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Notícias e actualidade

Gestamp e AIS com Aumentos de Salários

df13c5d28083eb6f8042ca1501858a2c.0Os trabalhadores destas empresas do distrito de Évora fornecedoras da indústria automóvel conquistaram em 2020 aumentos dos salários e melhorias de outras condições de trabalho, através da luta.

Trabalhadores da Gestamp em Vendas Novas, após a fábrica parada 3h30 em Janeiro, e um processo negocial iniciado em Outubro, chegaram este mês a acordo com a empresa, com vista à melhoria das condições de vida e trabalho no futuro.

Os trabalhadores decidiram aprovar um acordo que representa um crescimento mensal de 50 euros (45 de salário + 5 de refeição), mais um prémio trimestral de 75 euros relativo à assiduidade e o pagamento de 90% das horas trabalhadas ao Sábado a 150% de acréscimo sobre a remuneração normal, mantendo todos os direito conquistados nos acordos anteriores.

Na AIS Portugal em Montemor-O-Novo a intervenção do SITE Sul tem sido sempre o motor da melhoria das condições de trabalho. Em Novembro Sindicato reuniu com representantes da direção da empresa para apresentar as reivindicações para o ano 2020 subscritas por 129 trabalhadores, através de um abaixo-assinado.

Das reivindicações fazia parte a exigência de aumento geral dos salários de todos os trabalhadores em 90 euros, a regularização das categorias profissionais, o fim dos contratos através de empresas de trabalho temporário, entre outras, e constava também a exigência do pagamento do trabalho noturno a partir das 20H00.

Esta medida que sempre foi praticada pelas várias empresas do sector onde os trabalhadores se organizam no seu Sindicato de classe para lutar pelos direitos, passa em 2020 a ser praticada também na AIS Portugal Lda, assim como um aumento de 35 euros do salário, e 40 cêntimos do subsídio de refeição, numa clara cedência às reivindicações sindicais. Mas falta responder a outras questões que continuaremos a exigir, nomeadamente o prémio anual de 1 salário para todos os trabalhadores, dados os bons resultados da empresa.

Valorizar os trabalhadores!

aisAlguns dos trabalhadores da GI Group concentraram-se no dia 8 de Fevereiro à porta da AIS Portugal Lda. discutindo a exigência de reunião com os representantes da empresa de trabalho temporário, para reivindicar os seus direitos.  

Estes trabalhadores prestam serviço na AIS Portugal Lda. ao fim-de-semana, dias que não são de trabalho normal, mas que assim são encarados por estas duas entidades. Estes trabalhadores exigem em primeiro lugar reunir com a empresa nos dias em que prestam serviço na mesma e ser tratados com respeito e dignidade e não através de sms, ou de exigências de deslocação ao local de trabalho em dias que não são dias de prestação de serviço.

A prestação de serviço em dias de trabalho extraordinário é paga a estes trabalhadores como prestando trabalho normal, sendo inclusivamente discriminados no caso no subsídio de refeição e no pagamento das horas noturnas em valores diferentes aos trabalhadores com vínculos efectivos à AIS Portugal Lda.

O Sindicato SITE Sul continua recusar que o Sábado e o Domingo sejam tratados como dias de trabalho normal, reivindicando que a luta deve ter por base a exigência de salários dignos para todos os trabalhadores e o fim das discriminações entre trabalhadores da AIS, Randstad e GI Group. É inaceitável que estas empresas tenham trabalhadores a trabalhar ao domingo retribuindo-os como sendo um dia normal de trabalho, sem acesso a formação e a medicina e saúde no trabalho.

Mínimo na Metalo-Nicho acima dos 850€

Metalo nichoOs trabalhadores da Metalo-Nicho SA, empresa do sector metalúrgico instalada no Parque Industrial de Arraiolos, viram em 2020 os seus salários serem aumentados entre 40 e 60 euros, o que levou a que todos tenham ficado com salário superior a 850 euros.

O sindicato relata num comunicado que, no final de 2019, reunidos em plenário, os trabalhadores discutiram as reivindicações a apresentar à empresa para o ano 2020. Nesse mesmo dia os trabalhadores mantiveram-se em plenário, enquanto os seus representantes, delegados e dirigentes sindicais, entregaram de imediato o Caderno Reivindicativo à Direcção da empresa. Sobre alguns dos pontos foi possível obter respostas positivas.

O SITE Sul salienta que os resultados alcançados provam que é possível as empresas darem respostas positivas às reivindicações dos trabalhadores e corresponder ao objectivo da CGTP-IN de alcançar a breve prazo um salário mínimo de 850 euros para todos os trabalhadores, respeitando a actualização anual dos salários.

