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Notícias e actualidade

Faltam enfermeiros no distrito de Portalegre

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O SEP – Sindicato do Enfermeiros Portugueses avalia que fazem falta 150 enfermeiros nos Hospitais de Portalegre, Elvas e Centros de Saúde do distrito de Portalegre.

Face a esta reivindicação, que aponta um número que o sindicato considera o minimo indispensável para evitar a ruptura de serviços e garantir a prestação de um serviço público de saúde de qualidade, a ULSNA – Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano anunciou a contratação de 25 enfermeiros, num concurso público que terminou em dezembro de 2017.

Decorridos 6 meses deste concurso público o Ministério da Saúde autorizou a entrada de apenas 6 enfermeiros, para os 2 hospitais do nosso distrito.

É urgente a contratação de mais enfermeiros em número que permita ao Serviço Nacional de Saúde resolver os graves problemas causados pela carência destes profissionais.

Trabalhadores e utentes têm de se unir pela valorização dos serviços públicos no distrito de Portalegre.

 

Greve dos professores termina hoje com concentrações em todas as capitais de distrito

luta tempo de servico-minProfessores mantêm a disponibilidade para a luta e apoiam a estratégia dos seus sindicatos.

A greve às avaliações pela recuperação de 9 anos, 4 meses e 2 dias de serviço termina hoje, dia 13 de julho, com concentrações em todas as capitais de distrito, em que será discutida a forma de prosseguimento da luta logo no inicio do ano lectivo.

Em Portalegre, valorizando a adesão dos professores do distrito a esta greve que conduziu ao adiamento de dezenas de reuniões de avaliação em várias escolas, a concentração é às 18h no Largo Frederico Laranjo, junto ao Café Central.

 

Forte adesão à Greve Call Center, Fidelidade enfrenta poderosa concentração em Lisboa

ccOs trabalhadores do do call center da fidelidade em Évora, realizaram hoje dia 6 Julho, mais uma grande jornada de luta, responderam com uma grande, coragem, unidade, determinação e confiança à Greve convocada pelo seu sindicato o Sindicato Nacional dos Profissionais de Seguros e Afins (SINAPSA, em que mais de cinco dezenas participaram numa concentração junto à sede da empresa Fidelidade no Largo Calhariz em Lisboa e onde entregaram mais uma vez as suas reivindicações e juntaram-se aos milhares de trabalhadores concentrados na Assembleia da República. RESOLUÇÃO APROVADA

Ser trabalhador do call center da fidelidade significa ter trabalho igual aos trabalhadores da fidelidade mas receber menos de metade do salário, receber menos de metade do subsidio de alimentação, ter um período de trabalho superior que um colega da fidelidade. Significa ter menos dias de ferias, não ter direito a segurança e higiene e saúde no trabalho, não ter contratação colectiva como os colegas da fidelidade.

Mas não ficamos por aqui… os trabalhadores do call center da fidelidade deparam-se diariamente com outra realidade, a empresa viola diariamente o código do trabalho quando praticamente nos obriga a fazer banco de horas por forma a ter trabalho gratuito. Horas essas, que em 90% dos casos não são autorizadas quando o trabalhador as precisas gozar. E nesses casos, o trabalhador tem falta e não recebe a remuneração desse dia, mas tem horas positivas, já trabalhou gratuitamente ficando duplamente prejudicado.

Esta empresa tem práticas repugnáveis de tao ilegais que são, os minutos são controlados ao segundo, os horários alterados sem avisos prévios os trabalhadores para irem ao WC têm que pedir autorização e esperar, sendo por vezes abordados para serem moderados no tempo utilizado para esta necessidade que é básica do ser humano.

Eis a seguradora da vanguarda da tecnologia a recorrer ao trabalho sem direitos para dar corpo ao seu desenvolvimento tecnológico e aos seus lucros de milhões por troca de tostões pagos aos trabalhadores.

Foi por isto que nós, trabalhadores do Centro de Atendimento da Fidelidade decidimos, no início deste ano juntarmo-nos ao SINAPSA, sindicato dos profissionais de seguros, e avançar na luta pelos nossos direitos. Hoje somos mais de 200 sindicalizados de um total de 600 trabalhadores e neste momento estão eleitos 5 delegados sindicais.

No passado dia 28 de maio, efectuamos um dia de greve nos centros atendimento da Fidelidade em Évora e Lisboa, com uma adesão superior a 70%.

