Arquivo da categoria: Actualidade e Luta

Actualidade e Luta

Greve dos trabalhadores das empresas do sector privado rodoviário de passageiros nos próximos dias 20 de Setembro e 1 de Outubro

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Este é mais um sector onde a generalidade dos salários ronda já o salário mínimo nacional devido a um bloqueio negocial da contratação colectiva.

Fartos de apresentar propostas à ANTROP (Associação patronal do sector privado rodoviário de passageiros) e de não obter respostas, a FECTRANS/CGTP-IN, Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações, juntamente com mais 2 organizações sindicais do sector, avançou com a convocação de greves nacionais para que sejam os trabalhadores a mostrar que não aceitam a desvalorização dos seus salários, exigindo:

- o aumento imediato do salário base do motorista para 750 Euros;

- actualizações salariais dos demais trabalhadores na mesma percentagem;

- actualização do subsídio de refeição;

- redução do intervalo de descanso para o máximo de 2 horas.

A greve abrange os trabalhadores da Rodoviária do Alentejo e Rede Nacional de Expressos que asseguram o transporte de passageiros no distrito de Portalegre.

Circuito Nacional de Denúncia em Portalegre: Trabalhadores da Valnor em luta

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Tribuna Pública e desfile para denunciar salários de miséria e incumprimentos no grupo EGF/Mota&Engil

O STAL e a FIEQUIMETAL promovem esta segunda-feira (30 de Agosto), às 10.00h, uma Tribuna Pública em Portalegre (na Praça da República) para dar a conhecer publicamente os graves problemas que afectam os milhares de trabalhadores do grupo EGF/Mota&Engil, entre eles os trabalhadores da VALNOR, privatizada em 2014, seguindo-se um desfile até à Praça do Município para entregar – na Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo e na Autoridade para as Condições de Trabalho – a resolução “Pelo Direito à Negociação Colectiva: Salários Dignos, Respeito Pelas Categorias, Subsídio de Risco”.

Esta acção de protesto – cujo um dos objectivos é refirmar a defesa dos direitos e das propostas reivindicativas apresentadas pelo Sindicato, que a empresa, de forma sistemática, tem procurado ignorar – insere-se no “Circuito Nacional de Denúncia”, iniciativa que está a decorrer por todo o País, nos locais de trabalho das várias empresas da EGF/Mota&Engil e nas localidades onde estas se situam.

Através de tribunas públicas, plenários, concentrações e desfiles, centenas de trabalhadores, dirigentes e activistas sindicais têm tornado público o seu descontentamento devido aos graves problemas laborais com que os milhares de trabalhadores se debatem nas empresas do referido grupo, cuja administração tem procurado fugir à discussão séria dos problemas, dos cadernos reivindicativos e da proposta de Acordo Colectivo de Trabalho (ACT) há muito apresentada pelo STAL, e com adesão da FIEQUIMETAL, numa clara estratégia de aprofundar a exploração do trabalho, pagando salários de miséria, precarizando os vínculos laborais, discriminando trabalhadores, desrespeitando e violando direitos. Em suma, dividir para reinar.

Mas tal estratégia não surtirá qualquer efeito, porque os trabalhadores não desistem, e já deram provas da sua unidade, firmeza e da força das suas convicções e reivindicações, nomeadamente:

- A negociação urgente de um ACT que uniformize as regras laborais para todos os trabalhadores e todas as empresas do Grupo, que promova e garanta a valorização remuneratória, a dignificação profissional e a qualidade do serviço público prestado;

- O aumento imediato dos salários e de outras prestações pecuniárias, nomeadamente, do subsídio de refeição e de transporte, de forma a repor o poder de compra perdido nos últimos anos;

- Regulamentação e aplicação do suplemento de insalubridade, penosidade e risco;

- Atribuição de um subsídio de risco extraordinário, no quadro do surto epidémico do novo coronavírus;

- A valorização das carreiras profissionais, garantindo a progressão e a promoção;

- A melhoria e o pleno respeito pelas normas de saúde e segurança no trabalho.

