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Defender os CTT no Distrito de Portalegre e no País

P_20171124_102532-min P_20171124_110536-min P_20171124_113557-minDirigentes sindicais do SNTCT – Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e das Telecomunicações e da USNA – União de Sindicatos do Norte Alentejano, concentraram-se hoje, durante a manhã, junto aos CTT em Ponte de Sôr.

Durante a acção foi distribuído um comunicado à população denunciando o assédio e perseguição contra dois trabalhadores para que estes aceitam uma proposta de rescisão que conduzirá a uma maior degradação do serviço de correio prestado em Ponte de Sôr. No concelho, o correio já não é distribuído diariamente à semelhança de muitos outros no distrito de Portalegre.

Desde a sua privatização que a prioridade dos CTT, um dos melhores e mais fiáveis serviços de correio do mundo, deixou de ser a prestação de um serviço de qualidade à população. O objectivo dos fundos de investimento e grupos económicos accionistas dos CTT é o lucro.

O lucro foi o que motivou a redução do número de carteiros e a alteração do seu horário. Não há muito tempo o correio chegava a casa das pessoas no período da manhã e diariamente. No entanto, desde 2009 que o número de trabalhadores no país caiu de 15 para 10 mil e a empresa já anunciou que pretende reduzir ainda mais, pelo menos mais 300. Aos trabalhadores com que a empresa pretende “rescindir” juntar-se-ão as aposentações, a uma média de 20 a 25 por mês, já que a última vaga de contratações através de contratos por tempo indeterminado (os chamados trabalhadores do quadro) foi em 2008. Mas a poupança da empresa não se fica pelo número de trabalhadores. Ao longo dos anos perderam-se subsídios e direitos conquistados com décadas de luta e unidade dos trabalhadores. Os horários dos carteiros foram sendo sucessivamente atrasados com o objectivo de deixar de pagar o acréscimo remuneratório do trabalho nocturno.

Além de serem cada vez menos, os trabalhadores dos CTT têm vínculos cada vez mais precários. À medida que os trabalhadores com vínculos permanentes se vão aposentando ou sendo pressionados para “rescindir amigavelmente”, alguns deles vão sendo substituídos por trabalhadores com contrato de trabalho a termo certo, ou seja, a prazo, e por agências de prestadores de serviço, com trabalhadores a recibos verdes. Os CTT da cidade de Portalegre, por exemplo, funcionam com 10 trabalhadores contratados por tempo indeterminado e 11 trabalhadores com vínculos de trabalho precário. O SNTCT estima que 30% dos trabalhadores dos CTT no distrito de Portalegre estão a recibos verdes através de agencias de prestadores de serviço.

A precarização das relações laborais tem como objectivo não só o aumento da margem de lucro mas também fragilizar a unidade e a capacidade de resistência dos trabalhadores à degradação das suas condições de trabalho e do serviço que prestam.

É preciso alertar as populações, sobretudo nos territórios de baixa densidade como é o distrito de Portalegre, que a ânsia de lucro dos fundos de investimento e grupos económicos que dirigem agora os CTT não terá fim. Não é difícil prever qual o futuro pensado para os balcões dos CTT em pequenas vilas como Avis e Fronteira, entre outras, que servem menos de 5000 habitantes, com poucos recursos económicos para adquirir o crescente número de produtos à venda nestas “lojas”.

O estado nunca deveria ter perdido o controle deste importante serviço público. Os CTT são imprescindíveis, constituem uma forma de combater o isolamento de muitas populações e esta situação urge ser revertida.

Greve dos trabalhadores do sector da saúde também no distrito de Portalegre

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Os trabalhadores do sector da saúde, administrativos e auxiliares, estiveram hoje em greve, pelo descongelamento e reconhecimento das suas carreiras, pelas 35 horas para todos e pela contratação de mais trabalhadores para serviços que funcionam muitas vezes em serviços mínimos.

No distrito de Portalegre, registou-se adesão à greve em vários serviços dos hospitais e dos centros de saúde, não sendo, por exemplo, possível a realização de consultas no Centro de Saúde do Crato.

No Hospital de Portalegre, no turno da noite a adesão à greve foi de 25%. No Hospital de Elvas a adesão foi total no sector administrativo e de 60% nos auxiliares durante o turno da noite. Durante o dia a adesão foi menor.

 

Milhares na rua pela valorização do trabalho e dos trabalhadores

manif_18nov2017-minTrabalhadores de vários sectores do distrito de Portalegre juntaram-se a muitos milhares de outros, em Lisboa, este sábado, numa grande acção de afirmação da força dos trabalhadores portugueses, pela valorização do trabalho e dos trabalhadores.

trenyaNeste dia decorreu também em Madrid uma manifestação em defesa da ferrovia, organizada pelos sindicatos da Extremadura Espanhola, CCOO e UGT Extremadura, com a qual, no âmbito da Comissão Sindical Interregional (CSIR), a CGTP-IN manifestou a sua solidariedade.

