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Actualidade e Luta

Recolha de assinaturas frente ao Hospital de Portalegre por mais e melhor SNS

recolha abaixo assinado ulsna 04112020-minUma delegação da USNA – União dos Sindicatos do Norte Alentejano, SEP – Sindicato dos Enfermeiros Portugueses e STFPSSRA – Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas, estiveram hoje, dia 4 de Novembro, frente ao Hospital Dr. José Maria Grande em Portalegre, numa acção de recolha de um abaixo-assinado junto de utentes e trabalhadores da ULSNA – Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano.

Neste abaixo-assinado, que será enviado ao Conselho de Administração da ULSNA, exige-se:

- Regularização de todos os vínculos precários (independentemente do tipo) com a passagem a efectivos desses profissionais de saúde.

- A contratação efectiva de mais profissionais de saúde para a ULSNA.

- Dignificação das carreiras do pessoal da saúde.

A falta de trabalhadores no sector da saúde tornou-se mais evidente durante a situação de pandemia mas trata-se de um problema antigo, particularmente grave no distrito de Portalegre. Os profissionais da saúde, dos vários sectores, enfermeiros, médicos, administrativos, auxiliares da saúde (integrados na carreira de assistente operacionais) e técnicos de diagnóstico estão exaustos e sem perspectivas de carreira. É preciso passar das palavras aos actos e dos elogios e reconhecimento à acção.

Esta iniciativa está integrada na semana de luta da saúde, convocada pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais e decorre de 2 a 6 de Novembro em todo o país. Os trabalhadores estão em luta por mais e melhor SNS – Serviço Nacional de Saúde, com mais trabalhadores, mais salário e mais direitos.

 

Rede Expresso suspende serviço

20201030_133206-minA pretexto da situação de pandemia e na sequência das restrições na circulação entre concelhos que vigoram entre os dias 30 de Outubro e o dia 2 de Novembro, a Rede Expresso emitiu uma directiva nacional para suspender o serviço de transporte de passageiros durante os próximos dias. Para isto, esta empresa recorreu a uma ilegalidade que se tem tornado comum nos últimos meses: obrigar os trabalhadores a usar o seu período de férias.

As férias são um direito irrenunciável dos trabalhadores e têm o propósito de possibilitar a recuperação física e psíquica. Por principio, o período de férias é marcado por acordo entre trabalhador e empregador. Este período não pode ser usado pelo empregador para suspender a actividade da empresa!

A suspensão do serviço de transporte de passageiros irá condicionar a vida de milhares de pessoas em todo o país. As restrições de circulação não abrangem a deslocação para o local de trabalho, para acesso a serviços essenciais e outros, além de que, a supervisão do cumprimento destas medidas cabe às forças de segurança e não às empresas prestadoras de serviço.

Os constrangimentos na mobilidade das populações do Alto Alentejo que se fazem sentir com maior gravidade nos últimos meses, tal como o Movimento Sindical Unitário de Classe tem vindo a denunciar, só se agravarão nos próximos dias! Este comportamento da Rede Expresso só vem reforçar a posição que a FECTRANS- Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações vem assumindo, bem como a USNA – União dos Sindicatos do Norte Alentejano, de que é urgente e necessário um serviço público de transporte que garanta o cumprimento do direito à mobilidade de todos os cidadãos.

Aos trabalhadores de todo o sector dos transportes, a USNA reforça o apelo de que se sindicalizem, se organizem e lutem pelos seus direitos, impedindo que as empresas, recorrendo a atropelos aos seus direitos e à intensificação da exploração da sua força de trabalho, continuem a deixar populações inteiras isoladas ao mesmo tempo que recebem financiamento público para evitar precisamente que isto aconteça.

Hutchinson tem de assumir responsabilidades

Fotografia de arquivo.

Fotografia de arquivo.

A Hutchinson Borrachas de Portugal em Campo Maior impõe aos trabalhadores todas as responsabilidades da pandemia e tenta impedir a intervenção sindical.

No passado dia 2 de Setembro, dirigentes sindicais do SITE Sul dirigiram-se às instalações da fábrica para esclarecer os trabalhadores sobre a imposição de um banco de horas feita pela empresa aproveitando a fragilidade do momento de pandemia e dos trabalhadores.

