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CRISTINA: VITÓRIA DA CORAGEM E DA DIGNIDADE
SEMANA DE LUTA CORTICEIRA DE 24 A 28 DE JUNHO
Anos após anos crescem os lucros das empresas corticeiras enquanto os aumentos salariais têm sido mínimos. Há alguns dias, enquanto as acções da Corticeira Amorim eram negociadas em alta na Bolsa, com um encaixe financeiro de 43,7 milhões de euros, decorria a 3ª reunião de negociações do CCT (Contrato Colectivo de Trabalho) do sector, com a associação patronal (APCOR) a apresentar uma proposta de 14,73 euros para actualização salarial (Grupo XIV) e 5 cêntimos para o subsídio de refeição, recusando todas as restantes propostas sindicais.
São razões bastantes para a convocação de uma SEMANA DE LUTA CORTICEIRA, de 24 a 28 de Junho de 2019, com greves e concentrações de trabalhadores/as, designadamente, nas 16 Unidades Industriais das empresas:
24 de Junho (greve das 00h00 às 24h00, com concentrações e desfiles):
Amorim & Irmãos, SA – Santa Maria de Lamas
Amorim Top Series, SA – Argoncilhe
Granorte – Revestimentos de Cortiça, SA – Rio Meão
Unidade Industrial Champcork (Amorim & Irmãos, SA) – Santa Maria de Lamas
Unidade Industrial De Sousa (Amorim & Irmãos, SA) – Santa Maria de Lamas
Amorim – Distribuição, SA – Santa Maria de Lamas
PortoCork Internacional, SA – Santa Maria de Lamas
Vasconcelos & Lyncke, SA – Santa Maria de Lamas
CONCENTRAÇÃO 24 Junho – 15h00 – frente à APCOR (S.M. Lamas)
25 e 26 de Junho (greve das 00h00 às 24h00 de 25/6 e turno das 21h00 de 25/6 às 05h00 de 26/6):
Amorim Revestimentos, SA (2 unidades) – S. Paio de Oleiros.
CONCENTRAÇÃO 25 Junho – 12h00 – junto à empresa Amorim – Revestimentos e CONFERÊNCIA DE IMPRENSA, com a presença do Secretário-geral da CGTP-IN
26 de Junho (greve das 00h00 às 24h00, com concentrações):
Unidade Industrial de Coruche (Amorim Florestal, SA) – Coruche
Unidade Industrial Equipar (Amorim & Irmãos, SA) – Coruche
Unidade Industrial de Vendas Novas (Amorim Isolamentos, SA) – Vendas Novas
27 de Junho (greve das 00h00 às 24h00, com concentrações):
Unidade Industrial de Salteiros (Amorim Florestal, SA) – Salteiros
Unidade Industrial de Ponte Sôr (Amorim Florestal, SA) – Ponte Sor.
28 de Junho (greve das 00h00 às 24h00, com concentração):
ACC – Amorim Cork Composites, SA – Mozelos.
A FORÇA DA RAZÃO É A RAZÃO DA NOSSA LUTA:
Actualização salarial digna e justa de 23 euros (Grupo XIV), que corresponde a 3%;
Actualização do subsídio de refeição para 6 euros diários; 25 dias úteis de férias;
Alargamento das diuturnidades para todos os trabalhadores;
Pagamento de complemento de subsídio de doença profissional;
Introdução de nova cláusula sobre o combate e proibição do assédio;
Melhoria geral das condições de trabalho em cada empresa.
Legislação do trabalho: pela reposição do tratamento mais favorável e o fim da caducidade das convenções colectivas de trabalho!
Contra as propostas gravosas do governo e do patronato!
GRANDE MANIFESTAÇÃO / CGTP-IN – 10 Julho – Praça da Figueira para a Assembleia da República – Lisboa
Semana de luta no sector corticeiro
Apresentando Apresentando anualmente lucros de milhões, a Corticeira Amorim continua, no âmbito da APCOR, Associação Patronal que representa o sector corticeiro, a insistir em propostas de aumentos salariais de miséria.
Assim, a FEVICCOM (Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro), o SOCN (Sindicato dos Operários Corticeiros do Norte) e o STCCMCS (Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Cerâmica, Cimentos e Similares, Construção, Madeiras, Mármores e Cortiças do Sul e RA) avançaram com a convocação de uma semana de luta corticeira. Esta acção consistirá num conjunto de greves e concentrações em 16 unidades industriais do grupo Amorim. Há pré-aviso de greve para o dia 27 deste mês para os trabalhadores das unidades industriais de Salteiros e Ponte de Sôr.
Com esta jornada de luta os trabalhadores exigem: actualização salarial digna e justa de 23 euros (Grupo XIV), que corresponde a 3%; actualização do subsídio de refeição para 6 euros diários; 25 dias úteis de férias; alargamento das diuturnidades para todos os trabalhadores; pagamento de complemento de subsídio de doença profissional; introdução de nova cláusula sobre o combate e proibição do assédio; melhoria geral das condições de trabalho em cada empresa.
No próximo dia 10 de Julho, também os trabalhadores do sector corticeiro estarão em luta contra a legislação do trabalho: pela reposição do tratamento mais favorável e o fim da caducidade das convenções colectivas de trabalho e contra as propostas gravosas do governo e do patronato, na manifestação convocada pela CGTP-IN.
