Aquivos por Autor: hotelariasul

Trabalhadores do Bingo da Amadora exigem respostas urgentes sobre o futuro da concessão e a manutenção dos postos de trabalho!

O Sindicato de Hotelaria do Sul informa que dezenas de trabalhadores do Bingo da Amadora se concentraram, nos dias 14 e 18 de novembro, junto à Secretaria de Estado do Turismo, exigindo esclarecimentos imediatos sobre o futuro da concessão da sala de bingo e a garantia dos seus postos de trabalho.

A preocupação entre os cerca de 50 trabalhadores tem aumentado, uma vez que a concessão, explorada pela empresa Ilustrinédito – Lda., terminou em setembro sem que tenha sido anunciada qualquer renovação ou lançado novo concurso público. A ausência de informação por parte da empresa e das entidades públicas deixa os trabalhadores numa situação de incerteza total.

O Sindicato de Hotelaria do Sul tem feito múltiplas diligências, incluindo quatro pedidos de reunião ao Secretário de Estado do Turismo, Dr. Pedro Machado, sem obter resposta. Igual silêncio foi registado relativamente ao pedido de reunião dirigido ao Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos (SRIJ).

Na última reunião entre o Sindicato e a concessionária, a empresa Ilustrinédito – Lda. recusou esclarecer se apresentou a manifestação de interesse prevista na Lei de Jogos, mecanismo que permitiria prolongar a concessão por mais dez anos, caso fossem cumpridos os requisitos legais. Esta recusa aumenta a apreensão sentida pelos trabalhadores.

Apesar de não terem sido recebidos pelo Secretário de Estado, uma delegação sindical e de trabalhadores encontrou-se com a Chefe de Gabinete, Dra. Mafalda Torre, que confirmou não existir decisão tomada relativamente à possível renovação da concessão. Foi igualmente transmitida a preocupação da tutela quanto ao incumprimento, por parte de várias concessionárias, das obrigações fiscais perante o Estado português.

Para o Sindicato, este comportamento — agravado pelo incumprimento dos direitos laborais e da contratação coletiva — é inaceitável. Representa um ataque direto ao rendimento, à estabilidade e à dignidade profissional dos trabalhadores.

O Sindicato de Hotelaria do Sul e os trabalhadores exigem uma intervenção firme e urgente do Governo, garantindo a manutenção dos postos de trabalho e o funcionamento das salas de bingo. Reivindicam igualmente medidas eficazes que assegurem o cumprimento das obrigações fiscais por parte das concessionárias e o respeito integral pelos direitos adquiridos e pelas convenções coletivas em vigor. 

Está agendada, para a próxima terça-feira (25/11), uma reunião na DGERT/Ministério do Trabalho, solicitada pelo Sindicato, onde se espera a presença da atual concessionária, do Gabinete do Secretário de Estado do Turismo e do Turismo de Portugal – Comissão de Jogos.

CONCENTRAÇÃO NO HOTEL IBIS DE ALFRAGIDE PARA EXIGIR O CUMPRIMENTO DO CCT DOS HOTÉIS CENTRO-SUL E O FIM DA PERSEGUIÇÃO PATRONAL!

Realizou-se esta terça-feira, 18 de novembro, um plenário e uma concentração de trabalhadores do Hotel Ibis de Alfragide, unidade hoteleira pertencente ao grupo AccorHotels, para exigir o cumprimento do Contrato Colectivo de Trabalho (CCT) dos Hotéis Centro-Sul, assinado entre a Associação dos Hotéis de Portugal e a FESAHT.

Tal como ocorre noutras unidades do mesmo grupo, não estão a ser respeitadas as categorias profissionais nem as respectivas tarefas funcionais, pretendendo a empresa que os trabalhadores desempenhem funções indiferenciadas, num claro desrespeito pela formação, especialização e dignidade profissional, violando o CCT.
Os horários de trabalho também não respeitam o princípio dos cinco dias de trabalho seguidos de dois dias de descanso, dificultando a conciliação da vida profissional com a vida pessoal e familiar. Além disso, o pagamento do trabalho prestado em dia feriado não está a ser efectuado com o acréscimo de 200% previsto no CCT.