A administração e responsáveis do departamento de recursos humanos da empresa também marcaram presença para impedir a actividade sindical, tendo dispensado hora e meia do seu tempo com o objectivo de dissuadir os trabalhadores, ao mesmo tempo que alegam não ter disponibilidade para receber os trabalhadores para os esclarecer sobre a imposição do banco de horas.

São inadmissíveis pressões e chantagens para que os trabalhadores aceitem os sábados como dias normais de trabalho. Este processo de chantagem tem apenas como propósito defender os elevados lucros da empresa e colocar os trabalhadores a pagar a factura. Os trabalhadores têm de agir e exigir a defesa da sua saúde, a salvaguarda do emprego e o respeito pelos direitos.

Exigimos que a empresa assuma a sua responsabilidade, os trabalhadores não podem suportar tudo e não devem nada à empresa.

(fonte: SITE-SUL)

Serviço de bar dos Hospitais do distrito pode reduzir horário de funcionamento

cantinas_29112019-minA Administração do Hospital Distrital de Portalegre/ULSNA, em conjunto com a empresa UNISELF concessionária de refeições, refeitório e bar, prepara-se para encerrar o serviço de Bar ao fim de semana e ao final do dia, em dias úteis.

Esta medida, não só prejudica os utentes, que diariamente se deslocam a esta unidade de saúde, mas também todos os profissionais de saúde e serviços externos que laboram no Hospital, que deixaram de ter um espaço ao final do dia e ao fim de semana para se alimentarem e assim satisfazer suas necessidades de alimentação e bebida.

Esta redução de horário irá ainda conduzir à redução de postos de trabalho neste serviço e consequentemente dos agregados familiares destes trabalhadores que exercem funções no Bar e de forma indireta todos os fornecedores e serviços externos que dependem do bar para a sua sobrevivência.

Por se tratar de uma situação com consequências para um alargado número de trabalhadores e utentes dos hospitais, a USNA/CGTP-IN – União dos Sindicatos do Norte Alentejano e o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Hotelaria, Turismo, Restauração e Similares do Sul irão organizar a recolha de um abaixo-assinado contra a redução do horário de funcionamento do serviço do bar, esta quarta-feira, dia 22, junto ao Hospital de Portalegre das 8h às 10h e junto ao Hospital de Elvas das 15h30 às 16h30.

Contra o processo de privatização da água no distrito de Portalegre

agua publica_cgtp-minUm conjunto de 10 municípios do distrito de Portalegre estão a criar, através da CIMAA – Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo, uma empresa multimunicipal para a gestão da água em baixa.

Esta é uma matéria de grande interesse para os trabalhadores e para a população e todo o processo, bem como as consequências de processos semelhantes, devem ser dados a conhecer e a debater.

Assim, o STAL – Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, Empresas Públicas, Concessionárias e Afins, sindicato que acompanha em todo o país o sector da água, irá realizar uma tribuna pública sobre esta temática, na próxima sexta-feira, dia 24, pelas 11h, junto ao edificio da Câmara Municipal de Ponte de Sôr, município que lidera a criação desta empresa multimunicipal e cujo presidente é simultâneamente o actual presidente da CIMAA.

Tribuna pública junto ao terminal rodoviário em Portalegre com a participação da Secretária-Geral da CGTP-IN, Isabel Camarinha

terminal rodoviario em portalegre_17072020-minA Rodoviária do Alentejo, que na sequência da pandemia, havia já reduzido e suprimido carreiras no distrito de Portalegre, informou, nos termos da lei, a estrutura sindical que representa os trabalhadores do sector, o STRUP – Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal, a intenção de prolongar o lay-off por 1 ano a partir de 1 de Agosto deste ano.

De notar que também a Rede Expressos se encontra em lay-off tendo reduzido de 10 para 2 os expressos diários do distrito de Portalegre.

