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USNA assina protocolo com INOVINTER para a formação no distrito de Portalegre
Terá inicio em Setembro, na Delegação Sindical Conjunta de Elvas, um novo ciclo de formação profissional protocolado entre a União de Sindicatos do Norte Alentejano e o INOVINTER – Centro de Formação e de Inovação Tecnológica.
Este primeiro ciclo de formação é destinado a activos empregados e desempregados, irá desenvolver-se em horário laboral e pós-laboral e será nas áreas do Inglês e da Informática.
As inscrições decorrem até ao diua 15 de Agosto na Delegação Sindical Conjunta de Elvas, na Rua da Feira, nº 31.
Para mais informações basta contactar a USNA via email através do usnalentejano@gmail.com ou via telefone através do 268 620 197.
O protocolo agora assinado não possibilita apenas a formação profissional no distrito de Portalegre. O INOVINTER tratará ainda de processos de RVCC – Reconhecimento, validação e certificação de competências, para os trabalhadores que queiram obter a escolaridade obrigatória e ainda a certificação profissional, fundamental para o reconhecimento e valorização das carreiras.
Pela recuperação de direitos roubados
A Direcção Regional de Portalegre do STAL procedeu à colocação de pendões denunciando a recusa do presidente da Câmara Municipal de Alter do Chão em negociar o Acordo Colectivo de Entidade Pública – ACEP que permitiria a recuperação dos três dias de férias roubados pelo governo de maioria PSD/CDS. Este acordo abrange já perto de 1000 trabalhadores da Administração Local do distrito de Portalegre tendo sido assinado por várias autarquias designadamente Avis, Portalegre, Crato, Monforte, Fronteira, Marvão, Castelo de Vide, Galveias.
O ACEP recupera o direito a 25 dias de férias que os trabalhadores da Administração Local conquistaram pela luta, prescindindo inclusive de aumentos salariais no ano em que adquiriram o direito a mais 3 dias de férias.
Também o presidente da Câmara Municipal de Sousel assumiu que não irá assinar este acordo por, no seu ponto de vista, “dar muito” aos trabalhadores da autarquia que gere.
Os trabalhadores a quem está a ser vedado o acesso ao direito constitucionalmente consagrado da negociação colectiva, estão a ser colocados pelos seus executivos camarários numa situação de desigualdade salarial já que, pelas mesmas funções, trabalham mais dias que os colegas cuja autarquia assinou o ACEP, auferindo desta forma um salário menor.
Executivo da Câmara Municipal de Nisa procura impedir a atividade sindical docente
Dirigentes do SPZS estiveram hoje, dia 16 de Julho, na reunião da Câmara Municipal de Nisa para questionarem o executivo municipal sobre a remoção deliberada de materiais destinados à ação sindical no Agrupamento de Escolas de Nisa, por indicação expressa do próprio executivo municipal.
O SPZS vem alertando para o processo de municipalização da educação que está em curso, resultante da publicação pelo atual governo da Lei-Quadro da Descentralização. Por via de diplomas sectoriais, nomeadamente na área da educação, o governo desvaloriza a escola pública ao retirar responsabilidades e autonomia às escolas para as entregar aos municípios, sem acompanhar esse processo de um amplo debate ou das comparticipações financeiras necessárias.
O executivo camarário de Nisa, num claro exercício de prepotência anti-democrática, achou por bem mandar retirar a informação sindical do SPZS. Na reunião de Câmara, os dirigentes do SPZS ouviram da boca do vice-presidente a justificação de que “o edifício pertence ao município” e “a publicidade” não pode estar naquele local (o gradeamento da escola) porque há outros mais apropriados. Argumentação que rejeitamos, pois não pode o executivo municipal sobrepor-se à legislação e não irá impedir a ação sindical nem calar as vozes discordantes relativamente ao processo de municipalização da educação em curso.
A Direção do SPZS denuncia mais esta torção do direito constitucional à liberdade sindical e exige dos governantes uma inequívoca postura para que este tipo de limitação à atividade dos sindicatos não exista de todo no Portugal Democrático do pós-25 de Abril.
Evoracar não cumpre pagamento do salário
Desde o mês de Março que a Évoracar, nos distritos de Évora e Portalegre não paga a retribuição aos trabalhadores em períodos certos e iguais, tal como é sua obrigação.
Os trabalhadores da Evoracar têm os salários em atraso e sem compromisso da empresa para os pagar. O sindicato reuniu com representantes da empresa em Abril do corrente ano, para colocar esta questão, bem como outras, não tendo obtido uma demonstração de vontade da empresa de solucionar no curto prazo as suas dificuldades, mas sim ir prolongando no tempo. Esta empresa do Grupo Multiauto SGPS atravessa dificuldades há alguns anos e tem neste ano declarado ter dificuldades para pagar atempadamente os salários aos trabalhadores. Desde o final de Março que a intervenção do sindicato SITE Sul para que os trabalhadores recebam os salários tem sido determinante.
Mais de 30 trabalhadores dos estabelecimentos de Évora e Portalegre da Evoracar, vêm assim dificuldades nas suas vidas pessoais pelo incumprimento da empresa no pagamento de salários. Incumprimento que aparentemente parece estar a ser usado como forma de chantagem, para que os trabalhadores se despeçam e assim deixem a empresa sem direito a qualquer indemnização.
O SITE Sul continuará a acompanhar a situação e intervir para denunciar este incumprimento da empresa junto dos seus trabalhadores.