A Luta dos trabalhadores prossegue

No actual contexto pandémico, os trabalhadores nunca negaram esforços, cumprindo os seus deveres profissionais e assumindo o seu compromisso com as populações. A resposta da EGF/Mota&Engil a esse esforço e dedicação é a ausência de reconhecimento e compensação do risco, e o bloqueio da negociação da contratação colectiva, levando a que os problemas se acumulem, arrastem e agravem, com forte impacto negativo na vida dos trabalhadores e na qualidade da prestação dos serviços.

E sem respostas aos problemas que a pandemia veio agravar, a luta dos trabalhadores irá prosseguir, denunciando, protestando e, principalmente, continuando a exigir soluções para os problemas, já que o enorme esforço feito pelos trabalhadores, em particular neste último ano e meio, tem de ser respeitado e compensado, sem mais delongas ou desculpas!

O STAL e a FIEQUIMETAL defendem a reversão da privatização da EGF, para garantir uma política de resíduos norteada por razões ambientais e pela defesa do interesse público, e não pelo lucro. E os municípios, enquanto accionistas (ainda que minoritários) das empresas do grupo EGF/Mota&Engil, têm de assumir as suas responsabilidades e garantir a defesa das respectivas populações, de serviços públicos de qualidade, do trabalho com direitos, assim como contribuir, activamente, para a melhoria das condições laborais nas empresas que lhes prestam serviços e nas quais participam.

Só assim será possível respeitar plenamente os direitos das populações e dos trabalhadores. Por isso, esta é uma luta de todos!

As direcções do STAL e da FIEQUIMETAL

O Depº de Informação da USNA/cgtp-in

 

STFPSSRA organiza plenários nas escolas

plenario STFPSSRA escola Monforte 07072021No âmbito da Jornada Nacional de Acção e Luta convocada pela CGTP-IN e que decorre desde o dia 21 de Junho até ao próximo dia 15 de Julho, o STFPSSRA – Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Estado do Sul e Regiões Autónomas, está a organizar plenários nas escolas do Distrito de Portalegre.

O objectivo destes plenários, como o que teve lugar ontem, dia 7 de Julho, na escola de Monforte, é discutir e esclarecer os trabalhadores relativamente a questões ligadas às suas carreiras, que foram destruídas há mais de uma década. É urgente e possível reverter esta situação, recuperar carreiras e salários aos trabalhadores não docentes, combater a Municipalização e acabar com a portaria de rácios, desbloqueando a contratação de todo o pessoal necessário para as escolas.

STFPSSRA organiza plenários no sector social

plenario STFPSSRA APPACDM 07072021No âmbito da Jornada Nacional de Acção e Luta convocada pela CGTP-IN e que decorre desde o dia 21 de Junho até ao próximo dia 15 de Julho, o STFPSSRA – Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Estado do Sul e Regiões Autónomas, está a organizar plenários em várias instituições do sector social no Distrito de Portalegre.

O objectivo destes plenários, como o que teve lugar ontem, dia 7 de Julho, na APPACDM em Portalegre, é mobilizar os trabalhadores, “fartos de ter baixos salários, de assistir ao incumprimento das disposições sobre horários de trabalho e ao desrespeito pelos conteúdos funcionais e profissões”, em torno de um abaixo-assinado que será remetido ao presidente da CNIS, onde exigem aumentos salariais dignos, o cumprimento integral dos horários de trabalho e a observância integral dos conteúdos funcionais.

 

 

