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Notícias e actualidade

21 trabalhadores vínculo temporários passaram para a AIS

AISNo mês de Julho, 21 trabalhadores que estavam ao serviço da AIS Portugal, em Montemor-o-Novo, através de uma empresa de trabalho temporário, passaram a ter contratos de trabalho a prazo com a empresa do sector automóvel para que efectivamente laboram. Este avanço resulta da luta dos trabalhadores e da intervenção do sindicato, salienta o SITE Sul.

Ao longo de 10 anos a intervenção do SITE Sul nesta unidade da Automotive Interior Systems tem sido sempre o motor da melhorias das condições de trabalho e do combate à precariedade, refere o sindicato, numa nota à comunicação social.

Os resultados desta  luta começaram em 2017, ano em que a empresa, após muita resistência, foi obrigada a integrar com vínculo efectivo um trabalhador despedido irregularmente e que desempenhava funções através de uma empresa de trabalho temporário.

O SITE Sul salienta ainda que, nos primeiros cinco meses de 2019, a AIS e a Randstad, por intervenção do sindicato, pagaram mais de 11 mil euros a dois trabalhadores irregularmente despedidos e que preferiram a indemnização em vez de serem reintegrados com vínculo efectivo à empresa.

O sindicato reafirma que defende que a cada posto de trabalho permanente deve corresponder um vínculo de trabalho efectivo. Foi isso que ainda recentemente fem em reunião com a ACT de Évora e é isso que irá continuar a fazer em todas as instâncias, até onde os trabalhadores da AIS estejam dispostos a levar a sua luta.

SEMANA DE LUTA CORTICEIRA DE 24 A 28 DE JUNHO

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Anos após anos crescem os lucros das empresas corticeiras enquanto os aumentos salariais têm sido mínimos. Há alguns dias, enquanto as acções da Corticeira Amorim eram negociadas em alta na Bolsa, com um encaixe financeiro de 43,7 milhões de euros, decorria a 3ª reunião de negociações do CCT (Contrato Colectivo de Trabalho) do sector, com a associação patronal (APCOR) a apresentar uma proposta de 14,73 euros para actualização salarial (Grupo XIV) e 5 cêntimos para o subsídio de refeição, recusando todas as restantes propostas sindicais.

São razões bastantes para a convocação de uma SEMANA DE LUTA CORTICEIRA, de 24 a 28 de Junho de 2019, com greves e concentrações de trabalhadores/as, designadamente, nas 16 Unidades Industriais das empresas:

24 de Junho (greve das 00h00 às 24h00, com concentrações e desfiles):

Amorim & Irmãos, SA – Santa Maria de Lamas

Amorim Top Series, SA – Argoncilhe

Granorte – Revestimentos de Cortiça, SA – Rio Meão

Unidade Industrial Champcork (Amorim & Irmãos, SA) – Santa Maria de Lamas

Unidade Industrial De Sousa (Amorim & Irmãos, SA) – Santa Maria de Lamas

Amorim – Distribuição, SA – Santa Maria de Lamas

PortoCork Internacional, SA – Santa Maria de Lamas

Vasconcelos & Lyncke, SA – Santa Maria de Lamas

CONCENTRAÇÃO 24 Junho – 15h00 – frente à APCOR (S.M. Lamas)

 

25 e 26 de Junho (greve das 00h00 às 24h00 de 25/6 e turno das 21h00 de 25/6 às 05h00 de 26/6):

Amorim Revestimentos, SA (2 unidades) – S. Paio de Oleiros.

CONCENTRAÇÃO 25 Junho – 12h00 – junto à empresa Amorim – Revestimentos e CONFERÊNCIA DE IMPRENSA, com a presença do Secretário-geral da CGTP-IN

 

26 de Junho (greve das 00h00 às 24h00, com concentrações):

Unidade Industrial de Coruche (Amorim Florestal, SA) – Coruche

Unidade Industrial Equipar (Amorim & Irmãos, SA) – Coruche

Unidade Industrial de Vendas Novas (Amorim Isolamentos, SA) – Vendas Novas

 

27 de Junho (greve das 00h00 às 24h00, com concentrações):

Unidade Industrial de Salteiros (Amorim Florestal, SA) – Salteiros

Unidade Industrial de Ponte Sôr (Amorim Florestal, SA) – Ponte Sor.

