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Notícias e actualidade

Prémios em cartão são lesivos ao Trabalhador – NOTA DE IMPRENSA

Os prémios atribuídos aos Trabalhadores em cartão de uso exclusivo obrigam a um gasto orientado superior ao seu verdadeiro valor.

Troquinhos

Nos últimos dias do ano, várias empresas do setor da alimentação e bebidas anunciaram a atribuição de um prémio anual, em valor monetário, mas que é entregue ao Trabalhador em formato cartão de débito, de utilização exclusiva em determinada loja ou cadeia de lojas.

Exemplo disso é o prémio de 1000€ de uma empresa de bebidas, ou os 500€ de uma empresa de transformação de carnes, que ambas as administrações decidiram atribuir a cada um dos seus Trabalhadores em cartão “Dá”, uma solução que apenas permite gastar esse valor na cadeia de lojas SONAE.

Acontece que, estando estes valores sujeitos a tributação em sede de IRS, uma tributação totalmente a cargo do Trabalhador, e que não onera em nada a empresa, por não se enquadrar no tipo de remuneração sujeita a desconto para a Segurança Social, cada Trabalhador terá de pagar o imposto respetivo, equivalente ao seu enquadramento de IRS.

Ora, é aqui que reside o fator lesivo para o Trabalhador, senão veja-se, pegando no exemplo do prémio atribuído pela empresa de bebidas:

Ao atribuir, a cada Trabalhador, um valor efetivo de 1000€, a empresa está a definir, com essa decisão, o destino de cerca de 1200€ a 1400€, dependendo do escalão de IRS de cada Trabalhador, sendo o que vai acima de 1000€ o total de imposto que o Trabalhador terá de pagar, mantendo a “obrigação” de gastar os 1000€ nas lojas SONAE.

Por exemplo, a um Trabalhador que tenha uma taxa de IRS de 30%, a “oferta” de 1000€ da empresa de bebidas obriga esse trabalhador a gastar 1300€ sem que o destino desse dinheiro seja decisão sua.

Na prática, a um Trabalhador que tenha zero euros em sua posse, a atribuição deste prémio resultará numa dívida às finanças de algumas centenas de euros

Isto acontece porque estes são, na verdade, e maioritariamente, negócios entre parceiros, que, ao contrário do propagandeado nos jornais, não resulta num gasto de resultante da simples soma do valor unitário pelo número de trabalhadores, mas num valor inferior que resulta da aplicação do desconto por aquisição em quantidade, e fará parte, como é óbvio, de qualquer pacote de contrapartidas para relações comerciais em vigor ou mesmo futuras.

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Greve de dois dias na NOBRE Alimentação – NOTA DE IMPRENSA

Os Trabalhadores da Nobre Alimentação, em Rio Maior, mantêm a greve de dois dias marcada para 2 e 3 de novembro de 2023, depois de a reunião com a Administração não ter trazido quaisquer indícios de avanço nos direitos ou reforço dos salários.20230428058

Na reunião do passado dia 20 de outubro, a Administração da empresa não apresentou qualquer proposta ou resposta ao Caderno reivindicativo dos Trabalhadores, limitando-se alimentar um ambiente de chantagem, já gasto, culpabilizando a luta dos Trabalhadores por uma possível apresentação de resultados menos positivos.

Na mesma reunião, a Administração assumiu ainda não ter disponibilizado ao Sindicato, conforme é obrigada, o relatório único de 2022, por decisão própria.

Os Trabalhadores farão uma concentração em frente à fábrica de Rio Maior, na manhã do dia 2 de novembro, onde farão uma exposição da situação em forma de denúncia pública, e contarão com a presença solidária da Secretária Geral da CGTP-IN, Isabel Camarinha.

Esta será a sétima greve dos Trabalhadores da NOBRE desde janeiro.

Recordamos que os Trabalhadores da NOBRE Alimentação estão em luta por aumento dos salários e do subsídio de refeição, a atualização e reenquadramento das categorias profissionais, a valorização da antiguidade por aplicação de diuturnidades, o alargamento do período de férias para 25 dias, bem como o direito a folga no dia de aniversário e, acima de tudo, a negociação e aplicação de um contrato coletivo.

O setor das carnes está sem contratação coletiva devido à caducidade da regulamentação anterior, invocada pelos patrões do setor, a que os Governos PSD / CDS deram cobertura e o PS mantém, deixando em suspenso um pedido de mediação da parte da FESAHT há mais de 5 anos.

