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Intervenção da FEVICCOM na TRIBUNA PÚBLICA

VALE A PENA LUTAR! DERROTÁMOS O PACOTE LABORAL!


Camaradas,

A derrota do pacote laboral foi uma vitória gigantesca da classe trabalhadora.

Uma vitória conquistada com luta, com coragem e com determinação.

Mas esta vitória não nos adormece. Não nos acomoda. Não nos distrai.

A queda do pacote laboral fecha um ciclo de resistência — mas outro continua, mais exigente, mais profundo e mais decisivo para o futuro de quem trabalha.

Camaradas,

Os salários não chegam ao fim do mês, os preços disparam todas as semanas, a habitação está transformada num artigo de luxo, os serviços públicos estão estrangulados, e as empresas a acumular lucros obscenos enquanto quem trabalha — quem cria a riqueza — vive apertado, exausto e esmagado.

É esta a realidade. E é nela que temos de intervir.

Entramos agora numa etapa em que a força demonstrada pelos trabalhadores tem de ser transformada em conquistas reais — nas empresas, nos sectores e no país.

E isso exige mais organização, mais unidade e a certeza de que nenhum trabalhador está sozinho.

Impedir o ataque foi importante.

Mas agora é preciso avançar.

Agora é preciso conquistar.

Cada negociação terá de ser uma frente de combate.

Cada empresa terá de ser um território de afirmação dos direitos.

Cada plenário terá de ser um espaço de força colectiva.

A vitória contra o pacote laboral mostrou verdades simples e poderosas:

onde há sindicatos fortes, há resistência;

onde há delegados activos, há mobilização;

onde há plenários, há consciência;

onde há trabalhadores unidos, há vitórias.

E a nossa força — a força dos trabalhadores — constrói se todos os dias: no chão da fábrica, no turno da noite, na linha de produção, na pedreira, no armazém. Constrói se onde quer que haja um trabalhador a lutar pela sua dignidade.

Camaradas,

O patronato não desistiu. O Governo não mudou de natureza.

Os interesses económicos continuam a querer recuperar, pela prática, aquilo que perderam na lei.

E nós dizemos, com toda a firmeza:

Se tentarem impor horários desumanos.

Se tentarem bloquear negociações.

Se tentarem intimidar trabalhadores.

Se tentarem atacar a liberdade sindical.

Nós responderemos com luta, com unidade, com organização e com a força colectiva de quem sabe que a razão está do lado dos trabalhadores.

Camaradas,

A vitória que alcançámos não é um troféu para guardar numa prateleira.

É uma ferramenta para usar. É a prova viva de que a luta dá resultados.

E por isso, o momento é de:

• exigir aumentos salariais que permitam viver com dignidade;

• reforçar direitos e conquistar novos;

• defender o SNS, a Escola Pública e o direito à habitação;

• garantir que quem trabalha em Portugal tem condições para viver em Portugal.

Camaradas,

O futuro não se espera — constrói se.

Constrói se com organização, sindicalização, participação e luta.

Constrói se com trabalhadores conscientes, unidos e determinados.

Constrói se com sindicatos fortes, presentes e combativos.

Porque a luta não é um momento — é um caminho.

E esse caminho, camaradas, é o caminho da dignidade, da justiça e do progresso social.

Viva a luta dos trabalhadores!

Viva a FEVICCOM!

Viva a CGTP IN!

DERROTÁMOS O PACOTE LABORAL!

GREVE GERAL – 3 DE JUNHO DE 2026

A FEVICCOM e os seus Sindicatos saudam todos os trabalhadores e trabalhadoras do sector que fizeram da Greve Geral de hoje um poderoso grito de dignidade, respeito e resistência.

Cada adesão contou.

Cada braço cruzado foi um sinal de coragem.

Sabemos das pressões, dos receios e dos obstáculos enfrentados para exercer este direito. Por isso, a participação de cada trabalhador/a teve um valor imenso: mostrou que não baixamos os braços, que permanecemos unidos e determinados na defesa do que é justo.