Trabalhadores das Cantinas e Refeitórios em Greve

conc AHRESP 17052021 min
Trabalhadores das Cantinas e Refeitórios em Greve, entre eles as trabalhadoras das cantinas e refeitórios dos Hospitais de Elvas e de Portalegre, concentraram-se hoje, dia 17 de Maio, frente à sede AHRESP - Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, em Lisboa, por aumentos salariais dignos e justos para 2021, defesa dos direitos dos trabalhadores e negociação do Contracto Colectivo de Trabalho.
Os salários dos trabalhadores das cantinas, refeitórios e bares concessionados são muito baixos. É um trabalho assegurado sobretudo por mulheres que trabalham 10 e 12 horas nas cantinas hospitalares, lares, fábricas de refeições etc, e que durante a pandemia estiveram sempre na linha da frente.
Não há nenhuma razão para o sector não pagar melhores salários. Apesar das diversas promessas da AHRESP de pretender negociar com a Federação dos Trabalhadores da Agricultura, Alimentação, Bebidas e Turismo de Portugal (FESAHT) um acordo desde o longínquo ano de 2003, o certo é que não aceita propostas que melhorem as condições de vida dos trabalhadores. Pelo contrário, as propostas da AHRESP são sempre de baixos salários, tendo como base o salário mínimo nacional, de forma a garantir os trabalhadores o maior tempo disponível para explorar.
Prova disso é a denuncia que a AHRESP fez do CCT das Cantinas e Refeitórios, acordado com a FESHAT em 2019, para requerer a sua caducidade, ficando demonstrado mais uma vez que o diálogo da AHRESP de boa fé negocial neste processo é retórica.
Mas os trabalhadores não vão desistir de lutar pela valorização da profissão e o Contracto Colectivo de Trabalho!
O protesto de hoje contou com a presença solidária da Secretária-Geral da CGTP-IN, Isabel Camarinha.
A LUTA CONTINUA!

Trabalhadores da Hutchinson em luta por aumentos salariais dignos

faixa site sul-minAnos e anos sem aumentos salariais dignos, valorização das categorias e melhoria das condições de trabalho vêm agudizando o enorme descontentamento dos trabalhadores da Hutchinson face aos aumentos aplicados e à ausência de respostas ao conjunto de reivindicações que constam do Caderno Reivindicativo apresentado à empresa pelo SITE Sul.

Em luta por melhores salários e por uma resposta efectiva às justas reivindicações, os trabalhadores reafirmam que não aceitam esta política de baixos salários que querem impor, que de uma maneira geral são absolutamente miseráveis, ainda mais se se tiver em conta que a empresa tem vindo a facturar milhões nos últimos anos.

Reafirmam que não aceitam a política de baixos salários numa empresa que tem milhões de Euros de lucro e paga salários iguais ou quase iguais ao Salário Mínimo Nacional a trabalhadores que dando o melhor todos os dias em prol da empresa não saem do limiar da pobreza.

Os trabalhadores da Hutchinson reafirmam e lembram que são eles que têm estado sempre disponíveis e atentos às necessidades da empresa, mesmo durante a Pandemia, que são exemplo e, convêm não esquecer, recorreram a férias mesmo num período em que não eram obrigados a aceitar, foram confrontados com banco de banco de horas e Lay off. Chegados a esta altura, vêm que todo esse esforço foi em vão e que não está a ser devidamente reconhecido.

 

É tempo de dizer basta! 

Por tudo isto, os trabalhadores da Hutchinson – Borrachas de Portalegre exigem:

- Aumentos salariais dignos e justos para todos os trabalhadores;

- Valorização das categorias profissionais;

- Respostas concretas ao conjunto de reivindicações que constam do caderno reivindicativo apresentado pelos trabalhadores;

- Reunir com a empresa para discutir os problemas dos trabalhadores.

 

É inaceitável que a empresa se recuse a receber o Sindicato para reunir.

Lutar pela dignificação no trabalho! 

Mais e melhor emprego, salários dignos e justos! 

A luta vai continuar!

 

(fonte: SITE-SUL)

Hutchinson contra os direitos da parentalidade

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 Em Portalegre, na fábrica da Hutchinson, mais uma vez a Covid-19 serve para impor bancos de horas aos trabalhadores, aproveitando as fragilidades dos contratos precários e a necessidade dos trabalhadores ficarem em casa com os seus filhos em consequência do agravamento e alargamento do Estado de Emergência que fechou creches e escolas.

A Hutchinson pressiona trabalhadores com vínculos precários a aceitar “banco de horas negativo” para poderem ficar em casa com filhos menores de 12 anos, fazendo uso da ameaça de despedimento caso os trabalhadores entreguem a declaração de “apoio excepcional à família”.

Temos conhecimento que já foram mesmo despedidos alguns trabalhadores que entregaram esta declaração e se recusaram a aceitar o banco de horas e a compensar a empresa posteriormente pelo tempo em que são forçados a ficar em casa com os filhos, exercendo um direito consagrado na lei.

