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Notícias e actualidade

Trabalhadores da SERVIGAIA conquistam aumento salarial após ameaça de greve ao trabalho suplementar.

O SINTAB informa que foi alcançado um acordo com a SERVIGAIA – Prestação de Serviços e Manutenção Industrial, Lda., para a revisão das condições remuneratórias dos trabalhadores que prestam serviço nas instalações da Super Bock, em Leça do Balio, pondo termo ao processo reivindicativo relativo a 2026.

Depois de vários meses de negociações, marcadas pela resistência da administração em responder às justas reivindicações dos trabalhadores, foi a unidade e a determinação demonstradas pelos Trabalhadores em plenário que permitiram desbloquear o processo.

Perante a ausência de uma proposta satisfatória, os trabalhadores decidiram avançar com uma greve ao trabalho suplementar. Bastou essa demonstração de disponibilidade para lutar para que a empresa alterasse a sua postura e aceitasse melhorar significativamente a proposta apresentada, tornando possível alcançar um acordo, nos seguintes termos:

  • Aumento de 80 euros no salário base mensal de todos os trabalhadores, com efeitos retroativos a janeiro de 2026;
  • A atualização do subsídio de refeição para 9,95 euros por dia, com efeitos a abril de 2026, assegurando resposta ao preço mais caro praticado pela cantina da Super Bock.

Este resultado demonstra, uma vez mais, que nenhum patrão oferece aquilo que pode evitar pagar, sendo sempre a organização, a unidade e a luta dos trabalhadores que conquistam melhores salários e melhores condições de trabalho.

A SERVIGAIA só avançou nas suas propostas quando percebeu que os trabalhadores estavam determinados a utilizar a força que possuem: a força do seu trabalho e da sua ação coletiva.

Esta vitória pertence, em primeiro lugar, aos trabalhadores da SERVIGAIA. Aos que participaram nos plenários, aos que recusaram resignar-se, aos que estiveram preparados para lutar e demonstraram que a solidariedade entre colegas é sempre mais forte do que qualquer tentativa de resistência patronal.

O SINTAB saúda todos os trabalhadores pela firmeza demonstrada ao longo deste processo e reafirma o seu compromisso de continuar a organizar, defender e lutar pelos direitos de todos os que trabalham.

Porque a experiência volta a confirmar que quando os trabalhadores lutam unidos, tudo conquistam.

A Direção Nacional.

Intervenção da FEVICCOM na TRIBUNA PÚBLICA

VALE A PENA LUTAR! DERROTÁMOS O PACOTE LABORAL!

A derrota do pacote laboral foi uma vitória gigantesca da classe trabalhadora.
Uma vitória conquistada com luta, com coragem e com determinação.
Mas esta vitória não nos adormece. Não nos acomoda. Não nos distrai.
A queda do pacote laboral fecha um ciclo de resistência — mas outro continua, mais exigente, mais profundo e mais decisivo para o futuro de quem trabalha.

Os salários não chegam ao fim do mês, os preços disparam todas as semanas, a habitação está transformada num artigo de luxo, os serviços públicos estão estrangulados, e as empresas a acumular lucros obscenos enquanto quem trabalha — quem cria a riqueza — vive apertado, exausto e esmagado.

É esta a realidade. E é nela que temos de intervir.

Entramos agora numa etapa em que a força demonstrada pelos trabalhadores tem de ser transformada em conquistas reais — nas empresas, nos sectores e no país.
E isso exige mais organização, mais unidade e a certeza de que nenhum trabalhador está sozinho.
Impedir o ataque foi importante.

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O PACOTE CAIU, A VITÓRIA É DOS TRABALHADORES!

Há vitórias que pertencem a quem as assina. E há vitórias que pertencem a quem as constrói. Esta vitória é vossa.

É de cada Trabalhador que participou num plenário. De cada empresa onde se discutiu o ataque aos direitos laborais. De cada conversa à entrada e à saída dos turnos. De cada panfleto distribuído. De cada reunião, grande ou pequena, discreta ou pública. De cada camarada que levou a discussão para casa, para a família, para os amigos e para os colegas, transformando a indignação em consciência e a consciência em ação organizada.

Foi assim, empresa a empresa, setor a setor, que centenas de plenários mobilizaram os trabalhadores da agricultura, da alimentação, das bebidas, da pecuária, da silvicultura, do abate de aves, da produção de carne, dos hortofrutícolas, dos tabacos e de tantos outros locais de trabalho.

Foi assim que se construiu uma força que nem o Governo nem o grande patronato conseguiram derrotar.

As Greves Gerais de 11 de dezembro e de 3 de junho ficarão como marcos desta luta. Ficará na memória a força das empresas onde a adesão foi total. Mas ficará igualmente o enorme significado das empresas onde, pela primeira vez, houve trabalhadores a fazer greve. Porque cada homem e cada mulher que, enfrentando pressões, ameaças ou receios, levantou a cabeça e assumiu a sua condição de classe, ajudou a escrever esta vitória coletiva.

Na luta dos trabalhadores não há gestos pequenos. Cada participação contou. Cada palavra contou. Cada greve contou.

Esta batalha confirma uma verdade que a história do movimento operário nunca deixou de demonstrar: é a luta organizada que faz recuar quem pretende enriquecer à custa da exploração, da precariedade e do empobrecimento dos trabalhadores.

Quanto mais determinada, mais unida e mais contundente é a ação coletiva, maiores são as conquistas alcançadas.

Hoje temos o direito de sentir orgulho.  Temos o direito de celebrar.

Mas sabemos também que a luta de classes não termina com uma vitória. Enquanto houver exploração, haverá resistência. Enquanto houver quem ataque direitos, haverá trabalhadores organizados para os defender e conquistar novos avanços.