Semana de Informação e Esclarecimento
A USS/CGTP-IN irá em conjunto com os sindicatos seus filiados realizar uma semana de informação e esclarecimento entre os dias 17 e 24 de Junho de 2019. Continuar a ler
Trabalhadores do sector social em greve também no Alto Alentejo
Os trabalhadores das IPSS e das Misericórdias estão hoje em greve para exigir melhores salários, melhores condições de trabalho e respeito pelos seus direitos.
Apesar de o Tribunal Arbitral ter decidido que devem assegurar os serviços mínimos 50%+1 dos trabalhadores em cada turno, a adesão à greve no distrito de Portalegre levou ao encerramento da creche da Santa Casa da Misericórdia do Gavião.
De notar que os serviços mínimos estabelecidos limitam o direito à greve já que em várias instituições os turnos são composto por apenas 2 trabalhadores o que significa que ambos são obrigados a assegurar os serviços mínimos.
Ainda assim, os trabalhadores, corajosa e determinadamente, aderiram à greve convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Estado, demonstrando o seu descontentamento.
Corticeira Amorim: Acções em alta, Salários em baixa!
CORTICEIRA AMORIM: Acções em alta na Bolsa, Salários em baixa nas negociações!
No mesmo dia em que as acções da Corticeira Amorim eram negociadas em alta na Bolsa, com um encaixe financeiro de 43,7 milhões de euros, decorriam as negociações salariais do CCT do sector, com a associação patronal a apresentar uma proposta de 14,73 euros para os salários e 5 cêntimos para o subsídio de refeição, recusando todas as restantes propostas sindicais no sentido da melhoria das condições de trabalho. Esta recusa patronal significa: a recusa dos 25 dias úteis de férias; a manutenção da discriminação nas diuturnidades (não abrangem os trabalhadores fabris); o não pagamento do complemento por doença profissional e a não inclusão de uma cláusula nova sobre o combate ao assédio nas empresas corticeiras. São razões bastantes, com base no mandato dos trabalhadores, para a convocação de uma Semana de Luta de 24 a 28 de Junho, com uma greve nacional do sector e diversas concentrações de rua, para demonstrar que a força da razão é a razão da nossa luta! E havemos de vencer!
A Direcção Nacional da FEVICCOM
6 de Junho de 2019
Presidente da Camâra Municipal do Crato recusa ceder instalações para a realização de um plenário convocado pela Comissão Sindical do STAL
Afirma a CGTP-IN e muito bem que direitos que não se exercem perdem-se. Mas e quando o próprio exercício de direitos está em causa? É o que acontece com cada vez mais frequência nos locais de trabalho.A repetir-se a “indisponibilidade” de espaço para a realização de plenário sindical, o mesmo terá lugar à porta da Câmara.
Continua a negociação salarial com a APCOR
O STCCMCS – Sindicato dos Trabalhadores das Industrias de Cerâmica, Cimentos e Similares, Construção, Madeiras, Mármores e Cortiças do Sul e Regiões Autónomas da CGTP-IN iniciou uma acção de divulgação do ponto de situação da negociação colectiva com a APCOR, junto dos trabalhadores corticeiros do nosso distrito.
A APCOR é a associação patronal do sector da cortiça, dominada pelo grupo Amorim.
Entre as várias posições assumidas pelo sindicato, destacam-se os aumentos salariais de 3,25%, o aumento do subsídio de alimentação para 6 Euros e as diturnidades. A APCOR contrapôs uma proposta de aumento salarial de 1,4%, um aumento do subsídio de alimentação para 5,60 Euros e não aceita as diturnidades.
O STCCMCS denuncia que, a mesma empresa que lidera as negociações do sector, recusando uma diferença de 14 Euros por mês de aumento salarial, de 40 cêntimos no subsídio de alimentação e recusa o pagamento de diturnidades, regista lucros anuais de milhões e continua a investir em obras cujo objectivo é a publicidade de uma marca que vive da exploração da força de trabalho de centenas de trabalhadores.
STAL denuncia perda de valências da VALNOR e alerta para os perigos da verticalização da água no distrito de Portalegre

O Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local, Empresas Concessionárias e afins avançou com uma acção de denuncia do que se passa na VALNOR e no abastecimento de água em baixa no distrito de Portalegre.
Perda de valências coloca postos de trabalho e ambiente em risco
É já do conhecimento dos Municípios que a VALNOR deixará de recolher os resíduos depositados nos grandes contentores localizados um pouco por todos os concelhos e mesmo freguesias da nossa região. A recolha destes contentores, destinados ao depósito de grandes detritos como os resultantes da construção e outros de grandes dimensões, exige equipamento próprio de que as autarquias não dispõem. Por outro lado, nada se diz acerca do destino dos 25 trabalhadores da VALNOR afectos a este serviço.
A Água é um bem público e não um negócio!
Acentuam-se as pressões para a verticalização do sistema de abastecimento da água em baixa, ou seja, até ao consumidor. Apenas os Municípios de Avis, Monforte e Portalegre, além de Campo Maior e Elvas onde o abastecimento da água em baixa está já privatizado ao grupo Aqualia, se mostraram indisponíveis para a agregação dos seus sistemas. O STAL alerta: este é o principio de um processo de perda de autonomia e decisão de cada município em relação à água e que irá inevitavelmente conduzir ao aumento de preços, à perda de qualidade e de direitos laborais.

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