A União dos Sindicatos do Norte Alentejano/ CGTP-IN considera esta situação inaceitável. A cada dia que passa o distrito de Portalegre está mais isolado. Populações inteiras ficaram sem a possibilidade de aceder a serviços fundamentais que ao longo de vários anos foram sendo encerrados nas suas freguesias e centralizados nas sedes dos concelhos e em alguns casos até desses locais desapareceram. Trabalhadores que ficaram sem meios de deslocação para os seus locais de trabalho. Muitos trabalhadores que vieram residir na nossa região ajudando a combater o despovoamento vêm-se agora sem a possibilidade de fazer as suas pontuais deslocações às sedes das suas empresas em Lisboa. São vários os exemplos de constrangimentos criados à população do Norte Alentejano pela redução e supressão de carreiras rodoviárias de transporte.

A USNA/CGTP-IN acompanha a posição já manifestada pela FECTRANS – Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações, que constata que “apesar dos apoios previstos no Orçamento do Estado suplementar, os patrões privados continuam sem repor o serviço que o País precisa, com isto, são prejudicados os trabalhadores e os utentes. O patronato do sector privado de passageiros tem a mesma estratégia de prolongar as situações de “lay-off” e com isso milhares de trabalhadores ficam num quadro de incerteza quanto ao futuro, o País em termos regionais está nesta altura sem transporte rodoviário de passageiros, o que demonstra que Portugal precisa de uma empresa pública neste sector.”

Ainda que, o governo não possa ser um mero espectador e tenha que intervir legalmente para devolver aos cidadãos um serviço a que têm direito e com isso fazer com que os trabalhadores reocupem com todos os direitos, os seus postos de trabalho, este continua a defender que são os municípios as autoridades de transporte. Assim, a USNA/CGTP-IN e o STRUP solicitaram já uma reunião à CIMAA – Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo, para perceber que medidas estão a ser equacionadas para devolver às populações do Norte Alentejano o seu direito à mobilidade.

USNA/CGTP-IN e STRUP irão ainda realizar uma tribuna pública junto à Rodoviária em Portalegre, em que participará a Secretária Geral da CGTP-IN Isabel Camarinha, no próximo dia 24 de Julho, sexta-feira, a partir das 17h.

Na Hutchinson cresce o virus da exploração!

caderno reiv hutchinson 29jan19-minEm Tribuna Pública da USNA/ CGTP-IN para denunciar o modelo laboral baseado em baixos salários e na precariedade, agravado sob o pretexto da pandemia, Sindicato SITE Sul denúncia que multinacional Hutchinson tem agravado a exploração aos trabalhadores, nomeadamente na fábrica de Portalegre que recorrendo ao lay-off, pressionou trabalhadores a fazer trabalho extraordinário.

Esta empresa que recorreu ao “apoio extraordinário à manutenção dos contratos de trabalho”, não só despediu trabalhadores, como mantendo alguns em casa com cortes salariais por via do chamado “lay-off simplificado”, exigia a outros a prestação de trabalho extraordinário, numa contradição não legal.

Desde o início da pandemia as fábricas da Hutchinson em Portalegre e Campo Maior tem utilizado este grave problema de saúde pública, aproveitando a maior sensibilização dos trabalhadores para lhes retirar direitos que nunca tinham conseguido. Por exemplo a fábrica de Campo Maior conseguiu pela primeira vez implementar um banco de horas e em Portalegre foram alterados os horários das pausas, sendo que esta alteração obriga os trabalhadores a estarem a prestar serviço cinco horas seguidas.

O Sindicato considera inaceitáveis as medidas que têm vindo a ser tomadas e vai solicitar novamente à empresa uma reunião para apresentar as suas preocupações e discutir a exigência do aumento dos salários de todos os trabalhadores em 90 euros, entre outras reivindicações, decididas em reunião com os trabalhadores.

 

Defender a saúde e os direitos dos trabalhadores do distrito de Portalegre

CARTAZ_SINDICALIZACAO-minMovimento Sindical Unitário desenvolve jornada de contacto com centenas de trabalhadores do distrito de Portalegre ao longo de 3 semanas.
Durante esta semana, de 22 a 26 de Junho, esta acção está enquadrada na semana nacional de luta convocada pela CGTP-IN.
Nesta iniciativa, que culminará com uma tribuna pública no final da tarde do dia 3 de Julho na zona industrial de Portalegre, os trabalhadores de dezenas de locais de trabalho do Alto Alentejo recebem informação relativamente aos seus direitos e de como exerce-los e ainda acerca de processos de negociação colectiva específicos nos seus sectores.