Greve dos professores com impacto também no distrito de Portalegre

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O descontentamento dos professores foi hoje visível em todo o país.

Milhares de professores em greve, vários do distrito de Portalegre, concentraram-se em Lisboa, frente à Assembleia da República, protestando contra a discriminação de que estão a ser alvo no processo de descongelamento das carreiras da administração pública.

No distrito de Portalegre a adesão à greve foi de 100% em 10 escolas: 1º CEB de Alter do Chão, JI da Esperança em Arronches, JI da Boa Fé, 1º CEB e JI de Alcáçovas em Elvas, 1º CEB/ JI de Castelo de Vide, EB J.P. Andrade e 1º CEB de Longomel em Ponte de Sôr, EB1 Assumar e EB1 Vaiamonte em Monforte. Em muitas outras registou-se uma adesão superior a 50%: EBI/JI Stº António das Areias em Marvão, ES D.Sancho II em Elvas, 1º CEB da Boa Fé em Elvas e Agrupamento de Ponte de Sôr. Além do impacto bem visível nestas escolas em várias outras houve professores em greve: EB 2,3 N.S. Luz em Arronches, ES S. Lourenço em Portalegre, EB 2,3 da Boa Fé em Elvas, Agrupamento de Fronteira, Agrupamento de Nisa, EB de Monforte e EB 2,3 de Avis.

A luta dos professores teve resultado imediato, já que, durante o debate na Assembleia da República, a Secretária de Estado da Educação anunciou que irá negociar com os sindicatos o processo de descongelamento das carreiras dos professores.

Continuam as acções de mobilização dos trabalhadores para a luta

montagem fotografica-min A uma semana da Manifestação Nacional convocada pela CGTP-IN, a União dos Sindicatos do Norte Alentejano participou já, juntamente com as estruturas sindicais de cada local de trabalho, em várias acções de contacto com os trabalhadores do distrito de Portalegre.

Estas acções de contacto têm como objectivo divulgar os percursos e locais de embarque dos autocarros organizados pelo movimento sindical unitário do Distrito de Portalegre.

Todos os trabalhadores, de todos os sectores, e suas familias estão convidados para esta jornada de luta. Uma jornada de afirmação da força, unidade e luta dos trabalhadores. Uma jornada de afirmação da necessidade de ir mais longe nos aumentos salariais. Uma jornada de defesa dos serviços públicos, do direito a conciliar trabalho e familia e da contratação colectiva por via da qual, como os Sindicatos da CGTP-IN têm dado conta, os trabalhadores têm conseguido com a sua luta organizada, que muitos locais de trabalho, como a Amorim, apresentassem já os 600 Euros como salário minimo praticado .

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No próximo dia 18 de Novembro, todos à Manifestação Nacional em Lisboa

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A União dos Sindicatos do Norte Alentejano está a organizar transporte para todos os que queiram participar na jornada de luta do próximo dia 18 de Novembro em Lisboa, convocada pela CGTP-IN.

Estão já disponíveis dois percursos com várias paragens em oito concelhos diferentes do distrito de Portalegre.

Até dia 18 de Novembro, decorrerão acções em vários locais de trabalho com o objectivo de divulgar esta luta e as suas razões: a valorização do trabalho e dos trabalhadores, pelo aumento geral dos salários, pelo direito à contratação colectiva, contra a precariedade, pelo emprego com direitos, contra a desregulação dos horários de trabalho, pelo direito à conciliação entre a vida familiar e profissional, pela valorização dos serviços públicos.

Caderno Reivindicativo aprovado nos Refeitórios dos Hospitais de Elvas e de Portalegre

plenário_elvas19092017-minFoi esta semana aprovado o caderno reivindicativo dos trabalhadores das cantinas, bares e refeitórios dos Hospitais de Elvas e de Portalegre.

As dirigentes e delegadas sindicais do Sindicato dos Trabalhadores na Industria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Sul convocaram plenários para os refeitórios de ambos os Hospitais.

Nestas reuniões, onde participou a coordenadora do Sindicato, Maria das Dores Gomes, os trabalhadores aprovaram um documento onde constam todas as suas reivindicações. Este caderno reivindicativo corporiza as lutas nacionais da CGTP-IN como a valorização geral dos salários tendo como salário mínimo os 600 Euros, o cumprimento da contratação colectiva e o combate à precariedade mas também contempla problemas concretos destas duas unidades que em Abril deste ano foram concessionadas à Uniself.

Foi ainda aprovado em plenário o envio deste documento não só para a Uniself mas também para o Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA).

