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Encontro de trabalhadores dos mármores lançam campanha pela segurança e saúde

12801323_1268946343122822_7412012620025723976_nOs trabalhadores do sector dos mármores decidiram lançar uma campanha ao nível da segurança e saúde nos locais de trabalho, sob o lema “Ou fazemos em segurança, ou não fazemos!”, para exigir melhores condições de trabalho e efectivo combate aos riscos profissionais.

Amanhã, 19 de Novembro, assinala-se um ano sobre os dramáticos acontecimentos ocorridos nas pedreiras de Borba, que conduziram à morte de cinco pessoas, entre elas um trabalhador do sector dos mármores.

Entretanto, há apenas dez dias, em 9 de Novembro, um novo e dramático acidente de trabalho ocorrido numa pedreira de mármore, em Vila Viçosa, volta a trazer para a ordem do dia o problema da falta de segurança nas pedreiras.

Passado quase um ano dos trágicos acontecimentos mortais ocorridos nesta zona do país, a falta de segurança para trabalhar continua a ser uma realidade, as responsabilidades continuam por apurar e as mudanças concretas estão por efectivar.

Apesar da acção e intervenção dos trabalhadores e do sindicato, das propostas e exigências colocadas, as condições de trabalho nas pedreiras continuam a caracterizar-se por uma elevada insegurança, por baixos salários e pela ausência de mudanças qualitativas nas condições de trabalho, em paralelo com a inexistente ou ineficaz inspecção e fiscalização por parte das entidades responsáveis, nomeadamente da ACT (Autoridade para as Condições de Trabalho).

Não basta constatar e lamentar; há que intervir e impedir que novos acidentes voltem a acontecer, por nada ter sido feito.

Com esse objectivo, os trabalhadores do sector dos Mármores, após a realização de diversos plenários nas empresas, decidiram no Encontro Regional realizado neste fim-de-semana, em Bencatel (Vila Viçosa), entre outras medidas, lançar uma campanha ao nível da segurança e saúde nos locais de trabalho, sob o lema “Ou fazemos em segurança, ou não fazemos!”, que integrará medidas e acções concretas, a vários níveis, para exigir melhores condições de trabalho e efectivo combate aos riscos profissionais.

Para que novos acidentes não se verifiquem e para que as pedreiras de mármore deixem de ser, como até aqui, autênticos poços de morte, aos quais os trabalhadores descem todos os dias, sem saberem se regressam.

FONTE: FEVICCOM

Protesto em defesa dos direitos, liberdades e garantias constitucionais. Contra a Municipalização.

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Teve lugar ontem, dia 11, uma concentração de trabalhadores e activistas sindicais na Praça da República em Nisa, que contou com as intervenções da Coordenadora da USNA, Helena Neves, do Presidente do SPZS, Manuel Nobre e do Secretário Geral da CGTP-IN, Arménio Carlos.

Durante a concentração o executivo camarário ainda tentou uma manobra de perturbação enviando três trabalhadores com ordens para retirarem a faixa que a USNA afixara no coreto, junto ao local onde falavam os dirigentes sindicais, mas perante a determinação das dezenas activistas que ali se encontravam, não se atreveram a removê-la. “A faixa não sai daqui!”, declarou Arménio Carlos com veemência.

Também o desfile ao longo da avenida principal se realizou sem hesitações, apesar de estar proibido por uma ridícula lei das “procissões e romarias” que a câmara invocou para tentar impedir os trabalhadores de se deslocarem simbolicamente ao Centro Escolar de Nisa.

São já vários os exemplos de condicionamentos impostos à liberdade sindical dentro e fora dos locais de trabalho: dirigentes e delegados sindicais impedidos de contactar com os trabalhadores, trabalhadores impedidos de contactarem com a CGTP-IN e de receberem informação sobre os seus direitos, trabalhadores ameaçados e coagidos a não se sindicalizarem em sindicatos da CGTP-IN, trabalhadores sindicalizados castigados, perseguidos e transferidos de local e de funções, propaganda sindical da CGTP-IN destruída ou arrancada, dirigentes patronais que tentam invadir e condicionar os plenários sindicais.

Atendendo a que foi precisamente em Nisa que teve lugar o último episódio deste género, com o executivo camarário a mandar retirar por 2 vezes as faixas do Sindicato dos Professores da Zona Sul (SPZS) da sede do Agrupamento de Escolas de Nisa, faixas que denunciavam o processo de municipalização da educação em curso, e que é também o Município de Nisa um dos locais de trabalho onde os trabalhadores mais sofrem com a perseguição, castigos e mudança de funções por razões politico-sindicais,foi este o local escolhido para a realização do protesto.

Activistas sindicais e trabalhadores concentraram-se às 14.30 h na Praça da República, em Nisa e daí seguiram em desfile para o Centro Escolar onde entregaram à Direção do Agrupamento de Escolas a resolução aprovada no plenário/concentração.

Pedreiras de mármore não podem continuar a ser poços de morte!

12801323_1268946343122822_7412012620025723976_nUm novo e dramático acidente de trabalho hoje ocorrido numa pedreira de mármore, em Vila Viçosa, volta a trazer para a ordem do dia o problema da falta de segurança nas pedreiras.