Empresa ITAU do Refeitório do Hospital de Portalegre saiu sem pagar o salário a 9 trabalhadoras

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A empresa ITAU prestou até ao passado dia 31 de Maio o serviço de refeições (refeitório, bar e doentes) em todo o Hospital de Portalegre (Hospital José Mª Grande) – entretanto substituída pela empresa UNISELF – e não pagou o salário a 9 trabalhadoras.

No último dia útil do mês de Maio, dia de pagamento do salário nos termos legais referente ao mês de Maio, não foi pago a 9 trabalhadoras o salário, sem qualquer justificação, mas às restantes trabalhadoras, não só foi pago o mês de Maio, como 3 dias depois a ITAU passou cheques a estas trabalhadoras com o acerto de contas, por força da saída da empresa.

Ora desde 2ª feira, dia 01 de junho que estas 9 trabalhadoras confrontam a chefia directa (encarregada), a chefia regional (supervisora) assim como os recursos humanos da empresa ITAU e a única resposta que recebem é para aguardar.

Estas 9 trabalhadoras têm compromissos e despesas para liquidar a aproximar o prazo pagamento (ex: prestações das casas ao banco ou rendas). Estas 9 trabalhadoras só estão a exigir o que é delas por direito, do trabalho prestado e realizado e presentemente já existe dificuldades económicas, o de não ter dinheiro para pôr pão e leite à mesa dos filhos, porquanto os salários serem baixos.

Já foi realizada queixa junto da autoridade para as condições de Trabalho (ACT) local.

Relembramos que a ITAU, com cerca de 2000 trabalhadores a nível nacional, decidiu unilateralmente colocar trabalhadoras em lay-off, tendo recebido verbas avultadas de apoios recebidos, correspondente a 2/3 salário de cada trabalhadora e ainda vai receber um salário por cada trabalhador enquanto este estiver em formação profissional, tudo isto pago pela Segurança Social.

Trata-se uma violência e de uma pressão enorme sobre estas trabalhadoras pois já recorreram a todos os meios que fosse possível e da parte da ITAU, aproveitando-se da saída da unidade, há uma indiferença para com estas situações de dificuldades económicas destas trabalhadoras.

(Fonte: Sindicato dos Trabalhadores dos Sectores da Hotelaria, Turismo, Restauração e Similares do Sul)

Reabertura das escolas e regresso às aulas presenciais em Portalegre

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 Hoje, 18 de Maio, o Sindicato dos Professores da Zona Sul – SPZS/FENPROF acompanhou a reabertura das escolas e o regresso às aulas presenciais em Portalegre, na Escola Secundária S. Lourenço, distribuindo aos professores o manual de procedimentos, condições e exigências.

 

Nesta segunda-feira, dia 18 de maio, milhares de professores e alunos do ensino secundário retomam as aulas presenciais dos 11º e 12º anos, numa decisão que o SPZS/FENPROF considera imprudente por não estarem reunidas as necessárias condições de segurança sanitárias que permitam um regresso às escolas com confiança.

Nesse sentido, a FENPROF e os seus Sindicatos acompanham o regresso às aulas presenciais em escolas de todo o país distribuindo o Manual de Procedimentos, Condições e Exigências que a FENPROF divulgou na passada sexta-feira. Este Manual pretende ser um instrumento de apoio aos docentes sobre as condições do regresso e quais deverão ser as suas exigências, designadamente em nome da segurança sanitária que, em tempo de pandemia, não poderá ser aligeirada.


Paralelamente, a FENPROF vai disponibilizar uma plataforma online para que os docentes possam colocar dúvidas, pedir esclarecimentos e denunciar situações que considerem irregulares. Essas denúncias poderão dar origem a contactos com as escolas, o Ministério da Educação, a Direção-Geral da Saúde ou outras entidades responsáveis, no sentido de agilizar e promover a sua resolução com a maior brevidade possível.