Fonte: SITE-SUL

Os trabalhadores da Construções Sá Machado, sentem-se roubados nos seus créditos!

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A Homologação do Plano de Recuperação da Empresa de Construção Sá Machado, com Sede em Prado, Vila Verde, do Distrito de Braga fere todos os princípios da legalidade, da ética, do respeito devido aos trabalhadores e por ser uma empresa que se encontra num Distrito com fama de ser católico e em que os seus fundadores se perdiam e achavam nas obras e nas iniciativas do poder religioso baseado no Episcopado Bracarense, enferma também e despudoradamente de falta à Moral que muitos tanto gostam de serem conotados!

O dito Plano propõe e prevê, pagar apenas 45% dos créditos laborais aos trabalhadores, quando a lei, em especial a Constituição da República Portuguesa, no seu artigo 59º, nº 3 determina que os salários gozam de privilégios especiais;

Os trabalhadores sentem-se roubados em 55% do valor dos seus créditos vencidos e já reclamados; porque os créditos laborais são, a par dos créditos da Segurança Social e do Fisco, créditos privilegiados;

A indignação dos trabalhadores sobe assustadoramente quando mesmo reduzindo 55% dos seus direitos, a empresa aponta no dito Plano, que os 45% que se propõe pagar o será em 3 prestações anuais, com início do pagamento 5 anos após o Trânsito em Julgado da sentença de homologação do Plano, obrigando ainda os trabalhadores a perdoarem os juros vencidos e vincendos!

Por outras palavras, na melhor das hipóteses, os trabalhadores têm de esperar 8 (oito) anos para receberem os seus créditos.

É pertinente perguntar como pode o Tribunal ignorar este autêntico assalto aos direitos dos trabalhadores, ademais sabendo que o dito Plano inscreve nas suas propostas que para alem de pagar na integra todos os créditos da Segurança Social e da Autoridade Tributária, com juros vincendos e ainda constituírem garantias patrimoniais móveis e imóveis através de hipotecas voluntárias.

Mas, para que fique bem claro que este Plano mais parece concebido para malhar nos trabalhadores, nos seus direitos e no sustento das suas famílias, é que a devedora fica com a liberdade de dispor de todos os seus bens, propõe-se constituir novas empresas e passar o património para as mesmas!

Por tudo o que acima se denuncia os trabalhadores esperam e anseiam que a denuncia destes atropelos e desta violência emanada de procedimentos processuais, jurídicos e Parcialidade dos Tribunais não fique no segredo dos deuses e mereçam a condenação dos Órgãos de Comunicação Social e da Opinião Pública em geral.

FONTE:  Sindicato dos Trabalhadores da Construção, Madeiras, Mármores, Pedreiras, Cerâmica e Afins, da Região a Norte do Rio Douro

Trabalhadores das pedreiras em luta

PEDREIRAS

Trabalhadores mineiros e das pedreiras vão amanha quarta-feira dia 29 de Janeiro, a Lisboa, entregar um abaixo-assinado com centenas de assinaturas a exigir eliminação do factor de sustentabilidade no regime especial de antecipação de reforma, bem como a alteração do calculo para a reforma.

Através da reivindicação, participação e luta, os trabalhadores das PEDREIRAS e da TRANFORMAÇÃO (Mármores e Granitos) conquistaram, em 2019, a possibilidade de se reformarem antecipadamente a partir dos 50 anos de idade.

Foi uma conquista longa e que resulta da luta!

Mas a luta não acabou, pois esta antecipação da reforma veio acompanhada da penalização através do factor de sustentabilidade que provoca um corte no valor mensal da pensão de quase 15%.

Esta situação é injusta e necessita de ser alterada! Só a luta é o caminho!

Esta Concentração realiza-se a partir das 11h00, em Lisboa, frente ao Ministério do Trabalho (Praça de Londres), que será antecedida de um desfile a partir do Teatro Maria Matos, conta com a presença de representantes sindicais e do Secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos.

FONTE: SINDICATO DOS TRABALHADORES DAS INDÚSTRIAS DE CERÂMICA, CIMENTOS E SIMILARES, CONSTRUÇÃO, MADEIRAS, MÁRMORES E CORTIÇAS DO SUL E REGIÕES AUTÓNOMAS

31 JANEIRO MANIFESTAÇÃO NACIONAL DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

200106_Cartaz_Manif31Jan-AP-STAL_min_3f22dApós uma década sem aumentos salariais, o governo insiste em retirar poder de compra aos trabalhadores da Administração Pública, apresentando uma proposta insultuosa!

Basear os aumentos de salários em qualquer valor de inflação é, por si só, uma farsa que os trabalhadores não podem aceitar e que concretizaria o 11.º ano consecutivo de retrocesso salarial.