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CONCENTRAÇÃO de reformados, familiares e trabalhadores da CIMPOR 20 DE OUTUBRO – 11H30/13H30 – LISBOA (SEDE DA CIMPOR)

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No dia 20 de Outubro (6ª feira), entre as 11h30 e as 13h30, junto à sede da Cimpor (Avenida José Malhoa, 22), realiza-se uma Concentração de reformados, familiares e trabalhadores da empresa, para defender o direito aos complementos de assistência na doença que a Administração pretende retirar, a partir desta mesma data, de imediato a cerca de 1.300 beneficiários.

A Cimpor, detida pelo Grupo OYAK (Fundo de Pensões das forças armadas turcas) “justifica” esta decisão com o objectivo de “uniformizar os direitos de todos os trabalhadores”, já que “um grupo pequeno de trabalhadores actualmente activos teriam direito ao benefício”.

Trata-se de um estranho sentido de “uniformização” que baliza todos por baixo; ou seja, retira a todos, em vez de aplicar a todos, um direito que sempre existiu na empresa.

Esta Concentração é de protesto e de exigência de revogação da medida anunciada, em simultâneo com a divulgação pública dos próximos passos a encetar pelos trabalhadores e reformados da empresa. 

A Comissão de Trabalhadores da Cimpor

A Associação de Reformados da Cimpor

Lisboa, 18 de Outubro de 2023

C.M.G. – CERÂMICAS, LDA – GESTÃO DANOSA CONDUZ A DESPEDIMENTO COLECTIVO!

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A Administração da C.M.G. – Cerâmicas, Lda., em Torres Novas, conduziu a empresa a uma situação de insolvência, de dívidas em cima de dívidas e a um futuro incerto para mais de uma centena de trabalhadores, na maioria mulheres, que em conjunto com o seu Sindicato, tudo fizeram para que a empresa tivesse futuro.

Mas o fim foi agora anunciado através da intenção de despedimento colectivo de 106 trabalhadores, ou seja, a quase totalidade dos actuais funcionários.

A Administração, incapaz de evitar o desastre e sem o querer encarar a tempo, foi hipotecando as instalações fabris como garantia bancária, foi penhorando as máquinas para fazer face às dívidas com a Segurança Social, enquanto atrasava o pagamento dos salários aos trabalhadores sempre na mira de uma encomenda “milagrosa” que estava por chegar… mas que nunca chegou.

Em Dezembro de 2022 avançou com um PER – Processo Especial de Revitalização e em Junho de 2023 com uma declaração de insolvência sem qualquer plano e com os trabalhadores sempre à espera dos salários atrasados.

E nesta 6ª feira, dia 13, depois de muitas desculpas e desejos de boa sorte, veio o patrão anunciar a má notícia aos trabalhadores, como se fossem peças descartáveis de uma linha de produção obsoleta, cheios de doenças profissionais derivadas de mais de trinta anos de casa a trabalhar em más condições e com salários de miséria.

Este é mais um exemplo da forma escabrosa como alguns patrões se comportam e que urge pôr termo urgentemente!

Os trabalhadores cumpriram com os seus deveres!

Por isso, em conjunto com o Sindicato, exigem que o patrão respeite os seus direitos e assuma o pagamento daquilo que lhes é devido!

A Direcção do Sindicato

16 de Outubro de 2023

SCC SAGRES / HEINEKEN condenada a integrar Trabalhadoras temporárias no quadro efetivo – NOTA DE IMPRENSA

Três trabalhadoras da ADECCO entraram hoje ao serviço, na fábrica da SCC SAGRES / HEINEKEN, depois de o tribunal lhes ter dado razão e ter obrigado a empresa a proceder à sua integração e ao pagamento de salários intercalares, tendo como pressuposto a ilicitude do despedimento.IMG-20231002-WA0002A

As três Trabalhadoras haviam sido contratadas em regime de trabalho temporário, pela SCC, com a ADECCO a servir de intermediária, alegando “acréscimo excecional e temporário da atividade da empresa” e “atividade sazonal ou outra cujo ciclo anual de produção apresente irregularidades decorrentes da natureza estrutural do respetivo mercado , incluindo o abastecimento de matéria prima”, ambas meras transcrições do texto da regulamentação legal, sem concretização prática das atividades, tarefas, ou necessidades referidas, o que, por si, invalida a fundamentação e transforma a contratação em nula, resultando, efetivamente, na assunção de uma subcontratação encapotada de que a empresa utilizadora beneficia diretamente, transformando a relação laboral direta entre o Trabalhador e a empresa utilizadora, efetivamente beneficiária da prestação de trabalho.

