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Notícias e actualidade

Solidariedade com a luta na Escola André de Gouveia

26805472_10155616801849270_5349677539926875608_nDirigentes do Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas e da USDE/CGTP-IN estiveram presente, junto dos Trabalhadores da Escola André de Gouveia em Évora, ontem dia 17 na Acção de protesto à porta desta escola, manifestando o sua solidariedade e apoio activo que este Sindicato tem vindo a desenvolver, Acções de protesto á porta Ministério da Educação, com manifestações e Greves com uma adesão enorme por parte dos trabalhadores das escolas, sobretudo os assistentes operacionais que hora a hora, dia a dia, sentem a pressão para fazerem todo o trabalho, que deveria ser, e já foi feito pelo dobro ou o triplo dos trabalhadores, que agora existem para as mesmas funções e nas mesmas escolas.

A Direcção distrital do sindicato no início deste ano lectivo fez um ofício dirigido à DGEE/DSR Alentejo onde para além de descriminar os problemas e os perigos existentes nas escolas do distrito de Évora as causas pelas quais eles existem, reafirmamos, o quanto estes trabalhadores tem lutado para a sua resolução e ano após ano, esbarrando sempre com a falta de vontade pela parte dos governos que criaram estes mesmos problemas, para os resolver, pelo contrário continuam a mesma lógica, penalizando toda a comunidade escolar em geral e aos trabalhadores assistentes operacionais em particular, bastando para tal verificar a quantidade de faltas por doença que afecta de forma grave, muitos destes Trabalhadores, alguns para o resto das suas vidas, com consequências também para as suas Famílias.

Descrevemos parte do referido ofício.

Não há Trabalhadores Assistentes Técnicos Operacionais: Que assegurem a vigilância indispensável dos Alunos; Que assegurem a limpeza e higiene no interior das escolas que respeite a saúde de todos, profissionais e alunos;

Que mantenham permanentemente, todos os espaços exteriores das escolas que se possam considerar dignos e identificados com o local onde se ensina e se aprende, incluindo o respeito e os cuidados como devem tratar o Ambiente e os Espaço Públicos.

Que acompanhem Crianças com deficiência que exigem formação específica e permanente atenção e disponibilidade destes profissionais;

Que acompanhem com vigilância e especial atenção os alunos que por alguma razão são mandados sair das salas de aulas.

Verifica-se também em muitas escolas a falta de Trabalhadores Assistentes Técnicos, tendo alguns destes, trabalhar até mais tarde ou levar trabalho para casa.

Mais uma vez remetemos toda a responsabilidade por alguma questão que venha a acontecer nas Escolas do Distrito para os responsáveis da Educação neste País MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, no Distrito DGEESTE Alentejo.”

Os Trabalhadores e o seu Sindicato irão continuar a Lutar contra as razões de fundo que levam a que tudo isto aconteça.

Contra a Municipalização das Escolas;  a Privatização de Serviços das Escolas, como Cozinhas, Cantinas, Bares e Limpeza; a Falta de Pessoal nas Escolas e a falta de condições nas Escolas

POR UMA ESCOLA PÚBLICA E DE QUALIDADE, COMO ESTÁ CONSAGRADA NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA

A Direcção Distrital do STFPSSRA

Hospital de Évora converte contratos de substituição em contratos sem termo

hospitalA administração do Hospital do Espírito Santo, de Évora, decidiu converter os contratos de substituição em contratos sem termo. O SEP Sindicato dos Enfermeiros Portugueses congratulou-se com esta decisão que honra o compromisso assumido com o SEP e com os enfermeiros.

A conversão destes contratos vem ao encontro do que sempre defendemos e é o reconhecimento do direito dos enfermeiros a um vínculo estável quando estão no exercício e respondem a necessidades próprias dos serviços.

Continuaremos a exigir a admissão de mais enfermeiros porque a regularização da situação contratual destes colegas não aumenta o número de horas de cuidados de enfermagem necessários nos serviços.

Trabalho extraordinário programado

Consideramos que, em último recurso, é preferível o recurso a trabalho extraordinário programado que diminuir o número de enfermeiros por turno/seguir turno.

Reiteramos a exigência da contratação em detrimento do trabalho extraordinário. Os enfermeiros estão exaustos e a administração é responsável por criar ambientes seguros e saudáveis que minimizem o especial risco e penosidade a que estamos sujeitos.

Administração assume que faltam cerca de 50 profissionais na instituição e afirma ser sua intenção admiti-los no mais curto espaço de tempo possível.