É por isso que desta vitória nascem responsabilidades: A de reforçar a organização nos locais de trabalho; A de acelerar a sindicalização; A de fazer crescer o SINTAB e o movimento sindical unitário.

Se és sindicalizado, fala com o teu companheiro de trabalho que ainda não deu esse passo. Partilha a experiência desta luta. Mostra-lhe que nenhum direito caiu do céu e que nenhuma conquista se mantém sem organização.

Porque quando os trabalhadores se unem, organizam e lutam, tornam-se uma força capaz de mudar a realidade.

Esta vitória prova-o.

Parabéns a todos os Trabalhadores.

A vitória é vossa.

E o futuro continuará a ser construído pelas mãos daqueles que produzem toda a riqueza da sociedade.

Unidos. Organizados. Sindicalizados. Em luta. Sempre.

GREVE GERAL – 3 DE JUNHO DE 2026

A FEVICCOM e os seus Sindicatos saudam todos os trabalhadores e trabalhadoras do sector que fizeram da Greve Geral de hoje um poderoso grito de dignidade, respeito e resistência.

Cada adesão contou.

Cada braço cruzado foi um sinal de coragem.

Sabemos das pressões, dos receios e dos obstáculos enfrentados para exercer este direito. Por isso, a participação de cada trabalhador/a teve um valor imenso: mostrou que não baixamos os braços, que permanecemos unidos e determinados na defesa do que é justo.

De norte a sul do país, esta Greve afirmou uma verdade incontornável: os trabalhadores não aceitam retrocessos nem a destruição de direitos conquistados com décadas de luta.

Rejeitamos as alterações do chamado “Pacote Laboral”, que atacam direitos fundamentais.

Exigimos salários dignos, carreiras valorizadas, respeito pelas qualificações, combate à precariedade e serviços públicos fortes, capazes de garantir saúde, educação e segurança social para todos.

A todos os que estiveram nesta luta, o nosso profundo reconhecimento.

É da força colectiva que nasce a mudança.

É da unidade que nasce a esperança.

EM DEFESA DOS DIREITOS CONQUISTADOS!

PElO TRABALHO COM DIGNIDADE!

POR UMA VIDA MELHOR!

A LUTA CONTINUA!

ADERIMOS À GREVE GERAL!

No calor dos fornos, no pó das pedreiras, no ruído das fábricas e no esforço dos estaleiros, há milhares de trabalhadores que, todos os dias, erguem o país com as próprias mãos.

São eles que levantam edifícios, moldam a cerâmica, dão forma ao vidro, produzem o cimento, transformam a madeira, processam a cortiça e extraem a pedra.

Dedicam uma grande parte das suas vidas ao trabalho exigente e árduo.

Deixam uma parte da sua saúde – e por vezes a própria vida – no trabalho.

E agora, quando o que se exige é mais respeito, maiores salários e melhores condições de trabalho, o governo e o patronato querem impor um pacote laboral que representa um violento retrocesso social.

Um pacote que procura transformar direitos em privilégios e trabalhadores em peças descartáveis.

Sob o pretexto da modernização, este pacote laboral abre caminho a mais exploração, mais precariedade e menos protecção.

Sem trabalhadores, nada se constrói.

Sem trabalhadores, o país pára.

E quem todos os dias constrói riqueza não aceita ver os seus direitos demolidos.

3 de Junho: o país que trabalha vai fazer-se ouvir!

Na GREVE GERAL, os trabalhadores da Construção, Cerâmica, Vidro, Cimentos, Madeiras, Cortiças e Pedreiras unem a sua voz numa mensagem clara e inequívoca: não aceitamos andar para trás.

Não aceitamos trabalhar mais, receber menos e viver pior.

3 DE JUNHO — ADERIMOS À GREVE GERAL!

Pela dignidade.

ELEIÇÕES NO SINTAB – Direção Nacional 2026/2030

Realizam-se, quinta e sexta feira, as eleições para a Direção Nacional do SINTAB, no mandato 2026-2030…

Na grande maioria das empresas com estrutura sindical haverá mesa de voto, bem como em todas as delegações distritais da CGTP-IN e algumas locais.

A participação em massa dos Trabalhadores associados é a peça basilar do lançamento, em força, de um novo mandato com vista ao reforço dos salários e direitos, bem como a continuidade do alcance territorial, rumo à cobertura total do País.

Participa e Vota… Fala com o teu Delegado ou Dirigente Sindical…

SER SINDICALIZADO COMPENSA ATÉ NO IRS 2025

A partir do dia 01 de abril até ao dia 30 de junho de 2026, os trabalhadores deverão fazer a entrega da declaração de IRS referente ao ano de 2025.

Ser sindicalizado ao longo do ano de 2025 compensa, porque a Quota Sindical é devolvida, em sede IRS, a 100% através de benefício fiscal desde 01/jan/2025.

Por cada 1 euro descontado como associado num Sindicato deduz 2 euros no seu IRS.

Ou seja, a Autoridade Tributária aplica uma majoração de 100% às quotas sindicais para efeitos de abatimento à coleta, até ao limite de 1% do rendimento bruto.

Tomemos por exemplo um associado que durante o ano de 2025 descontou quota no valor total de 150 euros:

O valor para a dedução à coleta a considerar será de 300 euros, porque já lá vem aplicada a majoração de 100%.

Esperamos ter contribuído com esta informação, a elucidar os nossos associados da vantagem fiscal que o valor descontado em quotizações sindicais ao longo do ano é majorado para o dobro aquando da obrigação de entrega da declaração anual de rendimentos.

Sindicaliza-te.

Sindicalizado estás mais seguro.