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Notícias e actualidade

Trabalhadores do sector social em greve também no Alto Alentejo

comunicado_greve ipssOs trabalhadores das IPSS e das Misericórdias estão hoje em greve para exigir melhores salários, melhores condições de trabalho e respeito pelos seus direitos.

Apesar de o Tribunal Arbitral ter decidido que devem assegurar os serviços mínimos 50%+1 dos trabalhadores em cada turno, a adesão à greve no distrito de Portalegre levou ao encerramento da creche da Santa Casa da Misericórdia do Gavião.

De notar que os serviços mínimos estabelecidos limitam o direito à greve já que em várias instituições os turnos são composto por apenas 2 trabalhadores o que significa que ambos são obrigados a assegurar os serviços mínimos.

Ainda assim, os trabalhadores, corajosa e determinadamente, aderiram à greve convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Estado, demonstrando o seu descontentamento.

Corticeira Amorim: Acções em alta, Salários em baixa!

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CORTICEIRA AMORIM: Acções em alta na Bolsa, Salários em baixa nas negociações!
No mesmo dia em que as acções da Corticeira Amorim eram negociadas em alta na Bolsa, com um encaixe financeiro de 43,7 milhões de euros, decorriam as negociações salariais do CCT do sector, com a associação patronal a apresentar uma proposta de 14,73 euros para os salários e 5 cêntimos para o subsídio de refeição, recusando todas as restantes propostas sindicais no sentido da melhoria das condições de trabalho. Esta recusa patronal significa: a recusa dos 25 dias úteis de férias; a manutenção da discriminação nas diuturnidades (não abrangem os trabalhadores fabris); o não pagamento do complemento por doença profissional e a não inclusão de uma cláusula nova sobre o combate ao assédio nas empresas corticeiras. São razões bastantes, com base no mandato dos trabalhadores, para a convocação de uma Semana de Luta de 24 a 28 de Junho, com uma greve nacional do sector e diversas concentrações de rua, para demonstrar que a força da razão é a razão da nossa luta! E havemos de vencer!
A Direcção Nacional da FEVICCOM
6 de Junho de 2019

Presidente da Camâra Municipal do Crato recusa ceder instalações para a realização de um plenário convocado pela Comissão Sindical do STAL

plenario_crato_06062019-min(1)Afirma a CGTP-IN e muito bem que direitos que não se exercem perdem-se. Mas e quando o próprio exercício de direitos está em causa? É o que acontece com cada vez mais frequência nos locais de trabalho.
Através da restrição da liberdade sindical, os empregadores limitam o exercício de um direito constitucional com o objectivo de impedir que os trabalhadores se organizem para lutar pelos seus direitos.
O que não contam muitas vezes é com a solidariedade, unidade e capacidade de vencer obstáculos, características fundamentais dos trabalhadores portugueses e do seu movimento sindical unitário e de classe.
Hoje, no Município do Crato, os trabalhadores, organizados pela sua comissão sindical do STAL, demonstraram, com grande determinação e tranquilidade, que de forma nenhuma aceitarão que a sua liberdade sindical seja restringida.
O presidente da Câmara Municipal do Crato, à revelia do que dispõe o artigo 340º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas que remete para o artigo 420º do Código de Trabalho, recusou-se a ceder qualquer instalação do Município para realização de um plenário sindical, apesar das várias alternativas apresentadas pela comissão sindical.
Mesmo sem espaço cedido dentro do Município, como prevê a lei, o plenário realizou-se, em instalações cedidas pela Associação Humanitária de Bombeiros do Crato, tendo-se procedido, como planeado, à eleição de delegados à III Conferência Sindical Nacional do STAL, por unanimidade, bem como à discussão do seu documento.

A repetir-se a “indisponibilidade” de espaço para a realização de plenário sindical, o mesmo terá lugar à porta da Câmara.

Continua a negociação salarial com a APCOR

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amorim_stccmmcs_31052019-minO STCCMCS – Sindicato dos Trabalhadores das Industrias de Cerâmica, Cimentos e Similares, Construção, Madeiras, Mármores e Cortiças do Sul e Regiões Autónomas da CGTP-IN iniciou uma acção de divulgação do ponto de situação da negociação colectiva com a APCOR, junto dos trabalhadores corticeiros do nosso distrito.

A APCOR é a associação patronal do sector da cortiça, dominada pelo grupo Amorim.

Entre as várias posições assumidas pelo sindicato, destacam-se os aumentos salariais de 3,25%, o aumento do subsídio de alimentação para 6 Euros e as diturnidades. A APCOR contrapôs uma proposta de aumento salarial de 1,4%, um aumento do subsídio de alimentação para 5,60 Euros e não aceita as diturnidades.

O STCCMCS denuncia que, a mesma empresa que lidera as negociações do sector, recusando uma diferença de 14 Euros por mês de aumento salarial, de 40 cêntimos no subsídio de alimentação e recusa o pagamento de diturnidades, regista lucros anuais de milhões e continua a investir em obras cujo objectivo é a publicidade de uma marca que vive da exploração da força de trabalho de centenas de trabalhadores.

 

STAL denuncia perda de valências da VALNOR e alerta para os perigos da verticalização da água no distrito de Portalegre

0001-min0002-min O Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local, Empresas Concessionárias e afins avançou com uma acção de denuncia do que se passa na VALNOR e no abastecimento de água em baixa no distrito de Portalegre.

Perda de valências coloca postos de trabalho e ambiente em risco

É já do conhecimento dos Municípios que a VALNOR deixará de recolher os resíduos depositados nos grandes contentores localizados um pouco por todos os concelhos e mesmo freguesias da nossa região. A recolha destes contentores, destinados ao depósito de grandes detritos como os resultantes da construção e outros de grandes dimensões, exige equipamento próprio de que as autarquias não dispõem. Por outro lado, nada se diz acerca do destino dos 25 trabalhadores da VALNOR afectos a este serviço.