Fonte: SEP

Aumento Salarial de 3% na Metalo-Nicho

Metalo nichoOs trabalhadores da Metalo-Nicho S.A. reunidos em plenário haviam decidido apresentar à empresa as reivindicações para o ano 2018. De entre as quais a exigência pela aplicação do CCTV (contrato coletivo de trabalho, vertical) entre a AIMMAP e a Fiequimetal; a reposição dos valores do trabalho suplementar praticados antes de Junho de 2012; uma redução progressiva dos horários de trabalho sem perda de retribuição e direitos, de forma atingir as de 35 horas semanais. Continuar a ler

Encontro Nacional da CGTP-IN em Portalegre

P_20171214_114800-min P_20171214_114848-minA CGTP-IN realizou no passado dia 14 de Dezembro, no auditório do Centro de Formação do IEFP em Portalegre, um Encontro Nacional sobre as Assimetrias Regionais e o Interior.

No Encontro participaram mais de 100 dirigentes e delegados sindicais de todo o país e refletiu-se sobre politicas de combate às assimetrias regionais e o caminho a seguir para o progresso social e a coesão territorial.

Tal como o Secretário-Geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, realçou no final desta iniciativa, o movimento sindical unitário revela um profundo conhecimento das condições de vida dos trabalhadores de todo o país, litoral e interior, e não pode ser colocado à margem desta discussão.

 

Defender os CTT no Distrito de Portalegre e no País

P_20171124_102532-min P_20171124_110536-min P_20171124_113557-minDirigentes sindicais do SNTCT – Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e das Telecomunicações e da USNA – União de Sindicatos do Norte Alentejano, concentraram-se hoje, durante a manhã, junto aos CTT em Ponte de Sôr.

Durante a acção foi distribuído um comunicado à população denunciando o assédio e perseguição contra dois trabalhadores para que estes aceitam uma proposta de rescisão que conduzirá a uma maior degradação do serviço de correio prestado em Ponte de Sôr. No concelho, o correio já não é distribuído diariamente à semelhança de muitos outros no distrito de Portalegre.

Desde a sua privatização que a prioridade dos CTT, um dos melhores e mais fiáveis serviços de correio do mundo, deixou de ser a prestação de um serviço de qualidade à população. O objectivo dos fundos de investimento e grupos económicos accionistas dos CTT é o lucro.

O lucro foi o que motivou a redução do número de carteiros e a alteração do seu horário. Não há muito tempo o correio chegava a casa das pessoas no período da manhã e diariamente. No entanto, desde 2009 que o número de trabalhadores no país caiu de 15 para 10 mil e a empresa já anunciou que pretende reduzir ainda mais, pelo menos mais 300. Aos trabalhadores com que a empresa pretende “rescindir” juntar-se-ão as aposentações, a uma média de 20 a 25 por mês, já que a última vaga de contratações através de contratos por tempo indeterminado (os chamados trabalhadores do quadro) foi em 2008. Mas a poupança da empresa não se fica pelo número de trabalhadores. Ao longo dos anos perderam-se subsídios e direitos conquistados com décadas de luta e unidade dos trabalhadores. Os horários dos carteiros foram sendo sucessivamente atrasados com o objectivo de deixar de pagar o acréscimo remuneratório do trabalho nocturno.

Além de serem cada vez menos, os trabalhadores dos CTT têm vínculos cada vez mais precários. À medida que os trabalhadores com vínculos permanentes se vão aposentando ou sendo pressionados para “rescindir amigavelmente”, alguns deles vão sendo substituídos por trabalhadores com contrato de trabalho a termo certo, ou seja, a prazo, e por agências de prestadores de serviço, com trabalhadores a recibos verdes. Os CTT da cidade de Portalegre, por exemplo, funcionam com 10 trabalhadores contratados por tempo indeterminado e 11 trabalhadores com vínculos de trabalho precário. O SNTCT estima que 30% dos trabalhadores dos CTT no distrito de Portalegre estão a recibos verdes através de agencias de prestadores de serviço.

A precarização das relações laborais tem como objectivo não só o aumento da margem de lucro mas também fragilizar a unidade e a capacidade de resistência dos trabalhadores à degradação das suas condições de trabalho e do serviço que prestam.

É preciso alertar as populações, sobretudo nos territórios de baixa densidade como é o distrito de Portalegre, que a ânsia de lucro dos fundos de investimento e grupos económicos que dirigem agora os CTT não terá fim. Não é difícil prever qual o futuro pensado para os balcões dos CTT em pequenas vilas como Avis e Fronteira, entre outras, que servem menos de 5000 habitantes, com poucos recursos económicos para adquirir o crescente número de produtos à venda nestas “lojas”.

O estado nunca deveria ter perdido o controle deste importante serviço público. Os CTT são imprescindíveis, constituem uma forma de combater o isolamento de muitas populações e esta situação urge ser revertida.