Passado quase um ano dos trágicos acontecimentos mortais ocorridos nesta zona do país, a falta de segurança para trabalhar continua a ser uma realidade e as responsabilidades continuam por apurar. Continuar a ler

Dirigentes do STAL impedidos de contactar com os trabalhadores do Município de Nisa

20191105_153107-minDirigentes sindicais do STAL – Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local, Empresas Concessionárias e Afins, em cumprimento da lei, informaram a Câmara Municipal de Nisa que estariam durante o dia de hoje, 5 de Novembro, contactando com os trabalhadores do Município.

Durante esta acção a estrutura do STAL foi informada de que, para prosseguir com o seu trabalho teria que responder ao email da Câmara Municipal enviado ontem perto das 18h, um email em que o STAL era questionado “onde exactamente e com que fim específico pretendem desenvolver a actividade “.

A acção de contacto do STAL tinha como objectivo informar os trabalhadores do plenário convocado para a próxima segunda-feira, dia 11 de Novembro. Esta convocatória possibilita a participação dos trabalhadores na acção de defesa das liberdades, garantias e direitos constitucionais que contará com a participação do Secretário-Geral da CGTP-IN, Arménio Carlos e terá lugar na Praça da República em Nisa. Esta acção foi divulgada precisamente ontem ao final da tarde, altura em que o STAL recebeu um email proveniente do Gabinete de Apoio à Presidência da Câmara  Municipal de Nisa cujo objectivo era claramente limitar a acção sindical e não, tal como invocado, certificar que o “bom funcionamento do serviço” não era perturbado.

O movimento sindical não abdica do direito de contactar e informar livremente os trabalhadores. Por isso mesmo, o STAL solicitou a presença da GNR no local e cópia do relatório que irá ser produzido para que o caso possa seguir para tribunal.

 

Já começou o primeiro curso de formação modular certificada em Elvas

20191031_184422-minTeve inicio esta quinta-feira, dia 31 de Outubro, o primeiro curso de formação modular certificada para activos empregados e desempregados.

Este é o primeiro de muitos cursos de formação profissional, inteiramente gratuitos, que irão decorrer nas instalações da Delegação Sindical Conjunta de Elvas e que resultam de um protocolo entre o Inovinter e a União dos Sindicatos do Norte Alentejano/CGTP-IN.

Todas as matérias que dizem respeito aos trabalhadores e que são do seu interesse têm importância para a CGTP-IN. A formação profissional mas também o Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências têm assumido uma relevância crescente na vida dos trabalhadores. Também para esta necessidade os trabalhadores do distrito de Portalegre podem contar com a CGTP-IN.

 

Horário de trabalho reduzido na Novares em Vendas Novas

Novaris vendas novasOs trabalhadores da Novares, fábrica da indústria química localizada no Parque Industrial de Vendas Novas, conquistaram uma redução do horário de trabalho, informou o SITE Sul.

Desde há vários anos que os trabalhadores desta fábrica, nos períodos de turno da tarde e noite, vinham a trabalhar semanalmente mais 30 minutos de trabalho extraordinário não pago. Estes dois períodos aconteciam nos turnos da noite de domingo e da tarde de sábado.

No dia 9, o SITE Sul apresentou à administração, em reunião, o Caderno Reivindicativo dos trabalhadores para 2020, do qual fazia parte a exigência do fim destes 30 minutos de trabalho não pago.

Esta medida já foi implementada, o que, salienta o sindicato, numa nota à comunicação social, constitui uma redução do horário de trabalho, vindo ao encontro de uma justa reivindicação dos trabalhadores.

Para além desta reivindicação, que foi agora possível alcançar devido à unidade dos trabalhadores, foram apresentadas outras à Novares, tais como:

- Aumento dos salários em 90 euros;

- Salário mínimo de admissão na empresa de 850 euros;

- Regularização das categorias e carreiras profissionais;

- Cumprimento dos direitos de parentalidade;

- Pagamento do trabalho extraordinário realizado;

- Fim dos vínculos precários;

- Medidas de combate às doenças profissionais.

- pagamento de trabalho extraordinário

- efectivação da formação profissional

- fim dos vínculos precários

- combate às doenças profissionais

O SITE Sul assinala que estas propostas são perfeitamente possíveis de alcançar e, tendo em conta os lucros da Novares, não pode ser alegado que ficaria em causa a estabilidade financeira da empresa.

FONTE: FIEQUIMETAL

Do que tem medo a ETMA?

IMG_20191017_172508A empresa de mármores ETMA , em Bencatel, Vila Viçosa, ”tudo tem feito, sucessiva e reiteradamente, antes de cada plenário de trabalhadores, para obstaculizar a sua realização” acusa o sindicato que representa os trabalhadores do sector, STCCMCS, numa nota à imprensa divulgada esta manhã.

Nota à Imprensa do STCCMCS:

A ETMA – Empresa de Transformação de Mármores do Alentejo, SA, em Bencatel, Vila Viçosa, convive mal com a liberdade sindical e a democracia. Continuar a ler