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Concentração no Hotel Intercontinental Estoril  a luta dos trabalhadores da hotelaria vai continuar!

Na passada sexta-feira, dia 22 de Agosto, realizou-se uma nova concentração de trabalhadores, desta vez à porta do Hotel Intercontinental Estoril, unidade hoteleira associada à Associação da Hotelaria de Portugal (AHP).

O Sindicato de Hotelaria do Sul iniciou, em Junho, uma série de acções junto das principais unidades hoteleiras sócias ou integrantes dos órgãos sociais da associação patronal AHP. Muitas dessas concentrações têm decorrido no concelho de Cascais, local historicamente marcado por uma forte indústria hoteleira.

Em nome dos trabalhadores dos hotéis, o Sindicato exige à AHP a abertura de um processo negocial sério e justo, que permita finalmente a revisão do Contrato Colectivo de Trabalho (CCT) dos Hotéis Centro-Sul, bloqueado desde 2009. 

Esta revisão é essencial para a valorização dos salários, a melhoria das condições de trabalho e o reforço da qualidade de vida dos trabalhadores.

O ano de 2024 foi o melhor de sempre para as indústrias da hotelaria, restauração e turismo em Portugal, com todos os recordes de facturação e lucros ultrapassados. Contudo, apesar da robustez financeira do sector, os grupos hoteleiros continuam a insistir numa política de baixos salários, precariedade, desregulação da vida pessoal e familiar e de desrespeito pelos direitos consagrados no CCT dos Hotéis.

O Sindicato reafirma que as acções de luta vão continuar e intensificar-se nas próximas semanas, até que a associação patronal adopte uma postura verdadeiramente negocial.

A Direcção do Sindicato de Hotelaria do Sul

Acções de luta nos hotéis

Sindicato de Hotelaria do Sul inicia ronda de ações de luta nos hotéis! 

O Sindicato de Hotelaria do Sul iniciou, esta quarta-feira (25/06), uma série de acções de luta nos principais hotéis que são sócios ou integram os corpos sociais da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP – organização representativa patronal). 

O Sindicato e os trabalhadores exigem a negociação do Contrato Colectivo de Trabalho dos Hotéis Centro-Sul (CCT), que se encontra bloqueado desde 2008, fruto das propostas inaceitáveis de retirada de direitos que, ano após ano, a AHP apresenta como contrapartida para eventuais negociações do CCT ((aumentos salariais miseráveis, jornadas de trabalho até 10 horas diárias e 50 semanais, imposição do banco de horas, fim da alimentação em espécie, entre outras medidas prejudiciais). 

A primeira das acções realizou-se no Carcavelos Beach Hotel, unidade do grupo Alexandre Almeida, que é simultaneamente associado e membro dos corpos sociais da AHP. 

Os dirigentes, delegados sindicais e trabalhadores do hotel presentes exigem o cumprimento do CCT nas unidades do grupo e apelam a que, enquanto dirigente da AHP, desenvolva esforços para que a associação patronal inicie uma negociação séria com vista à revisão do CCT. 

A luta vai intensificar-se nos próximos dias, à porta de várias unidades hoteleiras! 

Trabalhadores dos bares dos comboios da CP em greve de dois dias: sindicato fala em “adesão de 100%”

Os trabalhadores reclamam o “cumprimento integral” do Acordo de Empresa em vigor.O primeiro de dois dias de greve dos trabalhadores dos bares dos comboios da CP está a registar uma adesão total, segundo fonte sindical, que reclama o “cumprimento integral” do Acordo de Empresa (AE) em vigor.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte, a paralisação dos funcionários da Itau, que desde o início de abril explora o serviço de refeições dos bares dos comboios da CP, regista “uma adesão de 100% até ao momento”. A greve prolonga-se até quinta-feira.