21 trabalhadores vínculo temporários passaram para a AIS
No mês de Julho, 21 trabalhadores que estavam ao serviço da AIS Portugal, em Montemor-o-Novo, através de uma empresa de trabalho temporário, passaram a ter contratos de trabalho a prazo com a empresa do sector automóvel para que efectivamente laboram. Este avanço resulta da luta dos trabalhadores e da intervenção do sindicato, salienta o SITE Sul. Continuar a ler A pobreza de 56,8 cêntimos por dia no país que é o maior produtor mundial de Cortiça-Nota de Imprensa
CRISTINA: VITÓRIA DA CORAGEM E DA DIGNIDADE
SEMANA DE LUTA CORTICEIRA DE 24 A 28 DE JUNHO
Anos após anos crescem os lucros das empresas corticeiras enquanto os aumentos salariais têm sido mínimos. Há alguns dias, enquanto as acções da Corticeira Amorim eram negociadas em alta na Bolsa, com um encaixe financeiro de 43,7 milhões de euros, decorria a 3ª reunião de negociações do CCT (Contrato Colectivo de Trabalho) do sector, com a associação patronal (APCOR) a apresentar uma proposta de 14,73 euros para actualização salarial (Grupo XIV) e 5 cêntimos para o subsídio de refeição, recusando todas as restantes propostas sindicais.
São razões bastantes para a convocação de uma SEMANA DE LUTA CORTICEIRA, de 24 a 28 de Junho de 2019, com greves e concentrações de trabalhadores/as, designadamente, nas 16 Unidades Industriais das empresas:
24 de Junho (greve das 00h00 às 24h00, com concentrações e desfiles):
Amorim & Irmãos, SA – Santa Maria de Lamas
Amorim Top Series, SA – Argoncilhe
Granorte – Revestimentos de Cortiça, SA – Rio Meão
Unidade Industrial Champcork (Amorim & Irmãos, SA) – Santa Maria de Lamas
Unidade Industrial De Sousa (Amorim & Irmãos, SA) – Santa Maria de Lamas
Amorim – Distribuição, SA – Santa Maria de Lamas
PortoCork Internacional, SA – Santa Maria de Lamas
Vasconcelos & Lyncke, SA – Santa Maria de Lamas
CONCENTRAÇÃO 24 Junho – 15h00 – frente à APCOR (S.M. Lamas)
25 e 26 de Junho (greve das 00h00 às 24h00 de 25/6 e turno das 21h00 de 25/6 às 05h00 de 26/6):
Amorim Revestimentos, SA (2 unidades) – S. Paio de Oleiros.
CONCENTRAÇÃO 25 Junho – 12h00 – junto à empresa Amorim – Revestimentos e CONFERÊNCIA DE IMPRENSA, com a presença do Secretário-geral da CGTP-IN
26 de Junho (greve das 00h00 às 24h00, com concentrações):
Unidade Industrial de Coruche (Amorim Florestal, SA) – Coruche
Unidade Industrial Equipar (Amorim & Irmãos, SA) – Coruche
Unidade Industrial de Vendas Novas (Amorim Isolamentos, SA) – Vendas Novas
27 de Junho (greve das 00h00 às 24h00, com concentrações):
Unidade Industrial de Salteiros (Amorim Florestal, SA) – Salteiros
Unidade Industrial de Ponte Sôr (Amorim Florestal, SA) – Ponte Sor.
28 de Junho (greve das 00h00 às 24h00, com concentração):
ACC – Amorim Cork Composites, SA – Mozelos.
A FORÇA DA RAZÃO É A RAZÃO DA NOSSA LUTA:
Actualização salarial digna e justa de 23 euros (Grupo XIV), que corresponde a 3%;
Actualização do subsídio de refeição para 6 euros diários; 25 dias úteis de férias;
Alargamento das diuturnidades para todos os trabalhadores;
Pagamento de complemento de subsídio de doença profissional;
Introdução de nova cláusula sobre o combate e proibição do assédio;
Melhoria geral das condições de trabalho em cada empresa.
Legislação do trabalho: pela reposição do tratamento mais favorável e o fim da caducidade das convenções colectivas de trabalho!
Contra as propostas gravosas do governo e do patronato!
GRANDE MANIFESTAÇÃO / CGTP-IN – 10 Julho – Praça da Figueira para a Assembleia da República – Lisboa
Semana de luta no sector corticeiro
Apresentando Apresentando anualmente lucros de milhões, a Corticeira Amorim continua, no âmbito da APCOR, Associação Patronal que representa o sector corticeiro, a insistir em propostas de aumentos salariais de miséria.
Assim, a FEVICCOM (Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro), o SOCN (Sindicato dos Operários Corticeiros do Norte) e o STCCMCS (Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Cerâmica, Cimentos e Similares, Construção, Madeiras, Mármores e Cortiças do Sul e RA) avançaram com a convocação de uma semana de luta corticeira. Esta acção consistirá num conjunto de greves e concentrações em 16 unidades industriais do grupo Amorim. Há pré-aviso de greve para o dia 27 deste mês para os trabalhadores das unidades industriais de Salteiros e Ponte de Sôr.
Com esta jornada de luta os trabalhadores exigem: actualização salarial digna e justa de 23 euros (Grupo XIV), que corresponde a 3%; actualização do subsídio de refeição para 6 euros diários; 25 dias úteis de férias; alargamento das diuturnidades para todos os trabalhadores; pagamento de complemento de subsídio de doença profissional; introdução de nova cláusula sobre o combate e proibição do assédio; melhoria geral das condições de trabalho em cada empresa.
No próximo dia 10 de Julho, também os trabalhadores do sector corticeiro estarão em luta contra a legislação do trabalho: pela reposição do tratamento mais favorável e o fim da caducidade das convenções colectivas de trabalho e contra as propostas gravosas do governo e do patronato, na manifestação convocada pela CGTP-IN.


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