A decisão da Relação de Lisboa confirmou, assim, a primeira instância, tendo sido hoje o primeiro dia de Trabalho destas Trabalhadoras que, no local, foram recebidos pelos representantes dos Trabalhadores da SCC SAGRES, em solidariedade e celebração de um caso de sucesso para estas novas companheiras de trabalho e todo o coletivo de Trabalhadores.

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Os patrões nunca deram nada, a não ser exploração!

cabeca-manifA CGTP-IN aprovou recentemente as Prioridades da Política Reivindicativa para 2024. São reivindicações que colocam o aumento geral e significativo dos salários como elemento central para a elevação das condições de trabalho e de vida e para o desenvolvimento do país.

Nas propostas avançadas, a CGTP-IN entende que é fundamental uma alteração da opção política do actual governo maioritário do PS, vertidas no Orçamento do Estado para 2024, mas também no conjunto da acção governativa. Continuar a ler

TRABALHADORES E REFORMADOS DA CIMPOR REJEITAM O CORTE NA ASSISTÊNCIA NA DOENÇA

CIMPOR

A Administração da CIMPOR (Grupo OYAK, da Turquia) anunciou a retirada dos complementos de assistência na doença aos actuais e aos futuros reformados e suas famílias a partir de 20 de Outubro próximo, afectando de imediato cerca de 1.300 beneficiários.

É inadmissível que uma empresa com mais de 135 milhões de euros de lucros líquidos nos últimos quatro anos, pretenda agora retirar um benefício que pertence, por direito próprio, aos seus trabalhadores.

Os trabalhadores da CIMPOR não podem ser usados para a obtenção de resultados e descartados quando se trata de usufruir de benefícios conquistados há décadas.

Por isso, rejeitam os cortes anunciados pelo Grupo OYAK e estão, desde já, a discutir e a aprovar a realização das acções e das lutas necessárias para reverter a medida anunciada pela Administração.

Assumem ainda o apoio a todas as iniciativas que os reformados da CIMPOR venham a levar a efeito para assegurar a manutenção de um direito que a todos diz respeito.

 

A Direcção Nacional da FEVICCOM

25/09/2023

CEREALIS À DERIVA – NOTA DE IMPRENSA

Numa gestão completamente à deriva, a CEREALIS impôs aos Trabalhadores da unidade da Trofa um regime de laboração contínua de que afinal não precisava.

Depois de, na semana passada, avançar para a imposição de um regime ilegal de laboração contínua na unidade da Trofa, sem ouvir os trabalhadores e contra a sua vontade, a CEREALIS está agora a forçar o gozo de dois dias de férias no próximo fim de semana, numa atitude prepotente em cima de uma decisão completamente arbitrária, mas que, afinal, comprova que a imposição do horário é descabida e puramente ideológica.28617280_439741979793687_4801347964970919827_o

Aos Trabalhadores, o SINTAB deu nota de que os mapas de férias estão fechados desde a sua publicação até 15 de abril, e que as exceções possíveis terão sempre de passar pelo escrutínio da Comissão Sindical.

Além de tudo isto, a análise feita à escala de laboração contínua imposta pela empresa, possibilitou descortinar irregularidades várias relativas aos tempos de trabalho / descanso.

O SINTAB está já em contacto permanente com a ACT exigindo a intervenção célere que ponha fim a tamanho descalabro de irregularidades e atropelos.

Esta sucessão de decisões avulsas contrárias, quer à vontade dos Trabalhadores, quer ao direito, revela uma gestão atrapalhada e confusa que apenas denota pressa e excesso de voluntarismo da Administração na satisfação plena e única do enquadramento ideológico dos acionistas.

A CEREALIS é um dos maiores grupos portugueses dedicados à atividade industrial e comercial do setor agroalimentar, e é líder na produção e comercialização de massas alimentícias e farinhas industriais, de onde sobressaem as marcas MILANEZA, NACIONAL e NAPOLITANA. Recentemente, foi adquirida pelas famílias Moreira da Silva e Silva Domingues, proprietários da BA vidro, e tem ainda uma participação de 33,3% na Europasta, empresa de massas alimentícias com sede na República Checa.

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