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Novares manobra para desviar atenções da luta necessária

20160518KeyPlasticsVendasNovasO novo director da fábrica da Novares (Key Plastics) em Vendas Novas aproveitou a presença na televisão pública para se procurar apresentar como salvador. Mas a fábrica não tem passado por dificuldades.

Numa nota de imprensa, o sindicato alertou que, com esta manobra, a empresa pretende desviar as atenções da necessária luta pelo aumento dos salários e, ao mesmo tempo, manter o medo e a repressão.

Não houve nenhum período recente de dificuldades daquela fábrica. Na realidade, ao longo dos últimos anos, tem aumentado o número de trabalhadores e houve inclusivamente mais trabalhadores que passaram recentemente a ter vínculos efectivos por luta do SITE Sul.

Esta campanha patronal visa apenas distrair os trabalhadores da necessidade de exigir o aumento do salário mínimo para 650 euros, o aumento geral dos salários e o combate às doenças profissionais.

A crescer e a explorar

Ao longo dos anos, os trabalhadores corresponderam sempre às exigências de produção que lhes foram colocadas e que, na maioria das vezes, foram usadas apenas para mais os explorar e assim aumentar os lucros da empresa, dando estes trabalhadores o melhor das suas competências e empenho.

A empresa tem mantido um crescente do número de trabalhadores, como tem acontecido com as empresas do sector automóvel no distrito – e contrariamente ao anunciado na referida reportagem. A empresa tem também acompanhado a inovação do sector e a necessidade na resposta aos seus clientes.

Mas ao mesmo tempo a Novares ataca os direitos dos trabalhadores, como sucedeu, por exemplo, em 2016, quando foi necessária a intervenção do sindicato para que mais de 20 trabalhadores contratados através de empresas de trabalho temporário durante dois anos passassem a contratos pela empresa.

Foram também lançados abaixo-assinados e acções de esclarecimento para rejeição da implementação de um banco de horas.

Em Dezembro de 2017 no Tribunal de Trabalho de Setúbal a Novares assumia a ilegalidade dos contratos de trabalho temporário dos trabalhadores que tem ao seu serviço, ao aceitar indemnizar uma trabalhadora da unidade de Vendas Novas que reclamou a sua efectividade na empresa, através do contencioso do sindicato.

Veio provar-se assim que tínhamos razão, demonstrando que é possível combater a precariedade e os vínculos precários, assim os trabalhadores que se encontram nesta situação se unam ao Sindicato para reivindicar os seus direitos.

Em 2018 a empresa ainda mantinha a aplicação de um horário de trabalho que obriga os trabalhadores a cumprirem mais 30 minutos entre as 23h30 e as 24h00 de Domingo ou entre as 0h00 e as 0h30 de Sábado, que não deveriam existir nos horários de trabalho, que não constam dos contratos e que sendo praticados devem ser pagos como trabalho extraordinário.

Fonte: FIEQUIMETAL

HOTEL BETA PORTO CONTINUA A NÃO PAGAR OS SALÁRIOS PONTUALMENTE

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O Hotel Beta Porto ainda não pagou a totalidade do salário de janeiro aos trabalhadores.

O hotel tem uma boa ocupação, como aliás as demais unidades hoteleiras do Porto.

A empresa continua a pagar o salário mensal às prestações, mantendo uma grande insegurança aos trabalhadores, que nunca sabem quando vão receber o salário e poder fazer face às suas despesas pessoais e familiares.

Esta prática da empresa torna a vida dos trabalhadores num autentico inferno e representa uma flagrante ilegalidade e falta de respeito pelos direitos mais elementares dos trabalhadores, como é o de receber pontualmente o salário.

Além disso, a empresa continua a não respeitar outros direitos dos trabalhadores, como o pagamento do trabalho em dia feriado com um acréscimo de 200%, conforme determina o contrato coletivo de trabalho.

A empresa também não pagou os retroativos da nova tabela salarial que foi publicada no Boletim do Trabalho e Emprego em junho, com efeitos a 1 de abril, pois a empresa só começou a pagar os novos salários em outubro.

Por outro lado, a ACT, que conhece a situação há meses, ainda não atuou na empresa, o que confirma as queixas sindicais de total abandono a que a ACT votou o setor, sendo, por isso, responsável pelo clima de impunidade geral existente.