Este dia de luta, pelo sucesso que representou, desencadeou na empresa uma onda de repressão, massacre e violência que se materializou em processos disciplinares aos trabalhadores que fizeram parte do piquete de greve, alteração de postos de trabalho e marcação de faltas injustificadas num dia em que os trabalhadores estavam ao serviço, numa atitude propositada para criar acentuada perda de rendimento.

Mas nós, trabalhadores do centro de atendimento da Fidelidade, estamos determinados na nossa acção de luta. Hoje fizemos uma concentração junto da sede da Fidelidade, numa acção de protesto em que viemos dizer à Fidelidade que temos direito ao trabalho com direitos.

VIVA A LUTA DOS TRABALHADORES!

Sim à Paz! Não à NATO!

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Pela paz e o desarmamento!

Pelos direitos e rendimentos dos trabalhadores e do povo! 

Não à Cimeira da NATO – não ao militarismo e à guerra!

 

O governo do PS quer manter e aprofundar o envolvimento do país no militarismo e na guerra, deixando degradar as nossas condições de trabalho e de vida e comprometendo o futuro do país. O governo do PS – com o apoio do Presidente da República – diz que não há dinheiro para valorizar as carreiras e aumentar salários, para garantir o direito à aposentadoria sem penalizações, para defender e valorizar os serviços públicos e funções sociais do Estado, para o investimento público, para a cultura… mas já há dinheiro para amarrar as nossas forças armadas à estratégia da NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte), da UE (União Europeia) e das suas potências, agredindo e subjugando países e povos e aumentando as despesas militares do país com este fim. 

É necessária uma forte mobilização dos trabalhadores para denunciar estas prioridades do governo e defender uma outra política, desde já no dia 6 de Julho, em frente à Assembleia da República. 

E é necessária dar-lhe continuidade nos Actos Públicos pela Paz e contra a NATO – que realiza a sua Cimeira em Bruxelas, na Bélgica, a 11 e 12 de Julho. 

Vamos defender a paz e rejeitar o anunciado reforço da acção belicista da NATO, realizando Actos Públicos nas seguintes localidades e datas:

-      Lisboa (9 de Julho, 18h – Largo Camões)

-      Porto (12 de Julho, 18h – Rua de Stª Catarina)

-      Évora (7 de Julho, 11h – Praça do Giraldo)

-      Coimbra (10 de Julho, a partir das 15h – Praça 8 de Maio)

-      Faro (10 de Julho, 18h – Rua de Stº António)

O militarismo e a guerra servem os interesses do grande capital contra os trabalhadores e os povos. Defender os nossos direitos e rendimentos e a valorização do trabalho e dos trabalhadores exige a intensificação da luta pela paz, com o seu carácter solidário, de esquerda, patriótico e ao mesmo tempo internacionalista. 

Vamos mobilizar-nos para gritar bem alto e a muitas vozes:

Sim à Paz! Não à NATO!

43 anos de vida e de luta

aniv usna campanha direitos 04072018-minA União dos Sindicatos do Norte Alentejano – USNA/CGTP-IN comemora hoje 43 anos de existência e de luta por melhores condições de trabalho e de vida no distrito de Portalegre.

Como forma de assinalar esta data, a USNA, juntamente com todo o movimento sindical unitário da região arranca hoje com uma campanha de sindicalização em vários locais de trabalho do Alto Alentejo.

Esta campanha tem como objectivo consciencializar os trabalhadores para a importância da sua organização e unidade na defesa dos seus direitos, porque juntos somos de facto mais fortes.

Este aniversário coincide com mais um momento determinante de mobilização nacional dos trabalhadores. Está convocada pela CGTP-IN uma concentração nacional, frente à Assembleia da República, para o próximo dia 6, sexta-feira. Neste dia, será discutida a proposta de lei que resultou do último acordo de concertação social assinado pelo Governo, associações patronais e UGT. Este é um acordo que a CGTP-IN não assinou e que merece o repúdio de todos os trabalhadores pois não só perpetua a precariedade, a caducidade da contratação colectiva e os baixos salários, como vai mais longe na exploração dos trabalhadores, aumentando o periodo experimental para os trabalhadores à procura do 1º emprego e desempregados de longa duração, alarga o período e o âmbito de aplicação dos contratos de muito curta duração e prevê a criação de um banco de horas grupal. Existem pré-avisos de greve emitidos por sindicatos da CGTP-IN em alguns sectores como é o caso das cantinas dos Hospitais e a USNA, organiza mais uma vez, transporte da região até Lisboa.