Nas últimas semanas, os trabalhadores com a categoria de recepcionista de hotel têm-se recusado a cumprir tarefas e escalas permanentes no bar e no restaurante — funções que não correspondem à sua categoria profissional. Perante esta justa recusa, a direcção do hotel tem adoptado comportamentos que configuram perseguição patronal, aplicando sucessivas advertências disciplinares a estes trabalhadores.

Na concentração realizada, para além da exigência do cumprimento do CCT, foi também reivindicada a sua revisão, pondo fim ao bloqueio da negociação colectiva praticado pela AHP desde 2009.

O Sindicato da Hotelaria do Sul já denunciou esta situação à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), que entretanto realizou uma acção inspectiva na unidade hoteleira. O Sindicato irá igualmente solicitar uma nova reunião para prevenção de conflitos na DGERT/Ministério do Trabalho.

Concentração no Evolution Cascais-Estoril Hotel. Continua a luta dos trabalhadores da hotelaria! 

Na passada sexta-feira, dia 17 de outubro, realizou-se uma nova concentração de trabalhadores, desta vez à porta do Evolution Cascais-Estoril Hotel, unidade hoteleira que integra os corpos sociais da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP).

O Sindicato de Hotelaria do Sul continua a realizar concentrações à porta das principais unidades hoteleiras associadas ou integrantes dos órgãos sociais da associação patronal AHP. Várias têm decorrido no concelho de Cascais, local historicamente marcado por uma forte indústria hoteleira.

O Sindicato de Hotelaria do Sul exige à AHP a abertura de um processo negocial sério e justo, que permita, finalmente, a revisão do Contrato Coletivo de Trabalho (CCT) dos Hotéis Centro-Sul, bloqueado desde 2009.

Esta revisão é essencial para a valorização dos salários, a melhoria das condições de trabalho e o reforço da qualidade de vida dos trabalhadores.

O ano de 2024 foi o melhor de sempre para as indústrias da hotelaria, restauração e turismo em Portugal, com todos os recordes de faturação e lucros ultrapassados. Contudo, apesar da robustez financeira do setor, os grupos hoteleiros continuam a insistir numa política de baixos salários, precariedade, desregulação da vida pessoal e familiar e desrespeito pelos direitos consagrados no CCT dos Hotéis.

O Sindicato reafirma que as ações de luta vão intensificar-se nas próximas semanas, até que a associação patronal adote uma postura verdadeiramente negocial.

A Direção do Sindicato de Hotelaria do Sul

EM CAMPANHA PELO NÃO AO BANCO DE HORAS GRUPAL NA ASSOCIAÇÃO LUIZ PEREIRA MOTTA!  

Vai realizar-se um referendo para a aplicação do Banco de Horas Grupal na Associação Luiz Pereira Motta. O Sindicato e os trabalhadores estão em campanha pelo NÃO!

Após a anulação do referendo anterior — que não chegou a concretizar-se devido a várias ilegalidades denunciadas pelo Sindicato e pela ACT —, a Associação volta à carga e tenta novamente impor o banco de horas grupal aos trabalhadores da IPSS.

Nas últimas semanas, o Sindicato desenvolveu uma forte campanha de esclarecimento, com plenários, visitas, distribuição de documentos e afixação de cartazes e faixas, apelando ao voto pelo NÃO.

Não podemos permitir que as entidades patronais passem a mandar no nosso tempo pessoal e familiar.
A aplicação do banco de horas levaria a aumentos das jornadas de trabalho até 10 horas por dia e 50 horas por semana, com um total de 150 horas anuais de trabalho gratuito.
Além disso, traria desorganização, imprevisibilidade e perda de qualidade de vida para todos os trabalhadores e suas famílias.

Quem vai ser prejudicado?

  • Todos os trabalhadores, porque trabalham mais e não recebem mais por isso;
  • Os filhos dos trabalhadores, que deixam de saber quando podem contar com os pais;
  • A organização dos fins de semana, pois só na véspera saberão se vão trabalhar;
  • Os horários, que podem chegar às 10 horas diárias e 50 horas semanais;
  • A liberdade do trabalhador, que deixará de mandar no seu próprio tempo após cumprir as 8 horas diárias e 40 semanais previstas na lei.

O Banco de Horas não serve os trabalhadores — só serve o patrão!
Defende o teu tempo, a tua família e os teus direitos. VOTA NÃO ao Banco de Horas!