Porto, 18 de fevereiro de 2019

TRABALHADORES DA AUNDE EM LUTA

Os trabalhadores da AUNDE Portugal Lda, em Vendas Novas demonstraram nas passadas semanas junto da empresa o seu descontentamento, por algumas questões internas que queriam ver resolvidas e apresentaram as suas reivindicações.
 
Para estes trabalhadores na sua maioria mulheres, é inaceitável que desempenhando algumas das suas funções há mais de 20 anos na empresa, continuem a ter como vencimento o salário mínimo nacional e em alguns casos um pouco mais. Tal descontentamento levou as trabalhadoras a pressionarem a Direção para que houvesse atualizações salariais, tendo a empresa já respondido com uma propostas de melhoria das condições de trabalho e aumento dos valores do trabalho extraordinário.
 
O SITE Sul, Sindicato da CGTP-IN saúda a unidade dos trabalhadores da AUNDE nas suas justas Rreivindicações  de melhores condições de trabalho, pelo aumento dos salários, aumento do valor do trabalho extraordinário e redução dos elevados ritmos de produção, que geram doenças profissionais. 
 
É a unidade e organização dos trabalhadores no seu Sindicato de classe que permite a conquista de direitos e a melhoria das condições de trabalho.
 
A Aunde Portugal anterior Karmann Ghia foi fundada em 1992, fornece há mais de 25 anos a indústria automóvel e aeronáutica, sendo especializada na produção de capas em couro, napa e tecido para assentos de automóveis, aviões e comboios.

GRUPO PESTANA RECUSA AUMENTOS SALARIAIS PARA 2019

A FESAHT apresentou ao grupo Pestana uma proposta de aumentos salarias para os trabalhadores das Pausadas de Portugal de 4%, no mínimo 40 euros e 650 euros como valor mínimo na tabela salarial.

O grupo Pestana não apresentou qualquer contraproposta salarial nos prazos legais.

Ontem, realizou a primeira reunião de negociações e o grupo Pestana declarou que não é sua intenção atualizar os salários dos trabalhadores das pousadas em 2019, alegando que foram atualizados em 2018, com efeitos a 1 de julho e que, por isso, não houve aumento da inflação para justificar qualquer aumento salarial.

Ora, ao contrário do que diz o grupo Pestana, houve mesmo aumento da inflação neste período e, para além disso, a proposta sindical visa recuperar a enorme perda do poder de compra perdido ao longo dos 10 anos (2008/2018), em que não houve quaisquer aumentos ou estes foram manifestamente insuficientes e, por último, visa também repartir minimamente os ganhos obtidos nos últimos cinco anos de grande crescimento sucessivo do setor.

As Pousadas de Portugal foram as unidades hoteleiras que mais cresceram neste período, quer nas dormidas, quer nas receitas, sendo que as receitas subiram muito mais que as dormidas, o que demonstra ter havido subida significativa de preços.

Esta posição radical do grupo Pestana é uma afronta aos trabalhadores, pois os salários praticados pelo grupo são muito baixos, revela a política miserabilista e exploradora que o maior grupo económico hoteleiro português tem e o seu desprezo pelos trabalhadores, que todo os dias contribuem para a boa qualidade de serviço, o crescimento de dormidas, de camas e de unidades hoteleiras.

Face à posição incompreensível e inaceitável do grupo Pestana, os sindicatos vão realizar plenários para analisar a situação com os trabalhadores e decidir as medidas a tomar.

Porto, 6 de fevereiro de 2019

AHRESP DENUNCIOU O CCT DAS CANTINAS

 

foto cantinas

 

A associação patronal AHRESP denunciou o Contrato Coletivo de Trabalho (CCT) das cantinas, refeitórios, áreas de serviço e bares concessionados. O objetivo principal desta denúncia é criar um clima de pressão e de chantagem sobre os sindicatos e, liquidar os direitos dos trabalhadores. Esta denúncia da AHRESP representa também uma afronta aos trabalhadores e aos sindicatos, dado que estão a decorrer normalmente negociações entre a FESAHT e a AHRESP para rever o CCT.