A Água é um bem público e não um negócio!

Acentuam-se as pressões para a verticalização do sistema de abastecimento da água em baixa, ou seja, até ao consumidor. Apenas os Municípios de Avis, Monforte e Portalegre, além de Campo Maior e Elvas onde o abastecimento da água em baixa está já privatizado ao grupo Aqualia, se mostraram indisponíveis para a agregação dos seus sistemas. O STAL alerta: este é o principio de um processo de perda de autonomia e decisão de cada município em relação à água e que irá inevitavelmente conduzir ao aumento de preços, à perda de qualidade e de direitos laborais.

STAL denuncia bloqueio da negociação colectiva nas autarquias do distrito de Portalegre

0001(1)-min 0002(1)-minO Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local, Empresas Concessionárias e Afins avançou com um acção regional de contacto com os trabalhadores das autarquias.

Bloqueio da negociação colectiva

Esta acção tem como objectivo denunciar o bloqueio à contratação colectiva encetado por alguns executivos autárquicos do distrito, designadamente Alter do Chão, Sousel, Gavião, Campo Maior e Elvas. É que são já mais de 900, os trabalhadores das autarquias locais do nosso distrito que recuperaram o direito aos 25 dias de férias através do acordo colectivo de entidade pública, assinado entre as suas entidades empregadoras e o STAL. De lembrar que este foi um direito conquistado com a luta e unidade dos trabalhadores do sector que prescindiram de aumentos salariais no ano em que foi negociado o aumento dos seus dias de férias. As autarquias que se recusam a assinar este acordo colectivo sujeitam os seus trabalhadores a uma discriminação que acaba também por ser salarial pois, para as mesmas funções e categoria, os seus trabalhadores trabalham mais dias por ano pelo mesmo salário!

Combate à precariedade

Não basta dizer que se está a favor dos trabalhadores! É preciso demonstrá-lo!

Esta é uma das mensagens que o STAL está empenhado em passar nesta acção de contacto. O Programa de Regularização Extraordinária de Vínculos Precários – PREVPAP – embora de alcance limitado, possibilitou, por acção do STAL, a integração de mais de 2 centenas de trabalhadores nas autarquias do distrito de Portalegre. Os requerimentos dos trabalhadores com vínculos precários continuam a inundar os serviços autárquicos e assim continuará a ser até que as autarquias deixem de ocupar postos de trabalho permanentes com trabalhadores a esgotar desemprego, em estágios, com o rendimento mínimo ou com recibos verdes. As pessoas fazem falta aos serviços! Se assim não fosse a taxa de rotatividade das mesmas em determinados postos de trabalho principalmente na limpeza urbana e nas escolas não era tão absurdamente elevada.

O STAL denuncia: ainda existem equipas de sapadores florestais contratadas a termo incerto na nossa região! Se algumas autarquias aproveitaram o PREVPAP e a alteração das regras de financiamento destas equipas para os contratar por tempo indeterminado, outras há que insistem em manter estes trabalhadores, indispensáveis à protecção de pessoas e bens, em situação precária.

 

TRIBUNAL CONFIRMA ASSÉDIO MORAL À OPERÁRIA CORTICEIRA-CRISTINA TAVARES

O Tribunal de Trabalho em Santa Maria da Feira, confirmou na tarde de segunda-feira, dia 27 de Maio, a multa de 32 mil euros que a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) tinha aplicado à empresa corticeira Fernando Couto-Cortiças S.A., de Paços de Brandão em Santa Maria da Feira, por assédio moral à operária corticeira Cristina Tavares.

Fontes: JN e Sindicato dos Operários Corticeiros do Norte

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SINDICATO DA HOTELARIA VAI REALIZAR UMA ASSEMBLEIA DE DELEGADOS ABERTA A TODOS OS SÓCIOS

 

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O Sindicato da Hotelaria do Algarve vai realizar, no próximo dia 29 de Maio, pelas 15h00, na sua sede em Faro, uma assembleia de delegados aberta à participação de todos os seus associados, com o objectivo de aprofundar a análise e reflexão sobre a situação económica e social no sector do turismo no Algarve, sobre as medidas a adoptar no plano do reforço da organização de base nos locais de trabalho, bem como em relação ao desenvolvimento da luta dos trabalhadores do sector da hotelaria e restauração, em defesa de melhores salários e melhores condições de trabalho e de vida.

O Sindicato está a apelar aos sócios para participarem e ajudarem na reflexão colectiva sobre a vida presente e futura de quem trabalha neste sector, que se vê confrontado com a diminuição dos rendimentos e do poder de compra por via da política de contenção salarial levada a cabo pelo patronato com a ajuda dos sucessivos governos, o não pagamento das horas extra e feriados, a generalização da precariedade, o aumento da penosidade dos ritmos de trabalho e das situações de assédio e tortura psicológica, a desregulação dos horários e o aumento das jornadas de trabalho, a falta de actuação eficaz da Autoridade para as Condições do Trabalho, a demora da justiça, entre outras situações que estão a tornar o sector cada vez menos apelativo para os trabalhadores.

Com a actual situação que se está a viver no sector do turismo não admira que as empresas estejam a ter dificuldade em assegurar a mão-de-obra necessária. O problema não é a falta de mão-de-obra. O problema são as condições salariais e de trabalho que não permitem uma vida digna para os trabalhadores, mas que estão a assegurar o grande crescimento dos lucros para os patrões e grandes grupos económicos nacionais e estrangeiros ligados ao turismo.