De norte a sul do país, esta Greve afirmou uma verdade incontornável: os trabalhadores não aceitam retrocessos nem a destruição de direitos conquistados com décadas de luta.

Rejeitamos as alterações do chamado “Pacote Laboral”, que atacam direitos fundamentais.

Exigimos salários dignos, carreiras valorizadas, respeito pelas qualificações, combate à precariedade e serviços públicos fortes, capazes de garantir saúde, educação e segurança social para todos.

A todos os que estiveram nesta luta, o nosso profundo reconhecimento.

É da força colectiva que nasce a mudança.

É da unidade que nasce a esperança.

EM DEFESA DOS DIREITOS CONQUISTADOS!

PElO TRABALHO COM DIGNIDADE!

POR UMA VIDA MELHOR!

A LUTA CONTINUA!

ADERIMOS À GREVE GERAL!

No calor dos fornos, no pó das pedreiras, no ruído das fábricas e no esforço dos estaleiros, há milhares de trabalhadores que, todos os dias, erguem o país com as próprias mãos.

São eles que levantam edifícios, moldam a cerâmica, dão forma ao vidro, produzem o cimento, transformam a madeira, processam a cortiça e extraem a pedra.

Dedicam uma grande parte das suas vidas ao trabalho exigente e árduo.

Deixam uma parte da sua saúde – e por vezes a própria vida – no trabalho.

E agora, quando o que se exige é mais respeito, maiores salários e melhores condições de trabalho, o governo e o patronato querem impor um pacote laboral que representa um violento retrocesso social.

Um pacote que procura transformar direitos em privilégios e trabalhadores em peças descartáveis.

Sob o pretexto da modernização, este pacote laboral abre caminho a mais exploração, mais precariedade e menos protecção.

Sem trabalhadores, nada se constrói.

Sem trabalhadores, o país pára.

E quem todos os dias constrói riqueza não aceita ver os seus direitos demolidos.

3 de Junho: o país que trabalha vai fazer-se ouvir!

Na GREVE GERAL, os trabalhadores da Construção, Cerâmica, Vidro, Cimentos, Madeiras, Cortiças e Pedreiras unem a sua voz numa mensagem clara e inequívoca: não aceitamos andar para trás.

Não aceitamos trabalhar mais, receber menos e viver pior.

3 DE JUNHO — ADERIMOS À GREVE GERAL!

Pela dignidade.

SER SINDICALIZADO COMPENSA ATÉ NO IRS 2025

A partir do dia 01 de abril até ao dia 30 de junho de 2026, os trabalhadores deverão fazer a entrega da declaração de IRS referente ao ano de 2025.

Ser sindicalizado ao longo do ano de 2025 compensa, porque a Quota Sindical é devolvida, em sede IRS, a 100% através de benefício fiscal desde 01/jan/2025.

Por cada 1 euro descontado como associado num Sindicato deduz 2 euros no seu IRS.

Ou seja, a Autoridade Tributária aplica uma majoração de 100% às quotas sindicais para efeitos de abatimento à coleta, até ao limite de 1% do rendimento bruto.

Tomemos por exemplo um associado que durante o ano de 2025 descontou quota no valor total de 150 euros:

O valor para a dedução à coleta a considerar será de 300 euros, porque já lá vem aplicada a majoração de 100%.

Esperamos ter contribuído com esta informação, a elucidar os nossos associados da vantagem fiscal que o valor descontado em quotizações sindicais ao longo do ano é majorado para o dobro aquando da obrigação de entrega da declaração anual de rendimentos.

Sindicaliza-te.

Sindicalizado estás mais seguro.

1º DE MAIO NA RUA

Vamos todos participar!✊

Por uma vida melhor para todos!✊

MANIFESTAÇÃO NACIONAL CGTP-IN, 17 DE ABRIL, EM LISBOA

Os trabalhadores da Construção, Cerâmica e Vidro reafirmaram hoje na Manifestação Nacional, em Lisboa, a sua rejeição ao Pacote Laboral!

Não vamos desistir, o Pacote é para cair!✊️