Greve às avaliações – dia 18 Junho 2018 – Forte adesão no distrito de Portalegre

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A greve às avaliações convocada pelos sindicatos da Fenprof iniciou-se ontem, dia 18 de Junho, com forte adesão na maioria das escolas do distrito de Portalegre. 
 
Em 8 agrupamentos/escolas, – os Agrupamentos de Escolas de Arronches, Avis, AE nº1 de Elvas – Boa Fé, na Escola Secundária D. SanchoII de Elvas, nos Agrupamentos de Gavião, Monforte, AE nº1 de Portalegre – José Régio e na Escola Secundária S. Lourenço em Portalegre, – a greve teve 100% de adesão não se realizando nenhum dos Conselhos de Turma de avaliação que estavam agendados.
 
Em alguns agrupamentos as reuniões só têm início hoje, dia 19 de Junho – AE de Ponte de Sôr, AE nº 1 de Elvas – Stª Luzia, AE de Castelo de Vide e AE de Marvão.
 
Com a excepção do Agrupamento de Sousel, onde não se registou adesão à greve, em todos os restantes agrupamentos de escolas houve reuniões que não se realizaram, com valores entre os 70% e os 30% de reuniões não realizadas.

A luta dos professores prevê-se muito forte e prolongada

Os professores lutarão o tempo que for necessário pelo direito a serem contabilizados os 9 Anos, 4 Meses e 2 Dias em que a carreira esteve congelada, mas durante os quais sempre trabalharam empenhadamente com os seus alunos, pela Escola Pública e para o país. Os professores não deixarão que apaguem um único desses dias, pois, usando uma expressão popular, não estiveram a trabalhar para aquecer. O governo terá de entender isto, sob pena de não entender nada do que se está a passar.

Os professores estão disponíveis para negociar, sim, mas o prazo e o modo de recuperar todo o tempo de serviço cumprido, tal como consagra a Lei do Orçamento do Estado, como confirma a Resolução 1/2018 da Assembleia da República e como decorre da Declaração de Compromisso assinada em 18 de novembro de 2017. Quanto ao tempo de serviço a recuperar, como o Senhor Primeiro-Ministro ainda ontem demonstrou saber, são 9 Anos, 4 Meses e 2 Dias.

A luta dos professores, porém, não se esgota na recuperação do tempo de serviço. Com ela, exigem, ainda, a aprovação de regras específicas de aposentação que contribuam para o inadiável rejuvenescimento da profissão, medidas que garantam horários de trabalho com 35 horas efetivas e um regime justo de concursos que, simultaneamente, combata a precariedade.

É com estes objetivos reivindicativos que os professores iniciaram ontem, 18 de junho, uma greve que, de acordo com os pré-avisos já entregues, se poderá manter até 13 de julho. A disponibilidade dos sindicatos da FENPROF para negociar é total, aguardando uma proposta que seja uma base negocial aceitável. Para que o seja, não poderá tocar no que é inviolável: o tempo de serviço cumprido pelos professores e, até agora, não contabilizado – 9 Anos, 4 Meses e 2 Dias.

 

A Direção Distrital de Portalegre do SPZS

Greve dos trabalhadores da saúde também no distrito de Portalegre

greve 15jun saude-minOs trabalhadores do sector da saúde estiveram em greve na passada sexta-feira, dia 15 de junho.

A adesão dos trabalhadores de todo o país a esta greve, convocada pelos sindicatos da Função Pública da CGTP-IN, foi bem demonstrativa do seu descontentamento em relação à falta de trabalhadores em vários serviços, hospitais e centros de saúde, à desvalorização das suas carreiras e várias outras matérias como o atraso no processo de regularização da situação dos trabalhadores com contrato de trabalho precário e o não cumprimento do direito ao abono para falhas.

No distrito de Portalegre a adesão à greve foi de 100% no Centro de Saúde de Campo Maior levando ao seu encerramento, registando-se diferentes niveis de adesão nos turnos dos Hospitais de Elvas e de Portalegre, e ainda em Centros de Saúde como Alter do Chão, Elvas e Castelo de Vide.