Com esta denúncia, a AHRESP assume claramente que quer eliminar completamente os direitos dos trabalhadores, designadamente: deixar de pagar o trabalho prestado em dia feriado e em dia de descanso semanal com o acréscimo de 200%; deixar de pagar o trabalho noturno das 20 às 24 horas; deixar de pagar o subsídio de alimentação nas férias; acabar com os quadros de densidades; transferir os trabalhadores sem o seu acordo; retirar o direito a 2 dias de descanso semanal; aumentar o período experimental; impor banco de horas e horários concentrados de 12 horas diárias e 60 horas semanais, etc..

Apesar da denúncia não ter respeitado os formalismos e procedimentos legais e, por isso, ser legalmente inexistente, a FESAHT já respondeu reafirmando todos os direitos e propondo melhorias no CCT, designadamente a redução do horário de trabalho para as 35 horas, 25 dias úteis de férias sem qualquer penalização, progressão na carreira das cozinheiras, encarregadas despenseiras e demais trabalhadores com níveis salariais diferentes, entre outros mais direitos contratuais.

NOVOS SALÁRIOS PROCESSADOS PELAS EMPRESAS RESULTAM DA LUTA DOS TRABALHADORES

A AHRESP celebrou um acordo com a UGT para as tabelas salariais 2019 e 2020. As empresas vão aplicar as mesmas aos trabalhadores, com efeitos a 1 de janeiro de 2019.

Ora, importa dizer que estas tabelas salariais resultam da luta intensa desenvolvida pelos trabalhadores e seus sindicatos de classe e não de qualquer esfoço da UGT e, visam, fundamentalmente, enfraquecer a continuação da luta dos trabalhadores por melhores salários.

Por outro lado, estas tabelas são insuficientes, em particular, para as cozinheiras de 3.ª e 2.ª, que ficam com salários miseráveis de 635 e 650 euros, respetivamente.

A AHRESP ofereceu esta proposta à FESAHT, mas esta recusou, porque o aumento dos salários é insuficiente e a AHRESP queria, em troca, a assinatura da retirada dos direitos por parte da FESAHT, conforme assinou com a UGT, e isso nunca poderíamos aceitar.

A FESAHT apela à luta dos trabalhadores contra a caducidade do CCT e por melhores salários.

VAMOS LUTAR NA DEFESA DOS NOSSOS DIREITOS, POIS SÓ COM A LUTA O PATRONATO CEDERÁ.

SINDICALIZA-TE, É MAIS SEGURO, DÁS MAIS FORÇA À LUTA E IMPEDES A APLICAÇÃO DO CCT DA UGT

Com_cantinas

Plenário na Gestamp Vendas Novas confirma avanços

gestampOs trabalhadores da Gestamp Vendas Novas tinham razão quando resistiram à ofensiva das empresas do sector automóvel que tentavam a desregulação dos horários de trabalho em 2017.

Reunidos em Plenário no passado dia 22 confirmaram-se os avanços nas conquistas de direitos e a unidade para o futuro. O ano 2019 iniciou para os trabalhadores da Gestamp com aumento salarial de 30 euros para todos os trabalhadores, passagem de 10 trabalhadores com vínculos precários a efectivos e a criação de um prémio de assiduidade com um valor trimestral de 75 euros.

No último ano de um acordo negociado em 2017 com duração nos anos de 2018 e 2019 estes trabalhadores, fruto da sua unidade em torno do Sindicato SITE Sul demonstraram que tinham razão quando em 2017 rejeitaram todo o tipo de chantagem com o propósito de lhes agravar os horários e demais condições de trabalho, nomeadamente a tentativa de tornar o Sábado como um dia normal de trabalho.

Hoje é possível dar resposta às necessidades de produção, tendo aumentado os postos de trabalho e garantindo o Sábado e o Domingo como dias de descanso semanal. Foi evitada uma redução do valor do trabalho e desregulação da vida dos trabalhadores, bem como aumentaram as produções, os salários, o valor do trabalho extraordinário, entre outras conquistas.

Com a melhoria das condições de trabalho e aumento dos salários, a multinacional espanhola confirmou à comissão sindical que 2018 foi o ano em que a empresa teve melhores resultados desde que está instalada em Vendas Novas, o que significa que a melhoria das condições de vida dos trabalhadores não prejudicou em nada a estabilidade da empresa.