 

28 de Junho (greve das 00h00 às 24h00, com concentração):

ACC – Amorim Cork Composites, SA – Mozelos.

 

A FORÇA DA RAZÃO É A RAZÃO DA NOSSA LUTA:

Actualização salarial digna e justa de 23 euros (Grupo XIV), que corresponde a 3%;

Actualização do subsídio de refeição para 6 euros diários; 25 dias úteis de férias;

Alargamento das diuturnidades para todos os trabalhadores;

Pagamento de complemento de subsídio de doença profissional;

Introdução de nova cláusula sobre o combate e proibição do assédio;

Melhoria geral das condições de trabalho em cada empresa.

Legislação do trabalho: pela reposição do tratamento mais favorável e o fim da caducidade das convenções colectivas de trabalho!

Contra as propostas gravosas do governo e do patronato!

GRANDE MANIFESTAÇÃO / CGTP-IN – 10 Julho – Praça da Figueira para a Assembleia da República – Lisboa

Semana de luta no sector corticeiro

AMORIM_18062019Apresentando anualmente lucros de milhões, a Corticeira Amorim continua, no âmbito da APCOR,  Associação Patronal que representa o sector corticeiro, a insistir em propostas de aumentos salariais de miséria.

Assim, a FEVICCOM (Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro), o SOCN (Sindicato dos Operários Corticeiros do Norte) e o STCCMCS (Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Cerâmica, Cimentos e Similares, Construção, Madeiras, Mármores e Cortiças do Sul e RA) avançaram com a convocação de uma semana de luta corticeira. Esta acção consistirá num conjunto de greves e concentrações em 16 unidades industriais do grupo Amorim. Há pré-aviso de greve para o dia 27 deste mês para os trabalhadores das unidades industriais de Salteiros e Ponte de Sôr.

Com esta jornada de luta os trabalhadores exigem: actualização salarial digna e justa de 23 euros (Grupo XIV), que corresponde a 3%; actualização do subsídio de refeição para 6 euros diários; 25 dias úteis de férias; alargamento das diuturnidades para todos os trabalhadores; pagamento de complemento de subsídio de doença profissional; introdução de nova cláusula sobre o combate e proibição do assédio; melhoria geral das condições de trabalho em cada empresa.

No próximo dia 10 de Julho, também os trabalhadores do sector corticeiro estarão em luta contra a legislação do trabalho: pela reposição do tratamento mais favorável e o fim da caducidade das convenções colectivas de trabalho e contra as propostas gravosas do governo e do patronato, na manifestação convocada pela CGTP-IN.

 

 

Trabalhadores do sector social em greve também no Alto Alentejo

comunicado_greve ipssOs trabalhadores das IPSS e das Misericórdias estão hoje em greve para exigir melhores salários, melhores condições de trabalho e respeito pelos seus direitos.

Apesar de o Tribunal Arbitral ter decidido que devem assegurar os serviços mínimos 50%+1 dos trabalhadores em cada turno, a adesão à greve no distrito de Portalegre levou ao encerramento da creche da Santa Casa da Misericórdia do Gavião.

De notar que os serviços mínimos estabelecidos limitam o direito à greve já que em várias instituições os turnos são composto por apenas 2 trabalhadores o que significa que ambos são obrigados a assegurar os serviços mínimos.

Ainda assim, os trabalhadores, corajosa e determinadamente, aderiram à greve convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Estado, demonstrando o seu descontentamento.

Corticeira Amorim: Acções em alta, Salários em baixa!