Segundo o sindicato, os comboios Alfa Pendular e Intercidades que saíram esta manhã da estação de Porto Campanhã foram todos com os bares encerrados: “Pelo menos seis comboios já saíram sem ter serviço de refeições”, disse à agência Lusa a dirigente sindical Ana Carina Castro.

Os trabalhadores – que já estiveram em greve a 02 e 03 de maio, segundo o sindicato também com adesão total – acusam a Itau de recusar cumprir o acordo de empresa em vigor, celebrado com a anterior concessionária NewRail.

Em causa está, nomeadamente, o cumprimento de escalas de horários que respeitem a carga horária de oito horas diárias e de 35 horas semanais, o pagamento do trabalho ao sábado e domingo com um acréscimo de 25% e do subsídio de refeição diário de 11,50 euros e 13 euros, “conforme determina o AE em vigor”.

Exigem ainda o pagamento das diuturnidades no valor de 20 euros cada e dos prémios de responsabilidade e subsídio de transporte.

Concentrados hoje numa ação de protesto frente às instalações da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) no Porto, os trabalhadores entregaram à respetiva diretora uma moção pedindo a “intervenção urgente” daquele organismo.

A concessão do serviço de bar dos comboios de longo curso da CP foi atribuída, desde o início de abril, ao Itau – Instituto Técnico de Alimentação Humana e alargada aos Intercidades da Linha do Alentejo após meses de espera, nos quais decorreu o concurso.

Os trabalhadores dos bares dos comboios de longo curso voltam à greve

Os trabalhadores dos bares dos comboios de longo curso da CP voltam à greve nos dias 11 e 12 de Junho e vão deslocar-se à sede da ACT para fazer uma concentração.

A ITAU comunicou que não pretende cumprir integralmente o Acordo de Empresa (AE) aplicável aos trabalhadores que prestam serviço nos bares dos comboios de longo curso da CP.

A empresa venceu o concurso para a exploração da concessão do serviço de bares dos comboios, com início a 1 de abril de 2025, tendo anunciado que não cumpriria, na íntegra, o Acordo de Empresa em vigor à data da transmissão da concessão.

Em resposta, os trabalhadores realizaram uma greve nos dias 1, 2 e 3 de maio, com uma adesão praticamente total, levando ao encerramento da esmagadora maioria dos bares dos comboios Alfa Pendular e Intercidades.

No dia 20 de maio, os trabalhadores realizaram plenários em Lisboa e no Porto, tendo aprovado, no próprio dia, uma deslocação à sede da ITAU, em Carnaxide, numa demonstração de força e unidade, voltando a paralisar praticamente 100% dos bares dos comboios.

A FESAHT/Sindicatos empenharam-se, nas últimas semanas, em negociações com a empresa, no sentido de encontrar uma solução que, simultaneamente, não representasse a perda dos direitos e rendimentos adquiridos pelos trabalhadores, mas que permitisse retomar a paz social na empresa. No entanto, a ITAU manteve uma postura irredutível e pouca vontade negocial.

Tendo em conta o incumprimento do Acordo de Empresa por parte da ITAU, foram realizados dois pedidos de intervenção inspetiva junto da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT). No entanto, e apesar de já ter sido solicitado o relatório da ação inspetiva, até ao momento a ACT não deu qualquer resposta.

Por este motivo, os trabalhadores em greve irão deslocar-se, no dia 11 de junho, à sede da Autoridade, com o objetivo de tentarem ser recebidos pela Senhora Inspetora-Geral.