 

Transporte ferroviário de passageiros de volta à Linha do Leste

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Foi com uma enorme satisfação que a União dos Sindicatos do Norte Alentejano (USNA) assistiu hoje à passagem do comboio em Portalegre.

Desde o encerramento desta linha em 2011 que a USNA lutava pela sua reabertura, mobilizando estruturas de vários sectores e trabalhadores do distrito e unindo esforços com o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário (SNTSF) da CGTP-IN e com estruturas sindicais espanholas, como as CCOO e a UGT da Extremadura.

Recuperado parcialmente em 2015 devido a um protocolo, foi só em Janeiro de 2016 que as aspirações da população do distrito foram correspondidas com o retorno do transporte ferroviário de passageiros na totalidade da linha do Leste a ser aprovado por unanimidade na Assembleia da República.

O comboio tardou mas não falhou o que é mais uma prova de que é preciso não desistir e continuar a defender o direito dos trabalhadores do nosso distrito e suas familias à mobilidade, a serviços públicos de qualidade e a viver e trabalhar no Norte Alentejano.

INAUGURAÇÃO DA DELEGAÇÃO SINDICAL CONJUNTA DA CGTP-IN EM ELVAS COM A PRESENÇA DO SECRETÁRIO-GERAL ARMÉNIO CARLOS

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É já nesta sexta-feira, dia 16 de Junho, que terá lugar, pelas 17h30, a inauguração das novas instalações da Delegação Sindical Conjunta em Elvas, com a presença do Secretário-Geral da CGTP-IN, Arménio Carlos.

Nesta delegação, à semelhança do que acontecia na Rua Alferes Cristóvão também em Elvas, funcionarão os serviços de atendimento e contencioso de 5 sindicatos da CGTP-IN: o CESP, Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal, a Hotelaria, Sindicato dos Trabalhadores da Hotelaria, Turismo, Restauração e Similares do Sul, o SINTAB, Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal, o SITE, Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Sul e o SIESI, Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e Ilhas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PROFESSORES DE PORTALEGRE PREPARAM-SE PARA A GREVE DE DIA 21 DE JUNHO

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O Sindicato dos Professores da Zona Sul – SPZS/Fenprof – vai realizar um Plenário Distrital para todos os docentes do distrito de Portalegre no dia 13 de Junho, às 16.30 horas, na Eb 2,3 José Régio, em Portalegre.

Neste plenário sindical, o SPZS irá esclarecer as muitas questões que lhe estão a ser colocadas por docentes das várias escolas do distrito. De facto, a confirmação da greve de dia 21 de Junho a todo o serviço docente, é algo que muitos esperavam e vem na sequência da falta de resposta do Ministério da Educação a questões que há muito se colocam e são problemas que, direta ou indiretamente, afetam os alunos, tais como:

  • Horários de trabalho que deverão ser reorganizados, sob pena de os professores, com a sobrecarga burocrática e um conjunto de outras tarefas a que estão obrigados, não poderem dar o seu melhor no que é essencial: o trabalho com os alunos. Os professores estão a trabalhar, em média, mais de 46 horas semanais.
  • Desgaste dos profissionais decorrente do que antes se refere, mas também do envelhecimento da profissão, problema contra o qual nada tem sido feito, apesar de se reconhecerem os efeitos negativos na atividade docente. Os sindicatos da FENPROF têm proposto um regime especial de aposentação para profissionais que estão obrigados a trabalhar mais de 40 anos, sob pena de sofrerem penalizações fortíssimas. Ora, ninguém contesta que a escola precisa, urgentemente, de uma forte renovação geracional.
  • Precariedade, que afeta mais de 20% dos professores, bem acima da média nacional. O processo de vinculação extraordinária que decorre, deixa de fora mais de 80% dos que têm vínculos precários, alguns há mais de 10 ou 20 anos. Obviamente que essa instabilidade se reflete no desempenho profissional dos docentes, em particular em momentos que são mais exigentes, como o final de cada ano letivo, período em que o professor está a terminar o contrato, desconhecendo o que lhe reserva o futuro próximo.
  • Desvalorização material da profissão, nomeadamente devido ao congelamento das carreiras nos últimos 7 anos, sem progressões, sem atualizações, com cortes, com uma elevada carga fiscal e sem valorização e reconhecimento da atividade docente.

Portanto, contrariamente ao que se tem ouvido, o que, verdadeiramente, prejudica os alunos não é a realização de um dia de greve pelos professores, mas sim a não resolução dos problemas que levaram os professores a convocar esta greve.

O SPZS realizou já várias visitas às escolas do distrito, sendo de registar, da parte dos professores, uma grande determinação na realização de greve no dia 21, caso o ME não aceite negociar ou não resulte nada de concreto da negociação.

A Direção Distrital de Portalegre do Sindicato dos Professores da Zona Sul/ Fenprof