O SITE SUL apela mais uma vez à sindicalização e à organização e luta dos trabalhadores, único caminho para impedir que a Hutchinson continue a desenvolver impunemente este tipo de ofensivas contra os direitos dos trabalhadores.

Fonte: SITE-SUL

Jornada Nacional de Luta a 25 de Fevereiro por salários, emprego e direitos!

40031 sb tf pend_jornada nacional luta 25 fev 2021-minNo próximo dia 25 de Fevereiro, em vários locais de trabalho do distrito de Portalegre e por todo o país, o Movimento Sindical Unitário de Classe da CGTP-IN, irá organizar várias acções, com o objectivo de dar visibilidade aos problemas concretos dos trabalhadores, mostrando que nenhum de nós está sozinho nesta luta contra a exploração. Neste dia, em acções convergentes para todos os sectores, os trabalhadores vão ainda insistir que será com a melhoria dos salários e mais direitos que Portugal irá ultrapassar a situação em que se encontra, pelo que é mais actual do que nunca lutar pelo direito ao trabalho com direitos. Em Portalegre, esta acção convergente consistirá num cordão humano, pelas 17h, do Centro Distrital da Segurança Social até ao Centro Comercial Fontedeira, local onde continuaremos a organizar as comemorações do 1º de Maio em Portalegre.

Com todas as medidas de segurança que a situação actual exige, vamos mostrar, mais uma vez, que em caso algum pode a luta dos trabalhadores ser suspensa, esta é mais necessária do que nunca!

A USNA alerta: os pais do distrito de Portalegre estão a passar por momentos de grande aflição

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A obrigatoriedade do teletrabalho já conduziu a situações de grande aflição em Março do ano passado, mas quando encerraram as escolas e estabelecimentos de apoio à infância em 22 de Janeiro o problema ganhou nova dimensão. Pais com filhos menores de 12 anos não têm o direito ao apoio extraordinário à família. Estão obrigados a conciliar o teletrabalho com cuidar de crianças de meses ou de poucos anos o que leva a que nem consigam trabalhar nem cuidar dos filhos.

O Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e Ilhas (SIESI/CGTP-IN), que acompanha a Randstad em Elvas (na foto), tomou posição e recolheu vários depoimentos tornados públicos pela CGTP-IN. Depoimentos de mães que atingiram o seu limite, temem pela segurança dos seus filhos e lutam por uma mudança da lei.

O alargamento dos serviços considerados essenciais na passada sexta-feira está também a causar grande transtorno a centenas de pais do nosso distrito. Muitos só iriam recorrer ao apoio à família a partir de segunda-feira, dia 8 de Fevereiro, para poder acompanhar os seus filhos no ensino à distância mas tanto estes, como muitos outros que já se encontravam nesta situação, foram mobilizados para entrar ao serviço devido à Portaria 25-A/2021 que entrou em vigor, mais uma vez, sem consulta nem informação às estruturas representativas dos trabalhadores.

As escolas de acolhimento e as autarquias não estavam preparadas para esta alteração que as obriga agora a receber e apoiar um número maior de crianças sem terem recursos humanos para tal.

Verificando-se situações de recusa da inscrição de filhos de trabalhadores agora considerados essenciais nas escolas de acolhimento, a União dos Sindicatos do Norte Alentejano já informou as autarquias e as escolas deste alargamento apelando à actualização da lista dos trabalhadores de serviços essenciais na expectativa de se solucionarem pelo menos parte dos problemas criados.

Todas estas dificuldades são transversais a vários sectores e serviços, prova da centralidade que a educação e a saúde assumem na sociedade e da necessidade de serem valorizados em meios materiais e humanos.

Apresentado caderno reivindicativo na Hutchinson

reivindicacoes site sul hbp ptlg 2021-minO SITE-SUL avançou mais uma vez com um caderno reivindicativo na Hutchinson. Entre as reivindicações apresentadas estão o aumento dos salários de todos os trabalhadores em 90 Euros e o fim do banco de horas, reivindicações centrais na jornada nacional de luta convocada pela CGTP-IN, para todos os sectores, para o próximo dia 25 de Fevereiro.