Fonte: FESAHT

ITAU recusa-se a cumprir Acordo de Empresa dos trabalhadores dos bares da CP

A nova concessionária dos bares dos comboios da CP, a ITAU, não pretende cumprir a totalidade do Acordo de Empresa que já existia antes de a empresa ganhar a concessão. Trabalhadores fazem nova greve a 11 e 12 de Junho.A adesão dos cerca de 130 trabalhadores dos bares dos comboios da CP às greves dos dias 1, 2 e 3 de Maio foi quase total. É uma mobilização que se espera venha a repetir-se a 11 e 12 de Junho, numa nova acção de luta convocada pelos sindicatos da Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (Fesaht/CGTP-IN). Em causa está a recusa da ITAU, nova concessionária deste serviço, em cumprir o Acordo de Empresa que já estava em vigor antes desta empresa ganhar o concurso público para assumir a gestão dos bares dos comboios da CP. Os trabalhadores estão, neste momento, a perder «a carga horária de 8 horas diárias e de 35 horas semanais», um acréscimo de 25% no trabalho ao sábado e domingo, um «subsídio de refeição diário» de 11,50 e 13 euros, diuturnidade de 20 euros e o «pagamento dos prémios de responsabilidade e subsídio de transporte», tudo questões que foram negociadas e postas em prática em Janeiro de 2025. Nas últimas semanas, desde a última greve, a Fesaht tem estado em negociações com a empresa, «no sentido de encontrar uma solução que, simultaneamente, não representasse a perda dos direitos e rendimentos adquiridos pelos trabalhadores, mas que permitisse retomar a paz social na empresa». A ITAU, não obstante, «manteve uma postura irredutível e pouca vontade negocial». A federação sindical já apresentou dois pedidos de intervenção inspectiva à Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT). Até ao momento, «a ACT não deu qualquer resposta» às denúncias dos sindicatos. A 11 de Junho, primeiro dia de greve, os trabalhadores vão concentrar-se em frente à sede desta entidade, com o objetivo de serem recebidos pela Inspectora-Geral. A ITAU, uma das principais empresas do sector da alimentação colectiva em Portugal, que gere cantinas e refeitórios de Norte a Sul do País, apenas assumiu a responsabilidade de pagar os salários definidos pelo Acordo de Empresa: um salário mínimo de 1000 euros nos bares dos comboios da CP. Os trabalhadores, no entanto, mantém-se irredutíveis – o Acordo de Empresa em vigor é para cumprir integralmente, seja pela ITAU ou qualquer uma das próximas concessionárias.

LUTA DOS TRABALHADORES DOS BARES DOS COMBOIOS

No terceiro dia de luta e greve — o segundo com um pré-aviso de greve específico para a empresa —, 3 de maio (sábado), os trabalhadores estiveram em piquete de greve e concentrados em Santa Apolónia. A adesão foi novamente quase total (100% no Porto e 95% a nível geral). Com a unidade demonstrada nos três dias de luta, os trabalhadores dão um forte sinal à empresa de que não estão disponíveis para abdicar do seu Acordo de Empresa e dos direitos adquiridos ao longo de muitos anos. Fica a certeza de que, se a ITAU não rever a sua posição, a luta vai mesmo continuar! 

concentrações trabalhadores bares dos comboios

Os trabalhadores dos bares dos comboios em greve realizaram, esta sexta-feira, três concentrações públicas de protesto. Logo de manhã, estiveram na Estação de Santa Apolónia, para denunciar a sua situação junto dos utentes dos comboios de longo curso.

De seguida, dirigiram-se à sede da CP, onde entregaram uma moção aprovada pelos trabalhadores e exigiram a intervenção da empresa pública, no sentido de obrigar a ITAU a cumprir integralmente o Acordo de Empresa e os direitos adquiridos pelos trabalhadores.

Junto à sede da CP, receberam a solidariedade da CGTP-IN, representada pelo dirigente e membro da Comissão Executiva João Barreiros; do Partido Comunista Português, representado pelo deputado António Filipe; e do Bloco de Esquerda, representado pela deputada Mariana Mortágua.

Por fim, realizaram uma concentração na Secretaria de Estado da Mobilidade, onde entregaram a moção aprovada e foram recebidos pelo Gabinete da Secretária de Estado. Ficou o compromisso, por parte do Gabinete, de responder ao pedido de reunião solicitado pela FESAHT/Sindicatos, que continua sem resposta até ao momento.