectos ao sector da nutrição no Hospital do Litoral Alentejano aderiram de forma esmagadora à Greve Geral. Apenas se apresentaram ao serviço os trabalhadores escalados para garantir os serviços mínimos, assegurando a alimentação dos doentes internados e dos profissionais que, por razões de serviço, não podem realizar as refeições fora do Hospital.
A adesão total dos restantes trabalhadores levou ao encerramento completo das duas cafetarias/bar do Hospital, estabelecimentos que não integravam a definição de serviços mínimos.
Realizou-se esta terça-feira (02/06), vésperas da Greve Geral, uma concentração com arruada na Baixa de Algés, com o objectivo de contactar a população e os trabalhadores dos muitos estabelecimentos de restauração desta localidade e dar expressão pública à mobilização em torno da luta contra o Pacote Laboral.
Dos muitos contactos realizados, ficou a certeza da profunda rejeição que o pacote laboral provoca nos trabalhadores dos restaurantes, pastelarias e cafés. Além da gravidade da proposta governamental, foram denunciados os baixos salários, a falta de condições de trabalho e a precariedade no sector da restauração.
Muitos trabalhadores aproveitaram para transmitir a sua adesão à Greve Geral e solicitaram informações sobre o Sindicato e a legislação laboral.
Realizou-se hoje uma concentração de trabalhadores dos hotéis junto ao Hotel IBIS de Alfragide, promovida pelo Sindicato de Hotelaria do Sul, em defesa dos direitos dos trabalhadores e contra as sucessivas tentativas de desvalorização das suas condições de trabalho. Os trabalhadores manifestaram a sua firme oposição à polivalência forçada, ao assédio laboral e sindical e à utilização de processos disciplinares como instrumento de pressão sobre dirigentes, delegados sindicais e trabalhadores que exigem o respeito pelos seus direitos.
A concentração reafirmou, ainda, a importância da defesa da negociação e contratação colectiva, do respeito pelo direito constitucional à actividade sindical nos locais de trabalho e da valorização das categorias profissionais de todos os trabalhadores.
Foi igualmente expressa a rejeição do pacote laboral e a determinação em prosseguir a luta por mais salários, mais direitos e melhores condições de trabalho, reforçando a mobilização para a Greve Geral.
Contra o retrocesso laboral!
Pela contratação colectiva!
Pelo respeito dos direitos dos trabalhadores!
Pela derrota do pacote laboral e pela Greve Geral!