27 DE SETEMBRO (SÁBADO) CORRIDA DE BANDEJA OEIRAS

CORRIDA DA BANDEJA – OEIRAS 2025

GRANDE PROVA DOS TRABALHADORES DA HOTELARIA, RESTAURAÇÃO E TURISMO

A Corrida da Bandeja integra as comemorações do Dia Mundial do Turismo e o 55º aniversário da CGTP-IN. Os objetivos desta iniciativa são: a promoção da actividade física e do convívio; a dignificação do estatuto socioprofissional dos trabalhadores dos sectores da hotelaria, restauração e turismo; e a promoção do turismo nos distritos abrangidos pelo Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Hotelaria, Restauração e Turismo e Similares do Sul.

Horário e local: 

09h30 | Marina de Oeiras / Porto de Recreio (junto à zona de restauração).

Público-Alvo: Trabalhadores no activo ou reformados dos setores da hotelaria, restauração e turismo.

Participação: gratuita.

Info: As inscrições decorrem até ao dia 25/09/2025 e podem ser efetuadas através do e-mail: hotelariasul@sindical.pt ou no próprio dia e local do evento (sujeitas a limite de vagas).

Organização: Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Hotelaria, Restauração e Turismo e Similares do Sul em parceria com o Município de Oeiras e a Oeiras Viva E.M. 

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Concentração no Hotel Intercontinental Estoril  a luta dos trabalhadores da hotelaria vai continuar!

Na passada sexta-feira, dia 22 de Agosto, realizou-se uma nova concentração de trabalhadores, desta vez à porta do Hotel Intercontinental Estoril, unidade hoteleira associada à Associação da Hotelaria de Portugal (AHP).

O Sindicato de Hotelaria do Sul iniciou, em Junho, uma série de acções junto das principais unidades hoteleiras sócias ou integrantes dos órgãos sociais da associação patronal AHP. Muitas dessas concentrações têm decorrido no concelho de Cascais, local historicamente marcado por uma forte indústria hoteleira.

Em nome dos trabalhadores dos hotéis, o Sindicato exige à AHP a abertura de um processo negocial sério e justo, que permita finalmente a revisão do Contrato Colectivo de Trabalho (CCT) dos Hotéis Centro-Sul, bloqueado desde 2009. 

Esta revisão é essencial para a valorização dos salários, a melhoria das condições de trabalho e o reforço da qualidade de vida dos trabalhadores.

O ano de 2024 foi o melhor de sempre para as indústrias da hotelaria, restauração e turismo em Portugal, com todos os recordes de facturação e lucros ultrapassados. Contudo, apesar da robustez financeira do sector, os grupos hoteleiros continuam a insistir numa política de baixos salários, precariedade, desregulação da vida pessoal e familiar e de desrespeito pelos direitos consagrados no CCT dos Hotéis.

O Sindicato reafirma que as acções de luta vão continuar e intensificar-se nas próximas semanas, até que a associação patronal adopte uma postura verdadeiramente negocial.

A Direcção do Sindicato de Hotelaria do Sul

Acções de luta nos hotéis

Sindicato de Hotelaria do Sul inicia ronda de ações de luta nos hotéis! 

O Sindicato de Hotelaria do Sul iniciou, esta quarta-feira (25/06), uma série de acções de luta nos principais hotéis que são sócios ou integram os corpos sociais da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP – organização representativa patronal). 

O Sindicato e os trabalhadores exigem a negociação do Contrato Colectivo de Trabalho dos Hotéis Centro-Sul (CCT), que se encontra bloqueado desde 2008, fruto das propostas inaceitáveis de retirada de direitos que, ano após ano, a AHP apresenta como contrapartida para eventuais negociações do CCT ((aumentos salariais miseráveis, jornadas de trabalho até 10 horas diárias e 50 semanais, imposição do banco de horas, fim da alimentação em espécie, entre outras medidas prejudiciais). 

A primeira das acções realizou-se no Carcavelos Beach Hotel, unidade do grupo Alexandre Almeida, que é simultaneamente associado e membro dos corpos sociais da AHP. 

Os dirigentes, delegados sindicais e trabalhadores do hotel presentes exigem o cumprimento do CCT nas unidades do grupo e apelam a que, enquanto dirigente da AHP, desenvolva esforços para que a associação patronal inicie uma negociação séria com vista à revisão do CCT. 

