No calor dos fornos, no pó das pedreiras, no ruído das fábricas e no esforço dos estaleiros, há milhares de trabalhadores que, todos os dias, erguem o país com as próprias mãos.
São eles que levantam edifícios, moldam a cerâmica, dão forma ao vidro, produzem o cimento, transformam a madeira, processam a cortiça e extraem a pedra.
Dedicam uma grande parte das suas vidas ao trabalho exigente e árduo.
Deixam uma parte da sua saúde – e por vezes a própria vida – no trabalho.
E agora, quando o que se exige é mais respeito, maiores salários e melhores condições de trabalho, o governo e o patronato querem impor um pacote laboral que representa um violento retrocesso social.
Um pacote que procura transformar direitos em privilégios e trabalhadores em peças descartáveis.
Sob o pretexto da modernização, este pacote laboral abre caminho a mais exploração, mais precariedade e menos protecção.
Sem trabalhadores, nada se constrói.
Sem trabalhadores, o país pára.
E quem todos os dias constrói riqueza não aceita ver os seus direitos demolidos.
3 de Junho: o país que trabalha vai fazer-se ouvir!
Na GREVE GERAL, os trabalhadores da Construção, Cerâmica, Vidro, Cimentos, Madeiras, Cortiças e Pedreiras unem a sua voz numa mensagem clara e inequívoca: não aceitamos andar para trás.
Não aceitamos trabalhar mais, receber menos e viver pior.
3 DE JUNHO — ADERIMOS À GREVE GERAL!
Pela dignidade.


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