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CORTICEIRA AMORIM: Acções em alta na Bolsa, Salários em baixa nas negociações!
No mesmo dia em que as acções da Corticeira Amorim eram negociadas em alta na Bolsa, com um encaixe financeiro de 43,7 milhões de euros, decorriam as negociações salariais do CCT do sector, com a associação patronal a apresentar uma proposta de 14,73 euros para os salários e 5 cêntimos para o subsídio de refeição, recusando todas as restantes propostas sindicais no sentido da melhoria das condições de trabalho. Esta recusa patronal significa: a recusa dos 25 dias úteis de férias; a manutenção da discriminação nas diuturnidades (não abrangem os trabalhadores fabris); o não pagamento do complemento por doença profissional e a não inclusão de uma cláusula nova sobre o combate ao assédio nas empresas corticeiras. São razões bastantes, com base no mandato dos trabalhadores, para a convocação de uma Semana de Luta de 24 a 28 de Junho, com uma greve nacional do sector e diversas concentrações de rua, para demonstrar que a força da razão é a razão da nossa luta! E havemos de vencer!
A Direcção Nacional da FEVICCOM
6 de Junho de 2019

Presidente da Camâra Municipal do Crato recusa ceder instalações para a realização de um plenário convocado pela Comissão Sindical do STAL

plenario_crato_06062019-min(1)Afirma a CGTP-IN e muito bem que direitos que não se exercem perdem-se. Mas e quando o próprio exercício de direitos está em causa? É o que acontece com cada vez mais frequência nos locais de trabalho.
Através da restrição da liberdade sindical, os empregadores limitam o exercício de um direito constitucional com o objectivo de impedir que os trabalhadores se organizem para lutar pelos seus direitos.
O que não contam muitas vezes é com a solidariedade, unidade e capacidade de vencer obstáculos, características fundamentais dos trabalhadores portugueses e do seu movimento sindical unitário e de classe.
Hoje, no Município do Crato, os trabalhadores, organizados pela sua comissão sindical do STAL, demonstraram, com grande determinação e tranquilidade, que de forma nenhuma aceitarão que a sua liberdade sindical seja restringida.
O presidente da Câmara Municipal do Crato, à revelia do que dispõe o artigo 340º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas que remete para o artigo 420º do Código de Trabalho, recusou-se a ceder qualquer instalação do Município para realização de um plenário sindical, apesar das várias alternativas apresentadas pela comissão sindical.
Mesmo sem espaço cedido dentro do Município, como prevê a lei, o plenário realizou-se, em instalações cedidas pela Associação Humanitária de Bombeiros do Crato, tendo-se procedido, como planeado, à eleição de delegados à III Conferência Sindical Nacional do STAL, por unanimidade, bem como à discussão do seu documento.

A repetir-se a “indisponibilidade” de espaço para a realização de plenário sindical, o mesmo terá lugar à porta da Câmara.

Continua a negociação salarial com a APCOR

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amorim_stccmmcs_31052019-minO STCCMCS – Sindicato dos Trabalhadores das Industrias de Cerâmica, Cimentos e Similares, Construção, Madeiras, Mármores e Cortiças do Sul e Regiões Autónomas da CGTP-IN iniciou uma acção de divulgação do ponto de situação da negociação colectiva com a APCOR, junto dos trabalhadores corticeiros do nosso distrito.

A APCOR é a associação patronal do sector da cortiça, dominada pelo grupo Amorim.

Entre as várias posições assumidas pelo sindicato, destacam-se os aumentos salariais de 3,25%, o aumento do subsídio de alimentação para 6 Euros e as diturnidades. A APCOR contrapôs uma proposta de aumento salarial de 1,4%, um aumento do subsídio de alimentação para 5,60 Euros e não aceita as diturnidades.

O STCCMCS denuncia que, a mesma empresa que lidera as negociações do sector, recusando uma diferença de 14 Euros por mês de aumento salarial, de 40 cêntimos no subsídio de alimentação e recusa o pagamento de diturnidades, regista lucros anuais de milhões e continua a investir em obras cujo objectivo é a publicidade de uma marca que vive da exploração da força de trabalho de centenas de trabalhadores.