A luta vai intensificar-se nos próximos dias, à porta de várias unidades hoteleiras! 

Trabalhadores dos bares dos comboios da CP em greve de dois dias: sindicato fala em “adesão de 100%”

Os trabalhadores reclamam o “cumprimento integral” do Acordo de Empresa em vigor.O primeiro de dois dias de greve dos trabalhadores dos bares dos comboios da CP está a registar uma adesão total, segundo fonte sindical, que reclama o “cumprimento integral” do Acordo de Empresa (AE) em vigor.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte, a paralisação dos funcionários da Itau, que desde o início de abril explora o serviço de refeições dos bares dos comboios da CP, regista “uma adesão de 100% até ao momento”. A greve prolonga-se até quinta-feira.

Segundo o sindicato, os comboios Alfa Pendular e Intercidades que saíram esta manhã da estação de Porto Campanhã foram todos com os bares encerrados: “Pelo menos seis comboios já saíram sem ter serviço de refeições”, disse à agência Lusa a dirigente sindical Ana Carina Castro.

Os trabalhadores – que já estiveram em greve a 02 e 03 de maio, segundo o sindicato também com adesão total – acusam a Itau de recusar cumprir o acordo de empresa em vigor, celebrado com a anterior concessionária NewRail.

Em causa está, nomeadamente, o cumprimento de escalas de horários que respeitem a carga horária de oito horas diárias e de 35 horas semanais, o pagamento do trabalho ao sábado e domingo com um acréscimo de 25% e do subsídio de refeição diário de 11,50 euros e 13 euros, “conforme determina o AE em vigor”.

Exigem ainda o pagamento das diuturnidades no valor de 20 euros cada e dos prémios de responsabilidade e subsídio de transporte.

Concentrados hoje numa ação de protesto frente às instalações da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) no Porto, os trabalhadores entregaram à respetiva diretora uma moção pedindo a “intervenção urgente” daquele organismo.

A concessão do serviço de bar dos comboios de longo curso da CP foi atribuída, desde o início de abril, ao Itau – Instituto Técnico de Alimentação Humana e alargada aos Intercidades da Linha do Alentejo após meses de espera, nos quais decorreu o concurso.

Os trabalhadores dos bares dos comboios de longo curso voltam à greve

Os trabalhadores dos bares dos comboios de longo curso da CP voltam à greve nos dias 11 e 12 de Junho e vão deslocar-se à sede da ACT para fazer uma concentração.

A ITAU comunicou que não pretende cumprir integralmente o Acordo de Empresa (AE) aplicável aos trabalhadores que prestam serviço nos bares dos comboios de longo curso da CP.

A empresa venceu o concurso para a exploração da concessão do serviço de bares dos comboios, com início a 1 de abril de 2025, tendo anunciado que não cumpriria, na íntegra, o Acordo de Empresa em vigor à data da transmissão da concessão.

Em resposta, os trabalhadores realizaram uma greve nos dias 1, 2 e 3 de maio, com uma adesão praticamente total, levando ao encerramento da esmagadora maioria dos bares dos comboios Alfa Pendular e Intercidades.

No dia 20 de maio, os trabalhadores realizaram plenários em Lisboa e no Porto, tendo aprovado, no próprio dia, uma deslocação à sede da ITAU, em Carnaxide, numa demonstração de força e unidade, voltando a paralisar praticamente 100% dos bares dos comboios.

A FESAHT/Sindicatos empenharam-se, nas últimas semanas, em negociações com a empresa, no sentido de encontrar uma solução que, simultaneamente, não representasse a perda dos direitos e rendimentos adquiridos pelos trabalhadores, mas que permitisse retomar a paz social na empresa. No entanto, a ITAU manteve uma postura irredutível e pouca vontade negocial.

Tendo em conta o incumprimento do Acordo de Empresa por parte da ITAU, foram realizados dois pedidos de intervenção inspetiva junto da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT). No entanto, e apesar de já ter sido solicitado o relatório da ação inspetiva, até ao momento a ACT não deu qualquer resposta.

Por este motivo, os trabalhadores em greve irão deslocar-se, no dia 11 de junho, à sede da Autoridade, com o objetivo de tentarem ser recebidos pela Senhora Inspetora-Geral.

Fonte: FESAHT